Capítulo 23

1693 Palavras
Alguns bruxos e vampiros correram em direção ao castelo, todos estavam em posição de ataque. Em poucos minutos houve uma grande explosão lá dentro que iluminou todo o céu. — Vão! — gritou Voldemort e gargalhou enquanto todos começaram a correr em direção ao castelo, meus pais andavam lentamente por todo o trajeto e eu os segui. — Proteja-se Draco. — Rapidamente perdi todos de vista, alunos estavam lutando entre si, vampiros atacavam algumas pessoas, feitiços eram lançados para todos os lados, os fantasmas estavam correndo e tentando defender o castelo, até mesmo o pirraça estava azarando os comensais. — Cuidado — gritei defendendo Gina Weasley, ela apenas assentiu e saiu correndo, subindo as escadas. Isso estava um caos, eu apenas queria encontrar Alhena e dar um fora daqui. — Draco. — Ouvi gritarem meu nome, me virei e Zabini estava vindo em minha direção — Vamos. — Apenas o segui subimos as escadas e entramos na sala da sonserina, alguns alunos estavam escondidos ali, suas expressões eram de terror e medo, a cada instante o castelo tremia cada vez mais, poderia jurar que ele iria cair. — Você viu a Alhena? — Ela não está com você? Precisamos sair daqui, Draco. — Não posso deixá-la sozinha. — Você sequer sabe onde ela está. — Não posso ir, meu pai me mataria e sem ela eu não vou. — Eu te ajudo. — Suspirou — Mas quero que me ajude a encontrar os meninos, e se eu morrer por sua causa, vou te perseguir por toda a eternidade. Procuramos por todos durante quase toda noite, o relógio marcava três horas da manhã, haviam corpos jogados ao chão, alguns eram recolhidos, mas era impossível tirá-los de lá sem ser atacados. Finalmente quando encontramos Crabbe paramos de correr. — Precisamos sair daqui, precisamos encontrar a Lhena. — Vamos para a sala-precisa, ninguém nunca vai procurar ela lá — disse Crabbe, então nós corremos e entramos na sala-precisa, ouvimos algumas vozes familiares. — Vejam só se não é o santo Potter! — exclamei sarcástico. — Cadê a Alhena, Malfoy? — perguntou Harry, que segurava uma tiara em sua mão. — Onde arrumou isso? — Não é da sua conta, Malfoy. — Não me dirija a palavra, sangue-r**m. — O que você disse? — Weasley gritou — Ela é minha namorada! Seu... — O ruivo veio correndo em nossa direção e nós corremos para o fundo da sala, passamos por alguns corredores, e ficamos encurralados. — p***a! Agora vamos morrer — reclamou Blásio balançando os braços — Eu dou um jeito nisso! — Crabbe puxou sua varinha e a sala começou a pegar fogo, todos saímos em disparada correndo para a porta, quanto mais eu corria maior a sala parecia ficar. — Corram! — gritou Rony mais a frente puxando Hermione. Harry pegou algumas vassouras, procurei rapidamente alguma vassoura, mas não haviam outras. Eu sentia meu corpo esquentar junto com a sala, de jeito algum eu morreria ali, meu pai me ressuscitaria apenas para me matar novamente. — Draco, segure a minha mão — gritou Harry tentando se aproximar com a vassoura, mas as chamas estavam muito próximas. Pulei o mais alto que pude e não conseguimos, o fogo já estava à minha volta não tinha mais por onde sair, pulei novamente e segurei sua mão — Onde está a Alhena? — Voldemort, está com ela. — Saímos da sala-precisa e pousamos com pressa, quando eu ia sair correndo Harry chamou minha atenção. — Estamos quites, Malfoy! — Corri para outro corredor com Blásio e paramos. — O Crabbe, e-ele morreu! — Zabini começou a chorar, e não parava de repetir. — Blásio! Para. — Não Draco! Ele morreu. — Eu sei, mas ficar aqui chorando não vai adiantar nada, precisamos encontrar a Alhena, Voldemort está fazendo algo com ela. — Eu espero que seja verdade e que ela ainda esteja viva. — Gelei com seu comentário, esse fato não tinha passado em minha mente, ela pode estar morta, mas porquê ele mataria ela? Alhena Acordei e minha visão estava completamente turva, havia algumas cadeiras em minha volta, eu estava deitada em um sofá, sentia que estava suada, mas não conseguia ver onde eu estava, parecia que o mundo estava lento, ouvia um barulho estrondoso, sentia meu coração pulando do meu peito. — Alhena! O que está fazendo aqui? — Ouvi uma voz suave, mas não conseguia ver o rosto — Quem te trouxe aqui? — Ela não está entendendo, temos que tirar ela daqui, vamos logo. — Senti me pegarem no colo e me tirarem da sala, mas não conseguia reconhecer ou ao menos ter alguma reação. Deitei minha cabeça no peito desta pessoa e seu cheiro tomou conta de todo meu corpo. — Fr-Fred? — murmurei com dificuldade. — Está me ouvindo? Vai ficar tudo bem, não se preocupe. — Onde estou? — Abre a porta, Percy! Estamos na sala dos monitores, fica calma. — Fred me colocou no sofá e começou a passar água em meu rosto, senti meu corpo esfriando e minha visão voltando — Melhorou? Tira essa blusa. — Sim. — O abracei forte — O que aconteceu? — Eu que te pergunto, estava desmaiada na sala do Snape e parecia que tinha chamas em suas mãos. Lembra onde estava antes de vir ao castelo? — Eu estava em uma casa com Voldemort ele disse que precisava de mim para ganhar essa guerra. Lembro que Snape apareceu e ele fez algo e não me lembro de mais nada. — O que Voldemort quer com você? — perguntou Percy. — Ele não disse, mas chamas estavam saindo de mim? O que está acontecendo lá fora? — Fica calma, eles estão atacando a escola, mas temos tudo sob controle — disse Fred sorrindo, tentando me acalmar. — Precisamos ajudar eles. — Tentei levantar, mas fiquei tonta e caí no sofá. — Fred? Quantas horcruxes Potter destruiu? — perguntou Percy, examinando meu rosto e olhando meus braços. — Não sei, cinco, seis, o que isso muda? — As horcruxes são partes da alma dele, Harry destruiu a maioria e ele está fraco, precisa de uma fonte de poder. — Fred parecia assustado, ele me encarava e apertava minhas mãos. — Você está dizendo que ele está canalizando a Alhena? Igual fez com a Gina? — Sim, mas desta vez é diferente, a Gina não conhecia magia o suficiente era fraca, por algum motivo Alhena consegue ficar acordada. — Precisamos chamar alguém. — O papai vai saber o que fazer. — Chame o Lupin! Ele vai saber o que fazer Percy. — O rapaz apenas obedeceu e saiu da sala, as paredes estavam tremendo, os gritos eram abafados pela porta, mas ainda sim eram altos — Toma, vai se sentir melhor. — Apenas obedeci e o abracei novamente. — Obrigado. — Suas mãos acariciavam meu cabelo enquanto me abraçava. — Você não tem que agradecer, somos uma família. — Assim que ele terminou a frase, Draco veio em minha mente onde ele poderia estar? — Desculpa estragar o momento, mas você viu o... — Draco? — Sorriu de lado — Ele está bem, estava com Zabini quando o vi. — Respirei fundo e encarei meus pulsos, alguns raios de luz vermelha pareciam sair deles, aquilo queimava. — E os outros? Estão bem? A tia Molly? — Estão todos bem, não se preocupe, agora temos que nos preocupar com você. — Isso está ardendo. — Fred segurou meus pulsos e os beijou — Palhaço. — Ele sorriu me encarando. — Eu fiquei com medo quando te vi naquela sala. Você parecia estar morta. — Acha que vai se livrar tão fácil assim de mim? — Deito a cabeça em seu ombro. — Não e nem quero. — Sorriu. — O que estavam fazendo na sala do Snape? — Estávamos procurando uma poção limpa-ferida. — Pegaram? — Fred balançou o frasco na minha frente e me abraçou novamente — Deveríamos estar ajudando lá fora. — Estamos onde precisamos estar, temos que quebrar esse elo. — Beijou minha testa e sorriu — Nossa viagem ainda está de pé? — Com certeza. — Fred alisou meu rosto e encarou meus olhos, ele suspirou e continuou me olhando. — Estou com saudade de você. — Fred, não faça isso. — O que? — Sorriu fraco e mordeu os lábios. — Eu não posso, tenho que encontrar o Draco, você sabe, ele é meu namorado. — Desvio o olhar. — Infelizmente. — Soltou meu rosto e segurou minha mão — Ainda vamos ficar juntos. — Por que tem tanta certeza? — Porque eu sei que gosta de mim. — Fomos interrompidos com Lupin entrando na sala, Percy entrando logo atrás e por último uma pequena elfa. — Nina! O que está fazendo aqui? — Sorri. — Eu vim ajudar, menina. — Ela nos seguiu — explicou Percy que parecia bravo. — É muito bom poder te ver, Alhena — disse Lupin, seu rosto estava suado e com um pouco de pó pela roupa. — Deixe-me ver. — Segurou meus pulsos e fechou os olhos. — Saia daí! Elfo sujo. — ordenou Percy, enquanto Nina estava tocando em alguns troféus. — Ora! Seu arrogante — reclamou a elfa e eu sorri, Percy estava vermelho de raiva. — Então? — perguntou Fred. — Isso é uma magia forte, mas pode ser desfeita. — Isso é bom, não é? — perguntei. — Sim, mas precisamos deixar a magia sair. — Como? — Precisamos cortar seus pulsos e alguém precisa beber esse líquido. — Está maluco Aluado? Ela vai morrer. — Fred levantou-se — Essa magia mataria qualquer um. — Podemos deixar a senhorita Virgo perder toda sua magia e morrer enquanto sua força é entregue à Voldemort. — Lupin estava sério, não tínhamos saída. — Faça. — Levantei-me e Fred me segurou, eu ainda estava tonta. — Não — disse Fred. — Essa é minha escolha, pode cortar. — Quem vai beber? — O professor segurou meus pulsos e posicionou a varinha. — Eu — respondeu Fred. — Está maluco? Essa magia pode te matar só de tocá-la — alertou Percy. Ficamos nos encarando até...
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