João narrando
Alô tropa. Jão na área, João para os íntimos.
O vulgo Jão veio de criança, era apelido e virou vulgo. Quando a gente era pequeno nas tentativas de um chamar os outros, os nomes saiam tudo errado, e aí ao invés de João, saia Jão e pegou.
Sou filho do WL e Mariana, sub e amigo e prima irmã do Terror, respectivamente. Agora meus primos vão assumir o morro e o meu coroa vai me passar a cadeira de sub dele.
Sou um moreno alto, 1 metro e 85 centímetros, sorriso largo, cavanhaque ralo, cabelo cortado na máquina um, algumas tatuagens, do jeito que elas gostam, mas eu só gosto de uma.
Desde novo de olho na Esteh. Conforme a gente foi crescendo, os bagulhos aflorando, ela ficando linda, já marquei em cima. Ia perder tempo? Eu não.
Meu pai sempre falava, não dá o mole que eu dei, porque tu pode não ter a segunda oportunidade que eu tive. É isso. Já tô com a minha gatinha e vamos viver juntos o progresso.
Claro que primeiro vou dar o papo no tio Th. Essa parte que é f o d a, mas acho que eles já esperavam alguns de nóis virarem casal né.
Estamos ficando há alguns meses, pessoal sabe, mas o bom da nossa turma é que nóis é fechadão. Nossos coroas ficam malucos porque a gente fecha 10 a 10 igual casal kkkk, nenhum entrega o outro. Então não estamos explanados, mas na festa dos meus primos, o bagulho não teve jeito não. Só não viu quem não quis, papo reto. Eu e Esteh, Héctor e Laiz, Murilo e a minha irmã, papo reto essa parte aqui fiquei bolado e ainda vou conversar com os dois, e até a Fiorella com o italiano kkkkk, quem não conhece que compre e pague pra ver né. Só quem não se arrumou nessa festa, até onde eu sei né, foi a Lara, que é mais novinha e o Bernardo, que é mais parado, ou discreto, sei lá.
Passou mais alguns meses da festa deles, aí o bagulho pesou, só trampo que voa, clima também ficou estranho, foi todo mundo chapar e se pegar, agora tão com essas caras de c u. Só eu e Esteh numa boa, graças a Deus.
Sigo para a boca cedo, hoje o dia está cheio, os coroas nem encostam mais direito lá, tá tudo na nossa mão, a gente tem que representar, sem caô e sem dar b.o., a responsabilidade é grande, mas a gente cresceu observando tudo isso aqui, passamos pelo treinamento e agora é com a gente. Claro que estamos em período probatório, como o tio Terror disse kkkk, então eles tão de olho, acompanham algumas coisas, até passar de vez o comando.
Chego na sala do Héctor e ele tá o próprio caos mesmo, cara fechada, marolando em algum bagulho que eu suspeito que começa com LA e termina em IZ mas, quer bater cabeça é com ele mesmo. O que eu posso fazer? Nada. Até dou um conselho ou outro, mas não gosto de me meter muito, se ele me der a b e r t u r a, ok, se não, não digo nada.
O problema é que no nosso meio tá sempre todo muito de olho, vários gavião só esperando uma oportunidade pra cair matando, e com todo respeito a Esteh e ao meu mano, a Lali é linda e correria, então depois não adianta ficar bolado.
A gente conversa um pouco e sai da boca pra conferir o movimento, mas o Caos tem que fazer um desvio pra comer p u t a, é f o d a.
Passa um tempinho e ele volta e logo um vapor se aproxima de nós.
Xx: - Aí Jão, Caos.. - os vapores e a comunidade só chama a gente pelo vulgo, nossos nomes são só pra família - Tá tendo um caô lá embaixo na rua 7. -suspiramos e seguimos pras nossas moto, pra descer e ver qual que é.
Chegando lá briga de casal, c a r a l h o, quer discuti, discuti dentro de casa e sem se encostar, mas que p o r r a.
Héctor: - Que p o r r a tá pegando aqui? Vocês não tem p o r r a nenhuma pra fazer não c a r a l h o? De perreco essa hora no meio da rua. - cruza os braços olhando eles no veneno
Xx: - Foi m*l Caos, mas é treta nossa, normal de casal. - o cara responde meio cabreiro
Héctor: - F o d a s s e. Resolvam os b.o. de vocês dentro de casa, e sem agressão. - ele apontando o dedo na cara do cara - E vocês tão Zé povinhando o que? Vão procurar o que fazer p o r r a. - diz bolado pros curiosos
João: - Bora circulando. - enxoto os fofoqueiros
Héctor: - Escuta aqui você dois, se vocês ficar com patifaria, tretando no meio da rua, eu vou mandar dar madeirada nos dois, não vai ter leme mais, pega a visão. - diz sério e eles engolem seco. - Bora Jão. - a gente sobe nas moto de novo e seguimos para os afazeres do dia. Sem tempo pra perder irmão.
Passamos em todas as bocas pra dar um confere. Depois caímos de cabeça na contabilidade com o Bernardo que já tava na função, também assumindo aí a cadeira do pai dele, tio Th, além do tio Lk, que é chefe dos vapores e o BN que vai assumir as duas paradas.
Héctor vai pra faculdade e eu vou buscar a Esteh na loja, quero conversar com ela pra dar o papo no pai dela logo de uma vez.
Fico na moto do outro lado da rua só observando ela fechar tudo e logo sim toda sorridente a minha direção, o cabelão cacheado solto, o bocão, linda pra c a r a l h o.
Esteh: - Oii. - ela olha para os lados e me dá um selinho.
João: - Bora comigo? Quero falar com teu pai. - ela arregala os olhos.
Esteh: - Não João, deixa eu preparar ele antes. - faço cara de desgosto
João: - Qual foi Teté, sou eu, o tio Th me adora. - digo convencido
Esteh: - Até o tio virar sogro, né. - eu n e g o com a cabeça
João: - Dar uma volta a gente pode então? - digo bolado e ela aperta os lábios e eu reviro os olhos
Esteh: - Combinei com as meninas, a Lali e a Fi tão surtando e eu vou lá, combinamos de uma noite de meninas, a Clara vai também, as tias, todo mundo.
João: - Ué, ninguém vai estudar hoje? - abro os braços
Esteh: - Só a Lara mesmo. Vamos faltar na faculdade e a tua irmã no curso. Como eu disse até nossas mães vão. - eu arregalo os olhos
João: - Papo reto, p r e t a? - ela assenti - O bagulho é grave então.
Esteh: - Pelo amor de Deus, não vai falar pro Caos, já tá rolando muito surto, não precisamos de mais. - passo a mão na cabeça bolado, Fiorella é minha prima, e a Lali é como se fosse também, cresceu com a gente, fico bolado de tá pagando alguma coisa com ela, a Lali tenho certeza que é o lance com o Héctor, agora a Fiorella, que p o r r a que é ? As empresas?
João: - Vai me contar depois? - ela ergue uma sobrancelha e n e g a - Pô, eu me preocupo com elas.
Esteh: - Eu sei, mas eu não vou contar nada. - cruza os braços - Me deixa lá na tia Fernanda? - pede fazendo biquinho que eu não resisto e dou um selinho.
João: - Bora mandada. - ela da um tapa no meu braço e sobe na moto, eu dou partida sentido a casa da minha tia.