Sabrina. Antes que o meu acompanhante na cama acordasse eu peguei minhas coisas e saí do quarto de hotel de fininho. Ninguém me viu. Aquela seria a última vez que eu o encontraria, e já fazia tanto tempo que a lembrança dele m*l mexia comigo. Entrei no elevador, ajeitei o casaco e sorri para o espelho como se fosse só mais uma mulher de destaque fugindo de uma rotina qualquer. A verdade é que eu sempre gostei de desaparecer com elegância. Cheguei no meu apartamento do outro lado da cidade e me deixei cair sobre a água da banheira. A água morna me envolveu como uma concha e eu fechei os olhos, entregando-me ao conforto que o dinheiro compra. Olhei o teto por uns segundos e senti um prazer quase infantil: ter uma vida sem apertos, sem olhares de pena, sem precisar mendigar favores. Eu vivi

