(...)
Até que Nina se posicionou em minha frente e me encarou com seus olhos grandes.
— Eu posso fazer, menina.
— Não, Nina! Isso pode te matar, não sabemos o efeito dessa magia.
— Eu estou aqui para servi-la, não importa se minha vida vai estar em risco, ficarei feliz em ajudar. — Ela sorria, eu podia ver a inocência em seus olhos, todos ficaram em silêncio encarando a elfa.
— Faça! — ordenou Percy quebrando o silêncio.
— Me prometa que vai parar, se sentir algo.
— Eu prometo, senhora. — Lupin aproximou-se e me sentou no sofá.
— Eu sinto muito por isso — murmurou encarando meus olhos, conjurando um feitiço em alto e bom tom.
Eu sentia meu corpo ficar cada vez mais quente, um líquido laranja saia dos meus braços e Nina começou a beber, a cada vez que ela bebia sentia meu corpo esfriar.
— Lupin, ela está queimando de febre — alertou Fred passando as mãos em meu rosto.
— Isso é normal, deixe ela respirar.
Após alguns minutos senti o corpo da Nina ficar quente, suas veias pareciam vermelhas, a cada segundo o brilho estava mais intenso.
— Nina pare!
— Não, falta pouco Alhena. — Lupin me repreendeu, ouvi algumas vozes chamando meu nome e algo muito quente perto do meu corpo.
Draco
Procurei a noite inteira por Alhena, estava tentando evitar pensar o pior mas era impossível não pensar que ela poderia estar morta a essas horas.
Todos já estavam cansados de lutar, até mesmo os professores já não aguentavam mais.
— Saia e me entrega ela — gritou um comensal em direção à sala dos monitores.
— Afaste-se ou atacaremos. — Reconheci a voz, era o professor Lupin.
— Venham, covardes. — Uma chama forte saiu da sala em direção ao comensal, Lupin e Percy o atacaram também, aproveitei a oportunidade e entrei na sala para descobrir o que ele queria.
— Fecha a porta. — Uma voz gritou, havia fumaça por toda a sala, parecia que tinha pegado fogo, me aproximei da voz e lá estava ela, seu rosto estava pálido, seus lábios também e pareciam secos, seus braços tinham dois cortes pequenos.
— O que aconteceu? Alhena! — gritei me aproximando.
— Segure a cabeça dela. — Obedeci e percebi que sua respiração estava fraca. Fred despejou um líquido em seus lábios.
— Quem fez isso com ela?
— Adivinha, gênio. — Fred alisava os cortes da Alhena, seus lábios aos poucos ganhavam cor novamente.
— Como isso aconteceu?
— Voldemort estava canalizando os poderes dela, estava fraco demais para fazer outra horcrux. Fizemos o que era preciso.
— Como? Mutilando ela? Isso é horrível.
— Ela concordou, Malfoy! Não resta mais nada que ligue os dois, se ele morresse ela morreria também. — Respirei fundo e encarei seu rosto, seu corpo ainda estava gelado, como eu pude deixar fazerem isso com ela?
— Precisamos tirar ela do castelo, tem alguma ideia de como?
— Ela está desmaiada, isso vai ser impossível.
— Podemos a levar para minha casa.
— Jamais — exclamei, não deixaria ele tocar nela muito menos levar para aquilo que chama de casa. — Posso levar ela para minha casa.
— É muito longe — retrucou.
— Draco? — sussurrou Alhena, sua voz era fraca, m*l conseguia abrir os olhos.
— Oi amor, eu estou aqui, vai ficar tudo bem. — Beijei suas mãos e acariciei seu rosto que agora estava mais quente. Fred levantou e foi até um canto da sala e voltou com um copo.
— Ei Alhena! Consegue me ouvir? — Ela sorriu fraco tentando abrir os olhos — Toma um pouco de água. — Alhena segurou o copo, sua mão estava tremendo, a ajudei e ela tomou a água — Consegue levantar?
— Deixa ela respirar.
— Tá tudo bem, Draco. — Estendeu as mãos e Fred a levantou aos poucos sorrindo, isso me irritava! Odiava como ele fazia de tudo para chamar a atenção dela — Eu vou cair, estou ficando tonta. — Fred a abraçou e eu levantei.
— Não vou te deixar cair, Lhena. — O ruivo acariciava os cabelos dela, eu estava para dar um soco na cara desse Weasley intrometido.
— Pode deixar que eu ajudo a minha namorada. — Afastou-se de Alhena e beijou a testa dela — Está de s*******m! — Fechei os punhos e fui interrompido com Alhena me abraçando, estava sentido falta de seu toque.
— Ainda bem que está aqui. — Beijou meu rosto e sorriu. A apertei contra meu corpo, ela conseguia me acalmar de uma maneira absurda.
— Vamos sair daqui, tá bom? — Dei um selinho nela e reparei que o Weasley olhou para o outro lado.
— Conhece alguém que pode levar ela embora? — perguntou Fred.
— Por que vocês não me levam?
— Meu pai me mataria, preciso estar aqui.
— Eu preciso ajudar os outros, Lhena. Mas pode ir para minha casa, encontro você lá.
— Já falamos sobre isso — reclamei.
— Sua casa é longe do Draco! Se está afim de matar ela saia daqui. — Reviro os olhos, ele era teimoso — Acha que consegue usar o pó de flú? Temos uma passagem em casa e tem um elfo lá, ele pode cuidar de você.
— Não! — protesto.
— Eu acho que consigo.
— É perigoso — alertei, estava ficando bravo, eles não me escutavam.
— Draco, eu preciso ir! Queria que fosse comigo.
— Eu vou ir o mais rápido possível, eu prometo. — A abracei novamente.
— Está pronta? — Alhena assentiu e abraçou Fred — Toma cuidado, por favor. Se precisar de ajuda manda o Monstro vir nos chamar.
— Pode deixar, eu vou esperar vocês e não se matem. — Sorriu nos olhando — Ainda vão ser amigos.
— Nem morto.
— Jamais. — Alhena pegou o pó de flú e respirou fundo.
— Eu amo vocês — disse Alhena jogando o pó na lareira e desapareceu, Fred estava sorrindo, isso me irritava, Alhena nunca ficaria com ele.
Apenas saí da sala e fui embora encontrar Blásio, ele ainda estava procurando ela e para piorar ficou assustado com a morte do Crabbe. Entrei na comunal da sonserina e fui até os dormitórios, Zabini estava chorando ainda sentado na cama.
— Achou ela?
— Sim, ela foi embora. — Blásio limpou o rosto. — Você também precisa ir embora.
— Eu vou ficar, vou ajudar vocês. — De repente todo o quarto ficou escuro e algumas pessoas estavam gritando, o sol já estava quase nascendo e então aquela voz tomou toda a escola, ela chamava por Harry Potter, eu precisava sair o mais rápido possível.
(...)
Alhena
A casa dos Weasley estava completamente vazia, havia alguns bolinhos feitos, peguei um e experimentei estava muito bom.
— Quem é você? — Reparo uma orelha longa saindo por detrás da porta da cozinha.
— Fred mandou eu vir para cá, você é o Monstro? — O elfo saiu de trás da porta, seu rosto parecia irritado, ele parecia querer me matar ali mesmo.
— Quem esse fedelho pensa que é para te mandar até aqui?
— Desculpa, se te incomoda posso sair.
— Você viu o Harry?
— Não. — O elfo suspirou e me encarou — Eu me chamo Alhena Virgo.
— Eu não perguntei, você pode ficar, mas não faça bagunça. — Concordei e subi as escadas, fui até o quarto dos gêmeos e me sentei na cama, ainda estava me sentindo fraca, não sei como consegui fazer essa viagem.
Acordei e senti o sol no meu rosto, ainda estava perdida, minha visão estava turva aos poucos reparei nas cores vermelhas do quarto, senti algo ao meu lado e dei de cara com o Fred.
— Que susto Weasley! Estão todos bem? Por que está aqui? Ai meu Deus! Por quanto tempo eu dormi? — Ele não dizia nada apenas ria do que eu falava — Me responde.
— Tivemos algumas perdas, infelizmente. Mas estão todos bem e francamente, Fred? Sério? Esperava mais de você Alhena.
— O que? Jorge? Onde está o Fred?
— Ele não está entre nós. — Meu coração paralisou, senti um aperto em meu coração, não é possível que isso seja verdade.
— Como? — Jorge deu risada e me encarou.
— Ele está tomando banho.
— Você é i****a? — Fui para cima de Jorge dando leves tapas.
— Ai! Ai! Para, foi engraçado.
— Não foi. — Levantei-me da cama e arrumei minha roupa, eu precisava de um banho.
— Seu namoradinho está lá embaixo.
— Draco?
— Sim, a não ser que tenha outro. — Abri a porta e desci as escadas correndo, ignorei totalmente que poderia escorregar com as meias. Rapidamente cheguei à sala e lá estava ele, sua cabeça estava apoiada no sofá e ele estava dormindo coberto por uma manta com o brasão da grifinória, seus cabelos tinham poeira assim como seu rosto. Me aproximei e sentei ao seu lado.
— Draco? — Passei as mãos em seus cabelos tirando de seu rosto — Ainda bem que não aconteceu nada com você. — Beijei seu rosto e ele sorriu, abriu os olhos aos poucos e me puxou para um abraço.
— Eu estava tão preocupado, mas agora podemos ir para casa.
— Alhena? — Uma voz me chamou, me virei e era Gina. Sai do sofá e a abracei forte, estava com medo de algo ter acontecido com ela — Você é uma confusão, sabia? Pior que o Harry!
— Onde ele está, aliás?
— Eles estão descansando, estão exaustos.
— Draco, quer um bolo? — perguntou a senhora Weasley e ele negou com a cabeça. — Vamos pegar um, está assim porque não se alimenta direito. — Draco juntou as sobrancelhas e pegou um bolo — Ah querida! Graças a Merlin você está bem. — Me abraçou e examinou meu rosto — Precisam de um banho, vocês dois.
— Nós já vamos para casa — avisou Draco tirando a manta de seu corpo.
— Voltem para o jantar de comemoração. — Molly sorriu me olhando.
— Ah, se o Draco quiser.
— Pode ser. — Forçou um sorriso — Podemos conversar lá fora?
— Claro, espera eu pegar meus sapatos?
— Vai lá. — Draco saiu pela porta e eu subi as escadas correndo, coloquei meus sapatos e peguei minha varinha, Jorge fez alguma piada, mas sai com tanta pressa que não ouvi. Sai a procura de Draco e ele estava perto de uma árvore me esperando.
— Você consegue ser bonito mesmo estando acabado. — Sorri me aproximando.
— Está me ofendendo?
— Jamais. — Dei risada — Mas o que quer conversar?
— Bom, Voldemort perdeu a guerra, o Ministério está atrás dos comensais, meus pais foram para Paris e como já sou maior, me deixaram tomar conta da mansão. — Respirou fundo, o que eu diria? Ele jogou todas essas informações de uma vez em mim.
— E agora? O que faremos?
— Bom...