NOS AMASSOS E RANCOR

2271 Palavras
Apresentação "Viva, mas a coisa mais obvia é que o sinônimo da vida é a morte. Seja astuto, usando habilidades do demônio e lembre-se que o sinônimo de demônio é anjo. Haja demônio que Deus se manifeste" - J.N *** - Eu sabia que um dia ia acontecer, eu fiz de tudo para lhe ajudar, mas não... A hora tinha chegado, ele se foi... - a voz cansada e velha disse em meio a soluços da idade avançada. Uma lágrima do lado esquerdo insistiu em sair, no entanto, Slayer não permitiu que se realizasse o intuito da mesma. Curiosa, Matilde perguntou: - O que aconteceu? - O destino pôs um ponto na vida do senhor Afuzal. - Sinto muito, meu amor, eu sei e sinto, você ainda está muito magoado com o seu pai. Mas agora não é hora de continuar com o peso que carregas. O peso que Slayer carregava era inerente ao comportamento do seu pai que fez o que a maioria dos pais fazem com total maestria, abandonar os seus filhos, fazendo com que estes perquem o amor, o carinho, o afeto, a presença deste, uma das coisas mais importantes na vida do ser humano. A lágrima que não quis descer foi por conta deste maldito pai que não merecia perdão. - Nunca este senhor vai receber o meu perdão. Quando Slayer disse aquelas palavras Matilde ficou assustada. - Calma meu amor, calma. Assim a alma dele não descansará em paz sem o seu perdão. - Se eu dissesse que lhe perdôo seria uma grande mentira, porque o que sinto no meu interior não se compara a perdão, mas sim ao ódio. Você imagina por quantas noites precisei dele para receber um conselho, jogar a bola, passear e ele o quê? Não estava, onde é que se encontrava? Em paises vizinhos colecionando esposas esquecendo a minha mãe que de tudo fez para a relação continuasse estável. Eu lhe amaldiçôo com todas as minhas forças. Matilde não teve mais nenhuma palavra, apenas o abraçou. Bairro Madinguini Cimitério, 10 de Janeiro de 2030 - 14:30 - Amem - disse o padre. Slayer observava a nova casa do seu pai sendo consumida pelas areias daquele lugar, a madeira do caixão brilhava na tristeza de todos presentes no momento que assola a todo Homem deste inferno que é a terra. A esposa estava do seu lado lhe proporcionando as suas condolências. As lágrimas não caíram dos olhos do senhor Slayer. Os colegas de trabalho do Slayer estavam na cerimônia, inclusive Arnaldo e Ronaldo, prestando as suas condolências ao colega e amigo. O funeral teve o seu fim e Slayer juntamente com Matilde ficaram na casa da senhora Euzinha por uma semana, lhe dando forças de prosseguir na vida sem o seu amado companheiro que os últimos dias estava por perto, a despedindo. O senhor Afuzal estivera na África do Sul se divertindo com as lindas mulheres que encontrara por lá e infelizmente acabara contraindo uma doença que lhe custou a vida. Abandonara a esposa e o filho para aproveitar a vida, porém a vida lhe mostrou que, deve se medir a maneira como nos divertimos, caso não o fim é muito agonizante. Na manhã de quinta-feira o casal arrumou as suas malas prestes para voltar pra casa na companhia da velha Euzinha. - Já estamos prontos mãe vamos! - disse Slayer já com as malas nas mãos. - Não precisa meu filho eu hei-de ficar aqui. - Não mãe, temos que ir, não pode ficar aqui sozinha. - Como é que tu achas que consegui ficar todo esse tempo sem a tua presença? - Mãe, agora é muito diferente, você já não trabalha, não tem forças, precisa de alguém para te cuidar e essa pessoa sou eu. - Não, não posso abandonar a casa que te viu nascer, crescer e sair - disse a velha, com os olhos vidrados na foto do marido - sabe meu filho, ainda não acredito que perdi o seu pai, aqueles olhos finos iguais aos seus, aquele sorriso meigo, ainda lembro como se fosse ontem. - Eu sei mãe. Vamos juntos lá você estará em boas mãos. - É verdade senhora Euzinha - disse Matilde. - Eu preciso ficar. Me deixem ficar por uma semana sozinha pensando e fazendo valer o luto pelo meu marido, por favor entendam. A velha amava de verdade aquela me homem mulherengo, era um amor puro e verdadeiro, porém a maldita morte o levou das suas mãos, deixando uma dor muito forte. Perder alguém para a morte é uma coisa dolorosa que faz muita gente meditar, assim como Euzinha. - Está bem mãe. Fique com Deus, mas sempre estarei aqui para te ver, vou te visitar em cada momento livre, okay? - Não há problema. Lá fora estava o taxi já pronto para receber as bagagens nos apropriados orifícios do mesmo. Antes do casal sair, Slayer foi o primeiro a dar um forte abraço na senhora Euzinha, depois a Matilde fez o mesmo. Por fim o casal saiu junto, subiu no taxi e se dirigiu ao bairro cimento. Bairro Cimento - Casa dos Slayers 19:40 O cheiro de frango sendo frito circulava pelos ares da cozinha. - Oi amor posso pôr a mesa? - perguntou Matilde saindo da cozinha em direção a sala de estar onde Slayer assistia uma reportagem sobre aborto. - Claro meu amor pode fazer isso. Matilde vestia uma curta saia feita de capulana que lhe deixava muito sexy, uma saia que vestia naqueles dias que começara a namorar Slayer, este amava aquela peça de roupa, pois ficava e******o ao ver a mesma peça no corpo dela. Ela voltou a cozinha para buscar os pratos e tudo o que era necessário para pôr a mesa. - Posso te ajudar - perguntou Slayer em voz alta. - Não precisa, já estou quase para acabar. - Está bem. Matilde começou a organizar a mesa, os detalhes eram tão perfeitas que por um momento Joaquim esqueceu da infelicidade que ocorrera com o seu pai, ou melhor com o senhor Afuzal. - Tudo já está pronto, venha. - Okay estou indo. Slayer levantou com quase ausência de motivação, porém o cheiro da confecção o proporcionou motivação, pois amava aquele prato. Caminhou até a mesa e sentou ao lado da Matilde apoiando a sua mão na coxa dela. - Vamos esquecer tudo de r**m para o dia de hoje. É um dia especial de apenas nós dois, vamos esquecer tudo que tem haver com infelicidades. - Esquecer? Isso é impossível a morte não é algo de fingir que esquecemos, é algo que perturba a mente, me admira a sua maneira de lidar com isso. Eu ainda estou abalada com tudo isso, e preocupada com a sua mãe que ficou lá sozinha. - Eu sei, mas a vida continua, não para, vamos aproveitar para aceitar de uma vez por todas que esta verdade sobre a morte aparecer a qualquer momento seja algo inevitável. Minha mãe vai ficar bem, prometo que amanhã vou lhe visitar logo que sair do hospital - disse ele apontando um prato com uma salada - peço esse prato aí. - Toma - disse entregando o seu marido - que dia aniversário tão triste, passando pensando em coisas ruins que aconteceram. - É só a gente esquecer por um momento e tudo estará a se amenizar - disse acariciando a cara oval da esposa. - Se eu conseguisse controlar as minhas emoções não estaria aqui pensando em coisas ruins. - Não se preocupe meu amor, você não precisa mudar a sua personalidade, é só questão de viver a vida com felicidade - disse Slayer abrindo uma garrafa de vinho - Hoje é o dia do nosso aniversário, da nossa união, 5 anos juntos. Isso é muito tempo. - É verdade, já chegou a hora d'agente ter um filho, aliás filhos, esse foi o meu sonho desde adolescente e ainda é. - Já falamos sobre isso. Eu ainda... não estou preparado para lidar com filhos. Isso aí é um peso, uma grande responsabilidade. - Joaquim, afinal, eu estou aqui para fazer o quê? Eu jurei em frente a milhares de pessoas na igreja Crentes Assíduos, que estaria de seu lado, para te auxiliar, te aconselhar, te corrigir, o mesmo você jurou. - O problema é que... - Existe nenhum problema, você apenas tem medo de falhar como da primeira vez. - Não tenho medo, apenas não quero tentar mais nenhuma vez. - O quê? Você tem coragem de dizer isso na minha cara? - ela olhou para ele com desgosto - minha mãe tinha razão, você é um tremendo fracote. As palavras da Matilde cortaram a garganta do Slayer num movimento extremo o fazendo se engasgar, era pela segunda vez a sentir insultado na sua vida, primeiro pela mãe da sua esposa, a senhora Zubaida, agora pela própria mulher. Slayer não escondeu a fúria causada pelas palavras provenientes da boca da Matilde. - Fracote, ha, ha, ha - disse Slayer alterado - Então é isso que você acha de mim igual a sua mãe que me insultou? Você guardava isso consigo toda essa hora? - Para ser sincera, sim. Você tem medo de tentar porque acha que é estéril, acha que não faz filhos, mas eu não acredito nisso, por essa razão e pedi por vários momentos da nossa relação que a gente tentasse, mas você vinha com a mesma resposta egoísta, sim é isso, você pensa para si mesmo, me excluindo das suas cogitações, eu cansei, quero ter voz quero que haja companheirismo. - É isso sim, eu sou um fracote, um egoísta, por isso que se apaixonou por mim não é? Se já não gosta do seu homem então Baza mulher, vá, me deixa - disse Slayer, já um pouco alterado pelo álcool. - Eu não vou fazer isso porque te amo, a minha missão aqui é te amar até o fim das nossas vidas. Slayer levantou da mesa fitou a mulher com uma cara de raiva que ia desaparecendo a medida que conversava com o seu interior. "Ela tem razão eu tenho medo de tentar, sempre tive medo de tentar, como daquela vez que hesitei em ler aquele texto maravilhoso que iria me fazer o melhor escritor da minha escola, no concurso Best Writers Secundar School, na Escola Secundária da Moamba. Perdi muitas coisas pelo medo que habita o meu interior, tenho que mudar, mas como?" - Isso - Matilde cortou os pensamentos do homem - acalme-se e pense direito, eu não estou aqui para te julgar mas acrescentar mais um pilar no seu grande castelo. Finalmente Slayer se acalmou sentindo o sentido das palavras produzidas pela amada esposa. Deixou a garrafa de vinho repousar e a esposa lentamente se aproximou, quando chegou ao alcance do marido de imediato ocorreu um forte abraço e em coro os dois choraram. - Eu te amo Joaquim Slayer. Num movimento um pouco agressivo Slayer, respondeu a frase através de um beijo, apois isso a carregou até ao quarto. Banhados em lágrimas os dois contemplavam um a cara do outro com amor e paixão. - Eu te amo Matilde. Ela se entregou, Slayer sentiu a sua sentira presa entre as pernas da Matilde. Slayer segurou a cintura da esposa enquanto dava beijos na barriga coberta por uma blusa, depois mudou de localização, agora beijava o pescoço. Quando tentava se movimentar, se enroscou num objeto que estava no chão e os dois felizmente caíram na cama. - Cuidado - disse Matilde. Slayer segurou a blusa na extremidade inferior e ao som da lentidão retirou a peça, em seguida Matilde o ajudou a tirar a camisa. Um conjunto de beijos que pareciam infinitos ecoaram pelo quarto, até aos ouvidos das bonecas e bonecos que assistiam aquela ação, os objetos pareciam ter vida. - Tira o sinto - disse Matilde tentando tirar o objeto na cintura do esposo. Slayer tirou o cinto e deixou a cargo da Matilde tirar as calças dele. Matilde auxiliou o marido a tirar, as respiração deles estava ofegante começavam a transpirar no quarto quase totalmente escuro. Slayer direcionou as suas mãos aos s***s da Matilde, ela gemeu ao receber o toque naquela região. Ele fez um tipo de massagem. - Continua - sussurou. Slayer tirou a saia da mulher beijando as pernas da mesma. De repente Matilde virou fazendo Slayer se encontrar dominado e ela agora ser a dominante sobre o homem. Segurou o seu sutiã e desamarrou, assim exibindo os seus s***s em boa forma, depois beijou o queixo do homem, o peito e a boca segurando os braços deste. Soou o som dos céus acompanhado da luz que parecia uma luz do flesh dos aparelhos usados para tirar foto, câmeras. - É trovoada? - perguntou Matilde, alarmada. - É sim, mas não te preocupe estou aqui para cuidar de ti. Matilde exibiu um sorriso curto olhando para o companheiro e depois puxou a cueca do Slayer, assim o despindo por completo. O m****o do homem estava quase pronto. Matilde rebolou em cima do homem. - Isso - sussurou Slayer, o sangue fervia dentro dele, circulando descontroladamente. Agora foi a vez de Slayer de estar novamente na posição que lhe pertence, no comando, sobre a Matilde. Lentamente, tirou a calcinha dela e depois a encheu de beijos, no pescoço, barriga, bochechas e lábios. Slayer explorava em cada canto daquele lindo corpo, tocava em cada ponto fraco, fazendo que Matilde sentisse a ânsia da penetração. - Vai, mete - disse ela sem fôlego. O som dos céus se fez novamente ouvido. E finalmente Slayer a penetrou. A chuva começou a cair. Continua...
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR