Capítulo 30

1262 Palavras
Alhena Acordei um pouco mais tarde, lá fora já estava escuro e frio, era um pouco assustador estar no meio da floresta. Decidi fazer algo para comermos, não tinham muitas opções na cozinha, então fiz alguns sanduíches e suco. — O que está aprontando? — Dei um pulo, não estava esperando. — p***a, Malfoy. — Gargalhou me olhando. — Está assustada, por quê? — i****a, sai. — Sentei-me na mesa. — Vai ficar brava? — Me abraçou por trás da cadeira e beijou meu rosto. — Vou. — Ah poxa, me dá um pedaço? — Tem mais ali. — Mas eu quero esse. — Vai ficar querendo. — Dei uma mordida — Hum. — Palhaça. — Draco deu risada, pegou outro sanduíche e sentou-se ao meu lado — Vou avaliar seus dotes na cozinha. — Ah pronto. — Gargalhei — Pega o suco para mim? — Ele apenas concordou e os trouxe os copos até a mesa. — Essa é uma das partes boas de ser bruxo. — Reviro os olhos e ele sorri. — A louça é sua. — Subo as escadas correndo, eu precisava ir ao banheiro, mania dos Malfoy de ter casa maior do que realmente precisa. O chão era todo de madeira e as paredes tinham detalhes dourados, em algumas paredes tinham fotos, todos loiros, com certeza eram parentes do Draco. — Amor? — gritou Draco. — Já vou. — Abri uma das portas e por sorte encontrei o banheiro, fiz o que tinha que fazer e me olhei no espelho, eu estava completamente descabelada. Sai e desci as escadas, Draco estava sentado olhando para a lareira — Está tudo bem? — Sim, só estou com frio. — Então vai me dizer por que aqui é seu lugar preferido? — Sentei-me ao seu lado. — Nós comemoramos aqui o meu primeiro jogo de quadribol e todos os outros que ganhei. E eu acho mais aconchegante do que minha casa. — Porque é menor. — Não é, eu só gosto. — Por que não veio aqui nos últimos anos? — Meu pai não queria que eu ficasse sozinho por aqui, ele surtava quando comentava em vir, e por motivos óbvios de guerra. — Sorri e deitei minha cabeça em cima do sofá — Acho que tenho algumas medalhas aqui. — Levantou-se e foi até uma estante, abriu uma gaveta e pegou uma caixa. — Vai me dizer que essa caixa está cheia de medalhas? — Claro que não, tem alguns troféus também. — Palhaço. — Abrimos a caixa e os olhos do Draco brilhavam enquanto ele contava a história de cada uma de suas competições. — Está faltando uma. — Tem certeza de que não está aí? — Tenho, acho que tenho. — Olhou todas novamente. — Deve estar na gaveta. — Levantei-me e fui até a estante, abri a primeira gaveta e tinha algumas pedras, pareciam as que tinham na mansão, abri as outras e nada. Quando olhei na última gaveta a medalha estava lá dentro, tinha alguns papéis também — Achei, amor. — Peguei os papéis e voltei a me sentar. — O que é isso? — Pegou a medalha da minha mão. — Certidão de nascimento. — De quem? — O nome não aparece, mas a mãe é Bellatrix Lestrange. — Como? Ela nunca teve filhos, deixa eu ver. — Entreguei os papéis e ele ficou encarando. — Certidão de nascimento, nasceu no dia treze de abril de mil novecentos e oitenta e dois às dezoito horas. Mãe Bellatrix Lestrange e pai só aparece Marvolo. — Já ouvi esse nome antes. — Acha que ela pode ter tido algum filho? — Não sei amor, onde ela esconderia essa criança? Estamos falando de uma pessoa e não uma agulha, hoje essa pessoa teria quantos anos? — Acho que dezesseis. — Draco suspirou. — Isso é bobagem, deve ser alguma brincadeira de m*l gosto. Deixa eu guardar isso. — Peguei os papéis e coloquei de volta na gaveta. — Me assusta saber isso e se essa criança decide aparecer? — Ela nem deve existir, você nunca ouviu falar de outra criança, certo? — Sim. — Então, não se preocupa. — Conversamos por um tempo, cada pensamento deixava Draco ainda mais nervoso. — Eu vou morrer se tomar mais sustos assim. — Jogou-se na cama. — Não ouse morrer e me deixar aqui sozinha. — Deu risada — Estou falando sério, se você morrer eu te mato. — Eu não faria isso, boba. — É bom mesmo. — Tirei meu casaco e me sentei na cama. — Bem que você poderia me massagear, né? — Desde quando trabalho para você? — O encarei séria. — Faz vai, minhas costas estão doendo. — E o que eu ganho com isso? — Sentei em suas pernas tirando sua camiseta. — O que você quer? — Me encarou sério, se ele soubesse como me deixar intimidada quando faz isso. — Discutimos isso depois, vira. — Draco sorriu e obedeceu, me ajeitei em cima de suas pernas e comecei a fazer movimentos lentos em suas costas — Se doer me avisa. — Aumentei a intensidade dos movimentos, ele estava super tenso — Está preocupado com algo? — Tudo e mais um pouco. — Você tem que relaxar, amor. — Como? — Shi. — Beijei sua nuca e desci dando leves beijos, Draco suspirou e fechou os olhos. Continuei massageando e dando alguns beijos — Quer virar? — Nessa situação? — Draco virou e reparei o volume em sua calça — p***a. — O encarei e sorri. — Desculpa, não era a intenção. — Sorriu malicioso me olhando. — Eu sei muito bem as suas intenções, senhorita Virgo, e gosto delas. Cuida de mim? — Mordeu os lábios devagar olhando nos meus olhos. — Pedindo assim, é até um pecado dizer não. Me aproximei e o beijei com calma, acariciei seu corpo que arrepiava cada vez mais. Suas mãos passeavam por todo o meu corpo, Draco tirou minha blusa e me puxou para um beijo mais intenso, a cada mordida nos lábios eu puxava mais seus cabelos. Desci os beijos por seu pescoço e dei leves mordidas. Draco tentou me deitar mas continuei em cima. — Hoje é a minha vez. — Não gosto assim. -- Juro que vai gostar. — Abri sua calça e continuei beijando seu abdômen, sua respiração estava cada vez mais ofegante, ele detestava ficar vulnerável assim, mas eu amo poder dominar ele. Tirei sua calça e o deixei de cueca, seu volume era difícil de não ser notado. — Isso vai ser interessante. — Tirei sua cueca e segurei seu m****o. Acordei exausta, podia ouvir o barulho da chuva cada vez mais alto lá fora, mas eu sabia que já estava de manhã pelo horário do relógio, eram sete horas, estou morrendo de sono. Draco Acordei e a Lhena ainda estava dormindo, eram dez horas da manhã, decidi não a chamar, ela deve estar cansada de ontem a noite. Coloquei uma roupa qualquer e fui ao banheiro, hoje eu parecia mais descansado do que qualquer outro dia. Tomei um pouco de suco e decidi procurar mais coisas pela casa, algo estava errado nessa história, se Bellatrix tivesse um filho, eu com certeza saberia. O cheiro de grama molhada tomava conta do escritório, havia alguns papéis de compra e venda, mas nada que me desse indício de quem poderia ser o pai da criança ou se ela estava viva. Procurei em algumas gavetas que estavam trancadas e encontrei um documento de um orfanato em Londres, essa poderia ser a prova.
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