Capítulo 28

1375 Palavras
Alhena Os professores estavam animados para a aula, mesmo tendo um clima pesado, ainda sim todos estavam calmos pela primeira vez em Hogwarts. — O que achou da aluna nova? — Draco ergueu uma de suas sobrancelhas me olhando, ele estava lendo um livro de magia não-verbal, porque decidiu treinar para poder passar nas provas de medibruxaria. — Estranha, ela é terrivelmente familiar. — Eu também achei, ela conversou comigo e com as meninas. Disse que os pais faleceram na guerra, e que conseguiu convencer os tios a deixarem vir para Londres. — Quem são os pais dela? — Não faço a mínima ideia, não conheço nenhum Grendle. Você conhece? — Não, de onde ela veio mesmo? — Paris. — Draco inclinou-se para frente pensativo. — Estranho. — Por que? — Deixa quieto. — Sorriu — Posso tentar te levitar? — Pode. — Levanto-me e fico em frente à estante — Se derrubar os livros em mim. — Não se preocupe. — Draco respirou fundo apontando sua varinha para mim, seus olhos estavam fixos em minha direção. Olhei para baixo e estava a alguns centímetros do chão. — Está conseguindo. — Dei risada, olhei para Draco e seu nariz estava sangrando, nada que já não tivesse acontecido nas outras tentativas. Cai no chão devagar, e notei que sua respiração estava ofegante — Está tudo bem? — Sim, estou quase conseguindo. — Limpou o sangue — Só é muito forte para mim. — Não force muito, você vai conseguir. — Eu sei, mas preciso fazer isso. — Beijo sua testa e me apoiei em seu ombro. — Teimoso. (...) Me encontrei no final da tarde com as meninas, para treinarmos quadribol. Não que isso signifique que eu saiba jogar, mas ajudaria Gina. — Gina! — gritei me aproximando. Quase não achei o armário das vassouras, aquilo pode ser bem irritante. Ela virou e me chamou — Vamos começar? — Sim, só estou esperando a Hermione chegar, ela foi conversar com a Minerva, disse que nos encontraria aqui. — Espero que não voe muito alto! Ainda tenho receio de voar sozinha. — Fica calma, Lhena. Não vai acontecer nada, olha ela está chegando. — Malia estava ao lado da Hermione e as duas estavam com vassouras, fala sério! — Por que ela está aqui? — Não faço ideia — sussurrou Gina. — Oi meninas, me desculpem o atraso, encontrei com a Maia e acabamos nos distraindo. — Ma? — pergunto. — Tem problema se ela treinar conosco? — perguntou Hermione. — Claro. — Gina me encarou brava — Que não. — Sorri. — Odeio voar — reclamou Hermione. — Não vamos tão alto. — Por que? — Malia a olhou curiosa. — Não é seguro. — Vamos logo! — Gina levantou voo e fomos atrás. Cada uma se posicionou e Gina apitou para começarmos. Após alguns minutos senti a vassoura balançar e minhas mãos tremerem. Só queria me concentrar no que Draco sempre me dizia “Fica calma, você nasceu para voar." — Está tudo bem, Alhena? — Malia aproximou-se com a vassoura. — Sim, por quê? — Sua vassoura está balançando. — Voar é um pouco difícil para mim. — Entendo, até eu ficaria assim se tivesse matado a minha própria irmã. — Sorriu me encarando. — O quê? — Meninas, desçam — gritou Hermione. Malia desceu rápido, fiquei um tempo no ar, como ela sabia disso? Quem é ela para falar isso? Desci devagar e Malia estava entrando na escola enquanto as meninas me esperavam — Está tudo bem, Lhena? — Eu vou matar essa garota. — Calma. O que aconteceu? — Ela falou que eu matei minha irmã, vocês contaram isso para ela? — Não — responderam juntas. — Malia não é assim. — Concluiu isso em alguns minutos de conversa, Hermione? Eu não confio nessa garota. — Fica calma Alhena, ela pode ter falado outra coisa — disse Gina. — Vamos conversar com ela. — Preciso ir. — Entro no castelo e guardo a vassoura, se eu ver essa garota na minha frente, eu vou matá-la. Não jantei aquela noite, estava sem fome alguma. Fiquei algumas horas na torre de astronomia, não conseguia segurar meu choro, eu estou irritada. — Lhena? Está tudo bem? — Ah, oi Zabini. — Está tudo bem? — Sim. — Limpo meu rosto. — Draco está te procurando, aconteceu algo com vocês? — Não, eu só estou chateada com o que me falaram. — E o que falaram? — Que eu matei minha irmã. — Quem disse isso? Astória? Eu posso falar com ela. — Não, foi aquela garota nova Malia. — Por que ela diria algo assim? — Se eu soubesse. — Sorri fraco. — Eu te entendo, sabe? Eu vi um dos meus melhores amigos morrer e não pude fazer nada para ajudar, tudo por causa de uma guerra estúpida. — Sinto muito. — Não é sua culpa, o único culpado é aquela maldito você-sabe-quem. — Voldemort, você pode falar o nome dele, ele não vai te matar porque ele está morto. — Tem razão. — Lhena? Que bom que encontrou ela Zabini. — Draco me abraçou — Por que não foi jantar? Está tudo bem? — Eu vou indo, boa noite. — Zabini saiu da torre de astronomia, contei tudo para Draco, ele ficou furioso, suas bochechas estavam vermelhas, pensei até que iria explodir. — Quem essa… essa bastarda! Pensa que é para falar assim com você? Nós vamos resolver isso agora mesmo. — Draco, calma. Não precisa fazer nada. — Como não? Ela precisa saber quem manda nessa escola. Não vai ficar por isso, eu te garanto. (...) Os dias passavam lentamente nessas últimas semanas, todos da escola gostavam da aluna nova, que se fazia de boazinha, mas eu sabia muito bem quem ela era de verdade. Malia continua me provocando diariamente, parece que ninguém nunca vê. Mas hoje vamos aprontar com ela, vai se arrepender de ter cruzado meu caminho. Todos estávamos na aula de poção, era a última aula do dia, estávamos exaustos já que a maioria precisava recuperar matérias para conseguir acompanhar. — Tudo bem turma, terminem a mistura e faremos o teste final nas poções, lembrando que vale cinco pontos — explicou o professor Slughorn. Zabini estava fazendo a poção com Malia, Draco e eu estávamos juntos, nós trocamos a pena de corvo pela pena de coruja, isso vai ser o máximo. Demoramos para pegar a pena da coruja, já que suas penas quase não caiam, esperamos duas semanas para conseguirmos uma. — Fica de olho. — Draco sorriu malicioso, apenas acompanhei seu olhar. — Eu já volto, vai terminando. — Zabini levantou e foi até o professor. Malia colocou as gotas de lágrimas de dragão e mexeu a poção, despejou a pena da coruja e rapidamente a poção começou a borbulhar. A poção ficou gelatinosa e explodiu em cima de toda sua roupa, todos riram da situação. Slughorn começou a dar uma bronca na garota que não sabia onde enfiar a cara. — Preste atenção! É inadmissível isso ocorrer em minha aula, jamais isso aconteceu antes, menos vinte pontos para a grifinória. Limpe essa bagunça! Os demais estão dispensados, deixem as poções, irei avaliar. — Todos obedecemos e saímos da sala em silêncio. Draco segurou minha mão e acompanhamos Gina, que entrou na sala dos monitores. — Isso foi demais — disse Gina rindo. — Foi incrível. — Dei um beijo rápido no Draco e me joguei no sofá. — Isso é horrível! Vocês não são assim, só o Draco. A Malia não faz m*l a ninguém — reclamou Hermione. — Você acha que vou deixar ela fazer m*l para a Alhena? Só nos seus sonhos Granger. — Isso é errado Malfoy, mas o que esperar de você? — retrucou. — Ele está certo, Mione. Ela não pode fazer essas coisas com a Lhena e nem com ninguém. — Obrigado Weasley. — Draco sorriu debochado. — Não machucamos ninguém e não vamos fazer mais, fica calma, Mione. Hermione ainda discordava, não conseguia ver a maldade da Malia, mesmo Gina nos ajudando eu sabia que ela ainda concordava um pouco com a Mione. Mas só mandamos um recado para ela, não é como se ela fosse uma santa perseguida. (...)
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