Héctor narrando
Mais um dia bolado na boca.
Faz alguns meses desde a festa de aniversário, que foi da hora, altas resenhas e histórias pra contar.
Mas também fiquei boladão com a Laiz. P o r r a! Ela tinha que ter falado que era virgem. A gente é amigo, é parceiro, tava se pegando, porém nada demais, eu não queria, até que queria, ultrapassar os limites com ela, mas não queria estragar o que a gente tem sabe. Sem contar que minha mãe me mata se eu magoar alguma menina que cresceu com a gente. Igual meu pai vai ficar p u t o e vai cobrar se algum dos nossos fizer merda com a Fiorella.
Ver o João e Esteh tão bonitinhos na parada é da hora. Teté sempre tranquilona e o meu mano Jão também, combinam direitinho, ali não vai ter caô. Quem pode dar trabalho é mais a Maria Clara, mas a tia Mariana diz que é da convivência com a minha mãe que a Clara puxou o temperamento dela.
Já Fiorella, mais pra frente que todas juntas, tá em dois mil e cem já, pra frente demais, difícil se envolver com os caras aqui. Não quer ninguém pegando no pé dela, muito menos o meu pai que tá sempre aqui de olho em tudo.
P o r r a, pior que é f o d a saber que ela confiou um barato desse à mim, ser o primeiro dela. Melhor que ser com qualquer o t a r i o por aí? Pode ser, se o o t a r i o não for eu né. É f o d a! Esses meses tá corrido e nóis tá meio pá no bagulho, nunca mais ficamos, mas se eu for ser sincero, tô até sentindo falta. Não só da pegação, da amizade mesmo. Mas p o r r a, tô sentindo falta de dar uns beijos nela. Já tô na ativa há um tempo, sou filho do meu pai né, arrastando as p u t a tudo, enquanto que com ela era esse lance diferente, até porque não beijo p u t a, nem vou chupar ou meter sem camisinha, né.
A transição de gestão tá sendo f o d a. Tá f o d a conciliar com a faculdade. E esse negócio de ser b a n d i d o e ser empresário ao mesmo tempo é f o d a. Não sei como meu p a i tem conseguido por tanto tempo manter essas duas vidas.
Mas como ele mesmo diz, os políticos conseguem, então nós também somos capazes. Até porque um lado depende do outro, e tudo isso mantém não só a nossa família, mas várias outras. Ou seja, uma responsabilidade do c a r a l h o.
Já até passou pela minha cabeça largar essa p o r r a de universidade, quando comentei num jantar, minha mãe ficou vermelha igual ao cabelo dela quando conheceu meu pai. Então por hora, está fora de cogitação.
Fiorella e eu já vínhamos acompanhando algumas coisas, mas agora o meu pai tá colocando a gente a frente, deixando a gente decidir certas coisas e tudo, nem vem pra boca mais, só em último caso. As empresas, é mais complicado, vendo assim agora, a Fiorella ficou com a parte mais difícil, e tá querendo me matar por isso, chega estressada diretão, mas é f o d a porque bagulho de escritório engomadinho não é comigo, só que meu pai já deu o papo que eu vou ter que brotar lá e ajudar sim.
João: - Cheguei! - entra na minha sala me tirando dos meus pensamentos. Tio WL também passou o bastão pra ele e vem pouco aqui.
Héctor: - Qual foi! - a gente faz o toque.
João: - Ow nóis tá cheio de b.o. hoje. E ainda tem um carregamento pra chegar tarde da noite irmão. - olho rosa ele desacreditado - Quando tu voltar da faculdade, é bom encostar e ficar por aqui mesmo já. - eu n e g o bolado.
Héctor: - Oh meu pai e a minha mãe não são normal não, como que faz faculdade, mexe com arma, droga, administra empresa, tudo ao mesmo tempo? Chamar o BN pra organizar melhor as paradas aqui.
João: - É f o d a. Verdade. Mas já já a faculdade acaba. Vocês eliminaram aquelas matérias lá né?!.
Héctor: - Sim. Maior adianto, um ano a menos. Então tecnicamente só tem mais dois anos agora. Mas ainda são dois anos p o r r a.
João: - É o que tem pra hoje. - ele dá de ombros e eu concordo com a cabeça - Aí, e tu e a Lali? - nosso grupinho sempre chamou ela de Lali, enquanto só eu sempre a chamei de Liz. Passo a mão no rosto suspirando
Héctor: - Não vi mais ela sozinho. - vi numa resenha que a gente fez e foi estranhão e vejo ela descendo e subindo o morro quando encosto na barreira, quando eu tenho tempo né. Fiorella, aquela boca de praga , parece que advinha, falou que uma hora ia dar r**m e deu, já me comeu no esporro também.
* lembrança on *
Fiorella: - Não acredito Héctor! - diz de olhos arregalados depois de eu contar que eu t r a n s e i com a Laiz e como tudo se desenrolou - Eu falei pra tu que ia dar r**m. Pra tu se ligar nesse lance, ela não é qualquer menina não, é a Lali, Héctor, pô. Se der merda o pai e o tio Lk vão te pegar.. - ela fala, fala e fala e eu só n e g o com a cabeça - Se bem que na verdade deu bom, né. - ela ri.
Héctor: - Para de me gastar p o r r a, o bagulho é sério.
Fiorella: - Ué, já foi. Ela não quis? - confirmo - Então tá tudo certo. Ela nem tá te cobrando nada, tu que tá entrando em pilha errada. Mas agora tu se liga melhor, né.
Héctor: - Mas foi a primeira vez dela p o r r a, por que tu não me contou que ela era virgem ainda? - ela dá de ombros - Sei que tu não é muito normal, mas as minas normais não querem que seja especial e pá, a primeira vez? - digo bolado
Fiorella: - E quem disse que não foi? - ela segue uma sobrancelha - E mais, a gente não fala sobre tudo, sabia? - revira os olhos - Eu imaginava, mas também não ia sair falando as particularidades dela né.
Héctor: - Mas pra mim tu tinha que ter falado.
Fiorella: - Ai Héctor desencana, já foi. E agora que ela provou e gostou, já já ela tá sentando em vários outros e você vira passado. - diz com desdém e vai saindo do quarto.
Héctor: - Como que é? - ela não me dá atenção - FIORELLA VOLTA AQUI! - chamo bolado mas ela nem me dá atenção mais.
* lembrança off *
João: - Desenrola isso aí pô, vocês combinam. - n e g o com a cabeça - Papo de visão Caos, sério mesmo.
Héctor: - Não dá pô. Não tenho nem tempo e nem disposição pra relacionamento não. Tô muito novo também, vamos deixar isso baixo. - ele ri - Fala tu aí Jão, como tá tu e a Teté? - jogo pra ele que eu não quero ser assunto não, tô bom desse papo aí, na moral
João: - Tá da hora irmão. Tô curtindo. É engraçado, crescemos tudo junto e agora nossos olhares começaram a mudar, todo mundo se juntando.
Héctor: - Pois é. - fico pensativo, realmente crescemos juntos e agora estamos vendo as meninas como mulheres, p o r r a, que aflição.
João: - Bora? - me chama me tirando dos meus pensamentos e eu me levanto da minha cadeira e saímos da minha sala.
Saio da boca pensativo e no meio do caminho uma mina p u t i n h a que eu arrasto de vez em quando me para e nada melhor do que g o z a r pra relaxar e esquecer as paradas.