1 semana depois, Alhena...
E aqui estou eu, sentada em uma grande mesa em um salão maior ainda, pessoas encapuzadas estão a minha volta e eu não conheço todas, apenas as que se dizem fazer parte da minha família.
Todos estavam aflitos esperando a chegada dele, aquele que todos tinham medo de falar seu nome, Voldemort. Boatos de que Harry foi visto em Hogsmeade espalharam-se rapidamente, Severus estava cuidando disso, mas todos sabiam o que isso significaria.
— Eles chegaram — disse Narcisa, ela não demonstrava nenhuma emoção, parecia uma rocha.
— Estão todos aqui mestre. — Bellatrix entrou no grande salão mostrando os dentes, ela sempre sorria ou ao menos tentava na presença de Voldemort — Entre. — A mesma caminhou até a única cadeira livre na mesa e esperou Voldemort caminhar até o assento.
— Ajude Nagini. — A mulher colocou a cobra em cima da mesa e ela rastejou até o meio, essa cobra era estranha — Agradeço que tenham vindo aqui, senhorita Virgo que bom que ainda está do lado certo. — Draco segurava minha mão com força, mais do que eu, ele não se sentia confortável entre eles.
— Se me permite, por que nos reuniu senhor? — perguntou Lucius.
— Não soube das novidades? Logo você, Lucius? Harry Potter foi visto em Hogsmeade, precisamos no preparar para um combate imediatamente — respondeu Bellatrix soando irônica.
— Eu vim por uma pessoa em especial. — Seus olhos vermelhos me encaravam, eu poderia jurar que ele estava tentando ler meus pensamentos. Voldemort estava diferente, parecia abatido, não que ele fosse algo extraordinário antes — Alhena, levante-se. — Apenas obedeci e fiquei ao lado de Draco. — Há alguns meses atrás fizemos um acordo, acho que se lembra?
— Sim.
— E você deu a sua palavra que a senhorita iria me ajudar, assim como Draco, está lembrada?
— Sim.
— Então esse momento chegou. — Nagini rastejou até mim e ficou me encarando — Vou precisar que fique ao meu lado nessa guerra.
— O que? Por quê? — perguntou Draco assustado.
— Cale-se — ordenou Bellatrix.
— Fizemos um acordo Draco e chegou a hora dela cumprir com sua parte, eu os deixei em paz como ela me pediu.
— Para que precisa de mim? — perguntei, mesmo com medo do olhar do senhor Malfoy.
— Vai saber quando chegar a hora. — Todos conversaram por quase duas horas, eles sabiam muito bem como atacariam o castelo se necessário.
(...)
— Você só pode estar delirando.
— Draco, eu fiz um acordo.
— Para o inferno esse acordo! Não posso te entregar de bandeja, podemos ir para Nova Iorque agora, não precisamos participar disso.
— E correr o risco dele nos matar? Nunca. Ele só quer alguém para manipular o Harry. — Me abaixei em sua frente, seu rosto estava completamente vermelho — Confia em mim, por favor.
— Eu confio em você, totalmente. Mas eu não confio nele, ele te mataria apenas para se divertir, sabe disso.
— Eu sei, mas eu também sabia o que estava fazendo quando quis te ajudar. — Draco me olhou, seus olhos pareciam tristes e com raiva ao mesmo tempo.
— Eu espero que Potter mate esse desgraçado! — Sorri o encarando.
— Eu te amo. — O abracei.
— Eu também te amo, mesmo você fazendo esses acordos horríveis. — Alguém bateu na porta e entrou, era Narcisa.
— Alhena, está pronta para ir?
-- Onde ela vai?
— Ele precisa dela ao seu lado. — Narcisa abaixou a cabeça e voltou a nos olhar.
— De jeito nenhum! — Draco protestou — Ela vai ficar aqui onde é seguro.
— Não torne as coisas mais difíceis, filho.
— Logo estaremos juntos, eu te prometo — sussurrou em seu ouvido e me levantei, Draco me abraçou novamente e agora ele deixará lágrimas escapar, limpei seu rosto, mas foi em vão.
— Vamos logo, Alhena. — Narcisa saiu do quarto e parou no corredor me esperando, beijei Draco e a acompanhei andando em passos lentos — Por favor, tome cuidado.
— Pode deixar, estarei aqui para irritar Lucius no próximo natal. — Narcisa tentou segurar, mas acabou sorrindo para mim — Sabe onde eu vou?
— Não, mas pedirei para Nina os seguir. — Apenas assenti e desci as escadas. Bellatrix parecia furiosa, mas quando não estava? Nagini estava ao lado de Voldemort que me encarava como se eu fosse um copo de água em meio ao deserto.
— Aí está ela, venha logo Alhena. — Me aproximei dos dois, me sentindo péssima por ter deixado Draco chorando lá em cima — Segurem-se. — Desaparatamos e quando abri os olhos estávamos em uma casa, parecia velha, estava completamente empoeirada.
— Onde estamos?
— Calada sua v***a.
- Bellatrix! Não tratamos um convidado assim, saia e nos deixe a sós. — Ela apenas obedeceu e subiu as escadas — Sabe senhorita Virgo, há muito tempo atrás uma bruxa muito poderosa se apaixonou por um trouxa asqueroso, eu a chamaria de mamãe se não tivesse sido abandonado em um orfanato e só tenho a agradecer, me tornei o bruxo mais poderoso do mundo. — Apenas prestei atenção em suas palavras.
— O que realmente quer de mim? — Gargalhou friamente e sentou-se
— A essa altura deve saber que o sangue que corre em suas veias é o mesmo que corria nas veias de Godric Gryffindor. Eu quero poder e você pode me fornecer. Seremos indomáveis juntos! — Sua expressão era séria enquanto acariciava Nagini.
— E por que eu ajudaria?
— Porque você tem pontos fracos, vocês são tão tolos. — Deu risada — Procuram um amor a vida toda, apenas para ficarem frágeis à tudo e todos.
— Você nunca amou ninguém?
— Não. — Sua resposta me fez gelar, como alguém poderia nunca ter amado?
(...)
Jantei em uma espécie de quarto, mas não o chamaria assim, mesmo tendo uma cama dentro, isso não era um quarto. As coisas em volta estavam bem mais empoeiradas do que na sala, era uma tortura estar aqui e não poder falar com ninguém, ao menos na mansão Draco me fazia companhia. Saio dos meus pensamentos quando a porta é aberta com agressividade.
— Vamos garota, precisamos ir. — Bellatrix me puxou pelos braços e descemos a escadaria com pressa.
— Onde vamos?
— Não interessa. — Chegamos na sala e Snape estava conversando com Voldemort, ele parecia aflito.
— Bellatrix, reúna todos! Essa noite atacaremos Hogwarts — ordenou Voldemort com firmeza e ela desaparatou.
— Senhorita Virgo — disse Snape me encarando.
— Faça logo, Severus. Preciso ter total controle.
— Certo. — Snape aproximou-se e sussurrou algo que eu não entendi e tudo se apagou.
Draco
Alhena foi com ele, eu queria esmagar sua cabeça para tudo isso acabar de vez! Não aguentaria carregar o peso se algo acontecer com ela por minha culpa.
E agora estou mais fraco do que nunca, chorando dentro da p***a de um banheiro, sem saber onde ela está ou se está bem.
— Querido, por favor desça para jantarmos.
— Estou sem fome, mãe.
— Draco! — Sua voz grossa me fez gelar sabia que meu pai não teria a calma de minha mãe — Saia imediatamente deste banheiro e desça para jantarmos. — Respirei fundo o que eu menos queria era problemas com ele, apenas sai e desci as escadas em silêncio, meus olhos estavam vermelhos e meu rosto queimando.
— Coma um pouco querido, precisa estar forte.
— Não estou com apetite.
— Draco, se você falhar nessa guerra será deserdado até sua terceira geração, coma! — Encarei o prato, estava sem fome alguma, só conseguia pensar em Alhena.
Meus pais ficaram quietos durante todo o jantar, eu me forcei a comer mesmo não querendo.
— Boa noite. — Levantei-me e subi as escadas rapidamente, só queria sumir daquele lugar.
Entrei no banheiro e lavei meu rosto, estava terrivelmente vermelho mesmo eu não conseguindo derramar mais lágrimas. Escovei os dentes e voltei para o quarto, eu precisava conversar.
— Senhor Draco! SENHOR DRACO! — Nina gritava entrando dentro do quarto me fazendo assustar.
— O que foi? — pergunto irritado.
— Os seus pais mandaram você se aprontar, está na hora.
— Do que?
— A grande guerra ora! — Meu corpo gelou, minhas pernas não aguentavam meu peso e me sentei na cama. Como podem fazer uma guerra de uma hora para outra?
Estávamos todos ao lado de fora do castelo, esperando a hora para atacarmos, não consegui achar a Alhena em lugar algum, eu não conseguia pensar em nada, estava me preocupando com tudo e todos, se eu pudesse sairia daqui agora mesmo e não olhava para trás, Voldemort ordenou e todos ergueram suas varinhas em direção ao castelo.