Alhena
Acordei um pouco mais tarde, lá fora já estava escuro e frio, era um pouco assustador estar no meio da floresta. Decidi fazer algo para comermos, não tinham muitas opções na cozinha, então fiz alguns sanduíches e suco.
— O que está aprontando? — Dei um pulo, não estava esperando.
— p***a, Malfoy. — Gargalhou me olhando.
— Está assustada, por quê?
— i****a, sai. — Sentei-me na mesa.
— Vai ficar brava? — Me abraçou por trás da cadeira e beijou meu rosto.
— Vou.
— Ah poxa, me dá um pedaço?
— Tem mais ali.
— Mas eu quero esse.
— Vai ficar querendo. — Dei uma mordida — Hum.
— Palhaça. — Draco deu risada, pegou outro sanduíche e sentou-se ao meu lado — Vou avaliar seus dotes na cozinha.
— Ah pronto. — Gargalhei — Pega o suco para mim? — Ele apenas concordou e os trouxe os copos até a mesa.
— Essa é uma das partes boas de ser bruxo. — Reviro os olhos e ele sorri.
— A louça é sua. — Subo as escadas correndo, eu precisava ir ao banheiro, mania dos Malfoy de ter casa maior do que realmente precisa.
O chão era todo de madeira e as paredes tinham detalhes dourados, em algumas paredes tinham fotos, todos loiros, com certeza eram parentes do Draco.
— Amor? — gritou Draco.
— Já vou. — Abri uma das portas e por sorte encontrei o banheiro, fiz o que tinha que fazer e me olhei no espelho, eu estava completamente descabelada. Sai e desci as escadas, Draco estava sentado olhando para a lareira — Está tudo bem?
— Sim, só estou com frio.
— Então vai me dizer por que aqui é seu lugar preferido? — Sentei-me ao seu lado.
— Nós comemoramos aqui o meu primeiro jogo de quadribol e todos os outros que ganhei. E eu acho mais aconchegante do que minha casa.
— Porque é menor.
— Não é, eu só gosto.
— Por que não veio aqui nos últimos anos?
— Meu pai não queria que eu ficasse sozinho por aqui, ele surtava quando comentava em vir, e por motivos óbvios de guerra. — Sorri e deitei minha cabeça em cima do sofá — Acho que tenho algumas medalhas aqui. — Levantou-se e foi até uma estante, abriu uma gaveta e pegou uma caixa.
— Vai me dizer que essa caixa está cheia de medalhas?
— Claro que não, tem alguns troféus também.
— Palhaço. — Abrimos a caixa e os olhos do Draco brilhavam enquanto ele contava a história de cada uma de suas competições.
— Está faltando uma.
— Tem certeza de que não está aí?
— Tenho, acho que tenho. — Olhou todas novamente.
— Deve estar na gaveta. — Levantei-me e fui até a estante, abri a primeira gaveta e tinha algumas pedras, pareciam as que tinham na mansão, abri as outras e nada. Quando olhei na última gaveta a medalha estava lá dentro, tinha alguns papéis também — Achei, amor. — Peguei os papéis e voltei a me sentar.
— O que é isso? — Pegou a medalha da minha mão.
— Certidão de nascimento.
— De quem?
— O nome não aparece, mas a mãe é Bellatrix Lestrange.
— Como? Ela nunca teve filhos, deixa eu ver. — Entreguei os papéis e ele ficou encarando.
— Certidão de nascimento, nasceu no dia treze de abril de mil novecentos e oitenta e dois às dezoito horas. Mãe Bellatrix Lestrange e pai só aparece Marvolo.
— Já ouvi esse nome antes.
— Acha que ela pode ter tido algum filho?
— Não sei amor, onde ela esconderia essa criança? Estamos falando de uma pessoa e não uma agulha, hoje essa pessoa teria quantos anos?
— Acho que dezesseis. — Draco suspirou.
— Isso é bobagem, deve ser alguma brincadeira de m*l gosto. Deixa eu guardar isso. — Peguei os papéis e coloquei de volta na gaveta.
— Me assusta saber isso e se essa criança decide aparecer?
— Ela nem deve existir, você nunca ouviu falar de outra criança, certo?
— Sim.
— Então, não se preocupa. — Conversamos por um tempo, cada pensamento deixava Draco ainda mais nervoso.
— Eu vou morrer se tomar mais sustos assim. — Jogou-se na cama.
— Não ouse morrer e me deixar aqui sozinha. — Deu risada — Estou falando sério, se você morrer eu te mato.
— Eu não faria isso, boba.
— É bom mesmo. — Tirei meu casaco e me sentei na cama.
— Bem que você poderia me massagear, né?
— Desde quando trabalho para você? — O encarei séria.
— Faz vai, minhas costas estão doendo.
— E o que eu ganho com isso? — Sentei em suas pernas tirando sua camiseta.
— O que você quer? — Me encarou sério, se ele soubesse como me deixar intimidada quando faz isso.
— Discutimos isso depois, vira. — Draco sorriu e obedeceu, me ajeitei em cima de suas pernas e comecei a fazer movimentos lentos em suas costas — Se doer me avisa. — Aumentei a intensidade dos movimentos, ele estava super tenso — Está preocupado com algo?
— Tudo e mais um pouco.
— Você tem que relaxar, amor.
— Como?
— Shi. — Beijei sua nuca e desci dando leves beijos, Draco suspirou e fechou os olhos. Continuei massageando e dando alguns beijos — Quer virar?
— Nessa situação? — Draco virou e reparei o volume em sua calça — p***a. — O encarei e sorri.
— Desculpa, não era a intenção. — Sorriu malicioso me olhando.
— Eu sei muito bem as suas intenções, senhorita Virgo, e gosto delas. Cuida de mim? — Mordeu os lábios devagar olhando nos meus olhos.
— Pedindo assim, é até um pecado dizer não.
Me aproximei e o beijei com calma, acariciei seu corpo que arrepiava cada vez mais.
Suas mãos passeavam por todo o meu corpo, Draco tirou minha blusa e me puxou para um beijo mais intenso, a cada mordida nos lábios eu puxava mais seus cabelos.
Desci os beijos por seu pescoço e dei leves mordidas. Draco tentou me deitar mas continuei em cima.
— Hoje é a minha vez.
— Não gosto assim.
-- Juro que vai gostar. — Abri sua calça e continuei beijando seu abdômen, sua respiração estava cada vez mais ofegante, ele detestava ficar vulnerável assim, mas eu amo poder dominar ele. Tirei sua calça e o deixei de cueca, seu volume era difícil de não ser notado.
— Isso vai ser interessante. — Tirei sua cueca e segurei seu m****o.
Acordei exausta, podia ouvir o barulho da chuva cada vez mais alto lá fora, mas eu sabia que já estava de manhã pelo horário do relógio, eram sete horas, estou morrendo de sono.
Draco
Acordei e a Lhena ainda estava dormindo, eram dez horas da manhã, decidi não a chamar, ela deve estar cansada de ontem a noite.
Coloquei uma roupa qualquer e fui ao banheiro, hoje eu parecia mais descansado do que qualquer outro dia. Tomei um pouco de suco e decidi procurar mais coisas pela casa, algo estava errado nessa história, se Bellatrix tivesse um filho, eu com certeza saberia.
O cheiro de grama molhada tomava conta do escritório, havia alguns papéis de compra e venda, mas nada que me desse indício de quem poderia ser o pai da criança ou se ela estava viva.
Procurei em algumas gavetas que estavam trancadas e encontrei um documento de um orfanato em Londres, essa poderia ser a prova.