Capítulo 24

1844 Palavras
(...) Até que Nina se posicionou em minha frente e me encarou com seus olhos grandes. — Eu posso fazer, menina. — Não, Nina! Isso pode te matar, não sabemos o efeito dessa magia. — Eu estou aqui para servi-la, não importa se minha vida vai estar em risco, ficarei feliz em ajudar. — Ela sorria, eu podia ver a inocência em seus olhos, todos ficaram em silêncio encarando a elfa. — Faça! — ordenou Percy quebrando o silêncio. — Me prometa que vai parar, se sentir algo. — Eu prometo, senhora. — Lupin aproximou-se e me sentou no sofá. — Eu sinto muito por isso — murmurou encarando meus olhos, conjurando um feitiço em alto e bom tom. Eu sentia meu corpo ficar cada vez mais quente, um líquido laranja saia dos meus braços e Nina começou a beber, a cada vez que ela bebia sentia meu corpo esfriar. — Lupin, ela está queimando de febre — alertou Fred passando as mãos em meu rosto. — Isso é normal, deixe ela respirar. Após alguns minutos senti o corpo da Nina ficar quente, suas veias pareciam vermelhas, a cada segundo o brilho estava mais intenso. — Nina pare! — Não, falta pouco Alhena. — Lupin me repreendeu, ouvi algumas vozes chamando meu nome e algo muito quente perto do meu corpo. Draco Procurei a noite inteira por Alhena, estava tentando evitar pensar o pior mas era impossível não pensar que ela poderia estar morta a essas horas. Todos já estavam cansados de lutar, até mesmo os professores já não aguentavam mais. — Saia e me entrega ela — gritou um comensal em direção à sala dos monitores. — Afaste-se ou atacaremos. — Reconheci a voz, era o professor Lupin. — Venham, covardes. — Uma chama forte saiu da sala em direção ao comensal, Lupin e Percy o atacaram também, aproveitei a oportunidade e entrei na sala para descobrir o que ele queria. — Fecha a porta. — Uma voz gritou, havia fumaça por toda a sala, parecia que tinha pegado fogo, me aproximei da voz e lá estava ela, seu rosto estava pálido, seus lábios também e pareciam secos, seus braços tinham dois cortes pequenos. — O que aconteceu? Alhena! — gritei me aproximando. — Segure a cabeça dela. — Obedeci e percebi que sua respiração estava fraca. Fred despejou um líquido em seus lábios. — Quem fez isso com ela? — Adivinha, gênio. — Fred alisava os cortes da Alhena, seus lábios aos poucos ganhavam cor novamente. — Como isso aconteceu? — Voldemort estava canalizando os poderes dela, estava fraco demais para fazer outra horcrux. Fizemos o que era preciso. — Como? Mutilando ela? Isso é horrível. — Ela concordou, Malfoy! Não resta mais nada que ligue os dois, se ele morresse ela morreria também. — Respirei fundo e encarei seu rosto, seu corpo ainda estava gelado, como eu pude deixar fazerem isso com ela? — Precisamos tirar ela do castelo, tem alguma ideia de como? — Ela está desmaiada, isso vai ser impossível. — Podemos a levar para minha casa. — Jamais — exclamei, não deixaria ele tocar nela muito menos levar para aquilo que chama de casa. — Posso levar ela para minha casa. — É muito longe — retrucou. — Draco? — sussurrou Alhena, sua voz era fraca, m*l conseguia abrir os olhos. — Oi amor, eu estou aqui, vai ficar tudo bem. — Beijei suas mãos e acariciei seu rosto que agora estava mais quente. Fred levantou e foi até um canto da sala e voltou com um copo. — Ei Alhena! Consegue me ouvir? — Ela sorriu fraco tentando abrir os olhos — Toma um pouco de água. — Alhena segurou o copo, sua mão estava tremendo, a ajudei e ela tomou a água — Consegue levantar? — Deixa ela respirar. — Tá tudo bem, Draco. — Estendeu as mãos e Fred a levantou aos poucos sorrindo, isso me irritava! Odiava como ele fazia de tudo para chamar a atenção dela — Eu vou cair, estou ficando tonta. — Fred a abraçou e eu levantei. — Não vou te deixar cair, Lhena. — O ruivo acariciava os cabelos dela, eu estava para dar um soco na cara desse Weasley intrometido. — Pode deixar que eu ajudo a minha namorada. — Afastou-se de Alhena e beijou a testa dela — Está de s*******m! — Fechei os punhos e fui interrompido com Alhena me abraçando, estava sentido falta de seu toque. — Ainda bem que está aqui. — Beijou meu rosto e sorriu. A apertei contra meu corpo, ela conseguia me acalmar de uma maneira absurda. — Vamos sair daqui, tá bom? — Dei um selinho nela e reparei que o Weasley olhou para o outro lado. — Conhece alguém que pode levar ela embora? — perguntou Fred. — Por que vocês não me levam? — Meu pai me mataria, preciso estar aqui. — Eu preciso ajudar os outros, Lhena. Mas pode ir para minha casa, encontro você lá. — Já falamos sobre isso — reclamei. — Sua casa é longe do Draco! Se está afim de matar ela saia daqui. — Reviro os olhos, ele era teimoso — Acha que consegue usar o pó de flú? Temos uma passagem em casa e tem um elfo lá, ele pode cuidar de você. — Não! — protesto. — Eu acho que consigo. — É perigoso — alertei, estava ficando bravo, eles não me escutavam. — Draco, eu preciso ir! Queria que fosse comigo. — Eu vou ir o mais rápido possível, eu prometo. — A abracei novamente. — Está pronta? — Alhena assentiu e abraçou Fred — Toma cuidado, por favor. Se precisar de ajuda manda o Monstro vir nos chamar. — Pode deixar, eu vou esperar vocês e não se matem. — Sorriu nos olhando — Ainda vão ser amigos. — Nem morto. — Jamais. — Alhena pegou o pó de flú e respirou fundo. — Eu amo vocês — disse Alhena jogando o pó na lareira e desapareceu, Fred estava sorrindo, isso me irritava, Alhena nunca ficaria com ele. Apenas saí da sala e fui embora encontrar Blásio, ele ainda estava procurando ela e para piorar ficou assustado com a morte do Crabbe. Entrei na comunal da sonserina e fui até os dormitórios, Zabini estava chorando ainda sentado na cama. — Achou ela? — Sim, ela foi embora. — Blásio limpou o rosto. — Você também precisa ir embora. — Eu vou ficar, vou ajudar vocês. — De repente todo o quarto ficou escuro e algumas pessoas estavam gritando, o sol já estava quase nascendo e então aquela voz tomou toda a escola, ela chamava por Harry Potter, eu precisava sair o mais rápido possível. (...) Alhena A casa dos Weasley estava completamente vazia, havia alguns bolinhos feitos, peguei um e experimentei estava muito bom. — Quem é você? — Reparo uma orelha longa saindo por detrás da porta da cozinha. — Fred mandou eu vir para cá, você é o Monstro? — O elfo saiu de trás da porta, seu rosto parecia irritado, ele parecia querer me matar ali mesmo. — Quem esse fedelho pensa que é para te mandar até aqui? — Desculpa, se te incomoda posso sair. — Você viu o Harry? — Não. — O elfo suspirou e me encarou — Eu me chamo Alhena Virgo. — Eu não perguntei, você pode ficar, mas não faça bagunça. — Concordei e subi as escadas, fui até o quarto dos gêmeos e me sentei na cama, ainda estava me sentindo fraca, não sei como consegui fazer essa viagem. Acordei e senti o sol no meu rosto, ainda estava perdida, minha visão estava turva aos poucos reparei nas cores vermelhas do quarto, senti algo ao meu lado e dei de cara com o Fred. — Que susto Weasley! Estão todos bem? Por que está aqui? Ai meu Deus! Por quanto tempo eu dormi? — Ele não dizia nada apenas ria do que eu falava — Me responde. — Tivemos algumas perdas, infelizmente. Mas estão todos bem e francamente, Fred? Sério? Esperava mais de você Alhena. — O que? Jorge? Onde está o Fred? — Ele não está entre nós. — Meu coração paralisou, senti um aperto em meu coração, não é possível que isso seja verdade. — Como? — Jorge deu risada e me encarou. — Ele está tomando banho. — Você é i****a? — Fui para cima de Jorge dando leves tapas. — Ai! Ai! Para, foi engraçado. — Não foi. — Levantei-me da cama e arrumei minha roupa, eu precisava de um banho. — Seu namoradinho está lá embaixo. — Draco? — Sim, a não ser que tenha outro. — Abri a porta e desci as escadas correndo, ignorei totalmente que poderia escorregar com as meias. Rapidamente cheguei à sala e lá estava ele, sua cabeça estava apoiada no sofá e ele estava dormindo coberto por uma manta com o brasão da grifinória, seus cabelos tinham poeira assim como seu rosto. Me aproximei e sentei ao seu lado. — Draco? — Passei as mãos em seus cabelos tirando de seu rosto — Ainda bem que não aconteceu nada com você. — Beijei seu rosto e ele sorriu, abriu os olhos aos poucos e me puxou para um abraço. — Eu estava tão preocupado, mas agora podemos ir para casa. — Alhena? — Uma voz me chamou, me virei e era Gina. Sai do sofá e a abracei forte, estava com medo de algo ter acontecido com ela — Você é uma confusão, sabia? Pior que o Harry! — Onde ele está, aliás? — Eles estão descansando, estão exaustos. — Draco, quer um bolo? — perguntou a senhora Weasley e ele negou com a cabeça. — Vamos pegar um, está assim porque não se alimenta direito. — Draco juntou as sobrancelhas e pegou um bolo — Ah querida! Graças a Merlin você está bem. — Me abraçou e examinou meu rosto — Precisam de um banho, vocês dois. — Nós já vamos para casa — avisou Draco tirando a manta de seu corpo. — Voltem para o jantar de comemoração. — Molly sorriu me olhando. — Ah, se o Draco quiser. — Pode ser. — Forçou um sorriso — Podemos conversar lá fora? — Claro, espera eu pegar meus sapatos? — Vai lá. — Draco saiu pela porta e eu subi as escadas correndo, coloquei meus sapatos e peguei minha varinha, Jorge fez alguma piada, mas sai com tanta pressa que não ouvi. Sai a procura de Draco e ele estava perto de uma árvore me esperando. — Você consegue ser bonito mesmo estando acabado. — Sorri me aproximando. — Está me ofendendo? — Jamais. — Dei risada — Mas o que quer conversar? — Bom, Voldemort perdeu a guerra, o Ministério está atrás dos comensais, meus pais foram para Paris e como já sou maior, me deixaram tomar conta da mansão. — Respirou fundo, o que eu diria? Ele jogou todas essas informações de uma vez em mim. — E agora? O que faremos? — Bom...
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR