Capítulo 29

1596 Palavras
Draco A cara da Grendle foi impagável! Eu estava com saudades de ter uma vida normal, apenas com problemas fáceis de lidar. Ela vai aprender que não se brinca com um Malfoy, a não ser que queira ser machucado. Mas algo estava me chamando atenção, o fato dela ter chegado de Paris assim que a guerra acabou por aqui, e pela história que contou a Alhena, eu fico com o pé atrás. — Essa foi a única vez — reclamou Gina. — Hermione está brava conosco. — Ela supera. — Joguei-me no sofá — A Malia não pode chegar aqui achando que manda em tudo. — Não pense que eu ajudei porque gosto de você, sou totalmente contra ataques, só fiz isso por causa da Lhena. — Eu te agradeço muito por isso. — Alhena a abraçou. — Chumbo trocado não dói, Weasley. — A ruiva revirou os olhos e subiu as escadas que tinham na sala — Vem cá? — Para quê? — Sorriu me encarando, essa garota me deixava em êxtase. — Vem. — Estiquei meus braços e a puxei para cima de mim — Está cansada? — Um pouco, nunca estudei tanto. — Estou morrendo de sono — reclamei. — Eu queria poder dividir minha cama com você. — Ai não dormiremos. — Deitou sua cabeça em meu peito e suspirou — Mas a ideia não é r**m. — Sorri acariciando seus cabelos, ela cochilou em cima de mim, tentei ficar acordado ao máximo, afinal estávamos na sala dos monitores, mas foi em vão. Acordei com um susto, a Weasley estava nos acordando de uma maneira nada agradável jogando algumas almofadas em nós, se eu não estivesse tão cansado e conseguisse pensar em algum feitiço agora mesmo, eu juro que faria mas o sono e cansaço ainda é maior, parece que estou repondo todas as noites que passei em claro. — Levantem! Se querem dormir vão para seus quartos. — A ruiva gargalhava enquanto as almofadas caiam uma atrás da outra. — Para Gina! — gritou Alhena, tacando as almofadas de volta. — Chata, boa noite. — A garota saiu gargalhando pelos corredores. — Vamos para a comunal? — Vamos. — Levantou-se e me ajudou. (...) Acordei cedo, hoje eu vou fazer a seleção dos novos jogadores do time de quadribol da sonserina, essa é a parte chata de ser o capitão. Coloquei meu uniforme de treino e desci, estou todo dolorido parece que m*l dormi essa noite. Cheguei ao salão principal e alguns alunos já estavam tomando café da manhã, fala sério! É sábado, para quê acordar tão cedo? Se eu puder, fico ao máximo na cama. — Draco? — Virei-me e Malia estava me encarando timidamente. — O que foi? — Hoje são os testes para o quadribol? — Sim. — Retornei para a mesa novamente. — Todos podem participar? — Suspirei e me virei novamente. — Sim, desde que seja da sonserina. — Ah. — Encarou os próprios pés e ficou pensativa — Que horas? — Daqui há meia hora, mais alguma coisa? — Não, obrigado. — Rapidamente ela foi até a porta do salão e desapareceu entre os alunos que começavam a chegar. Ainda tenho que aguentar mais essa. Terminei o café e fui direto para o campo, os alunos iam chegar daqui há quinze minutos, era o tempo que precisava para colocar tudo em ordem, Bárbara e Sklov estavam me ajudando com os papéis, então foi bem mais rápido. — Sklov, cadê a lista de presença? — Aqui. — Me entregou uma prancheta, alguns alunos já estavam chegando, muitos pareciam nervosos, bobagem na minha opinião, se você é bom não precisa ter medo. — Acredito que todos já estejam aqui, respondam quando eu chamar seu nome. — Estavam todos aglomerados, mesmo Bárbara ameaçando eles para formarem fila, ela era baixinha não incomodava ninguém, mesmo que eu já a tenha visto azarando Goyle — Baltazar. — Aqui. — Lincon, Alexia, Alhena... Alhena? — Aqui, desculpa o atraso — disse Alhena ofegante, enquanto corria tentando prender os cabelos. Fiquei curioso em saber porquê ela queria participar do time? Até onde eu sei, Lhena tem medo de voar alto, a encarei e sorriu, p***a isso acaba comigo. — Tá bom. — Terminei a chamada e mandei todos se posicionarem diante da vassoura — Se vocês vieram aqui apenas pelo título de jogador, sugiro que saiam, o quadribol não é uma brincadeira. Nos últimos dois anos ganhamos o campeonato com glória e não vou deixar nenhum medíocre tirar isso da sonserina, se vocês acham que conseguem lidar com o jogo fiquem e aguentem firme. Alhena Acordei atrasada, essa manhã eu iria fazer o teste para o time de quadribol, coloquei uma roupa confortável e desci correndo para conseguir tomar o café da manhã, ou ao menos tentar. — Por que a pressa? — perguntou Hermione. — Eu vou tentar entrar no time. — Enfiei um bolinho quase inteiro na boca, tentando empurrar para dentro o mais rápido possível. — Mas você não tem medo de voar? — Tenho e essa é a ideia, vou tentar me superar no campo. — Você já viu o Draco jogando? — Gina me encarou. — Não, por quê? — Bebi o suco rapidamente e droga, era de abóbora. — Ele não brinca no campo, e não vai dar a mínima que você é namorada dele — disse Gina. — Ele fez Goyle chorar quando tentou o teste — completou Hermione. — Não se preocupem, eu vou me dar bem, afinal são só algumas bolinhas, vou nessa. — Levantei-me e saí correndo em direção à saída, eu não queria me atrasar, mas sei que falhei miseravelmente. — Lhena! — gritou Gina, me virei rapidamente. — Prende o cabelo. — Confirmo e corro para o campo, tinha mais de vinte alunos em volta do Draco, meu cabelo não queria prender de maneira alguma. — Alexia, Alhena... Alhena? — Aqui, desculpa a demora. — Draco me encarou, parecia não acreditar que eu estava ali, ou não saber o motivo, ele mandou nos posicionarmos ao lado da vassoura e fez o maior discurso, como ele é marrento, meu Merlin, se não tivesse mais vinte pessoas por aqui eu já estaria em cima dele. — Quando ouvirem o apito quero que levantem voo, estarão sendo avaliados a partir de agora. — A garota loira apitou e todos flutuam em cima da vassoura, até mesmo eu consegui — Mais alto! — gritou a garota, senti meu coração acelerar. — Respira Alhena, está tudo bem — murmurei para mim mesma. — Algum problema, Virgo? — perguntou Jacob, ele já havia sido do time antigamente, mas todos precisam fazer o teste para ser justo. — Não. — Sorri e olhei para baixo, os três pareciam apenas pontinhos aqui de cima, um vulto preto despencou rapidamente, mas um dos ajudantes o parou antes dele atingir o chão. — Amador — disse uma garota ruiva ao meu lado. Eles fizeram sinal para descermos e obedecemos. — Certo, precisamos ver como vocês lidam com um jogo de verdade — explicou Draco. Bárbara ordenou as posições e eu fiquei como batedora, junto ao Jacob. — Se ficar com medo, é só me pedir ajuda Virgo. — Sorriu malicioso. — i****a. — Peguei um dos bastões e fui para minha posição. — Preparem-se — gritou Sklov. — Três, dois, vai! (...) Alguns alunos caíram da vassoura, um dos goleiros foi acertado pela bola, eu jurei que cairia, mas consegui aguentar até o final. — Parabéns para todos, o resultado estará amanhã à tarde no salão comunal da sonserina. Aos que não passaram não desanimem, podem tentar novamente no próximo ano — disse Bárbara empolgada, aos poucos os alunos saíram do campo. — Draco, nos encontramos mais tarde para discutir isso — disse Sklov e saiu guardando as bolas com a Bárbara. — Então como eu fui? — perguntei animada. — Foi bem amor, melhor do que eu esperava, para quem nunca jogou antes. — Sorri animada. — Eu tenho chances? — Draco sorriu fraco. — São seis votos, você pode ter causado uma boa impressão aos outros. — Sorri e o abracei. — O que você tem? Está desanimado. — Só estou cansado, por mim eu não teria vindo fazer os testes. — Posso te ajudar com isso, se quiser. — O que sugere? — Podemos ir para o chalé da sua família em Hogsmeade. Você descansa, eu cuido de você, que tal? — Eu topo. — Sorriu e me deu um selinho — Me ajuda com essas vassouras? — Claro. (...) Almoçamos e decidimos ir à Hogsmeade, essas semanas que passamos na escola nos deixou exaustos, Draco mais ainda. — Vai querer comprar algo? — perguntei segurando sua mão. — Não, a não ser que queira. — Olhei em volta e nada me chamou atenção, apenas seguimos o caminho até o chalé. — Faz quanto tempo que não vem aqui? — Falar que o chalé era pequeno seria uma ofensa, tinha dois andares e era bem espaçoso, as árvores cobriam todo o telhado. — Uns dois anos. — Draco abriu a porta e me ajudou a entrar — Seja bem-vinda ao meu lugar preferido. — Sério? — Uhum. — Dei uma olhada em volta, estava tudo limpo, Draco acendeu a lareira e jogou-se no sofá me puxando para deitar com ele — Você vai gostar daqui também. — Vou? — Sorri olhando seus olhos que lutavam para ficarem abertos. — Sim. — Sorriu. — Dorme, amor. — Beijei sua bochecha e apoiei minha cabeça em seu peito. (...)
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