Alhena
Meus pais estavam ali, eu não podia acreditar, faz um bom tempo que vi eles, a maioria dos dias eles estavam em Nova Iorque, ou estavam ocupados com o trabalho.
— Mãe, pai, esse é o Draco. — Draco estendeu a mão e os cumprimentou.
— É um prazer te conhecer Draco e obrigado pelo convite — disse minha mãe apertando sua mão.
— Ora, ora, se não é Genevieve Virgo. — Lucius tentou sorrir, mas seu rosto parecia travar — É um prazer vê-la novamente.
— Lucius! Você continua o mesmo sem sal. — Minha mãe deu risada, Draco os encarava e parecia não entender nada assim como eu.
— Narcisa — disse meu pai sorrindo e cumprimentando.
— Olá Klaus, Genevieve. Por favor, entrem. — Todos adentraram na sala, onde estava mais quente porque a lareira estava acesa.
— Obrigado pelo convite. — Meu pai agradeceu, sentando-se ao lado de minha mãe. Draco me puxou para perto e sentamos juntos — Como estão as coisas por aqui?
— Na mesma — respondeu Narcisa. — Mas dessa vez precisamos tomar mais cuidados, afinal de contas, nossos filhos estão no meio disso tudo. — Minha mãe nos encarou.
— É pior do que parece? — Narcisa assentiu e apertou os ombros do seu marido.
— É importante mantê-los seguros.
— Eles podem ficar conosco em Nova Iorque — sugeriu meu pai, interrompendo as duas.
— De maneira alguma! — Lucius protestou.
— Tem outra ideia Malfoy? Ou vai pedir permissão ao seu mestre? — Meu pai o encarou.
— Não ouse! Todos sabemos que Voldemort tem um interesse a mais em sua filha, o porquê disso nós não sabemos. — Draco apertou minha mão com força — Mas ele não vai deixá-la em paz só porque foi para outro país. Eles estão juntos, todos somos alvos e precisamos ficar aqui.
— E o que sugere, Lucius? — perguntou minha mãe, ignorando totalmente nossa presença.
— Como no mundo trouxa, nenhum cônjuge pode depor contra o outro. Claro que sabem muito bem disso — disse Narcisa caminhando.
— Eles não vão se casar! São novos demais para isso! — protestou meu pai.— Podemos tentar outra coisa.
— Klaus, eles se amam, o que mudaria se casarem agora ou daqui dois ou três anos? Eles precisam estar seguros — explicou minha mãe, tentando o acalmar.
— Que façamos um voto perpétuo então! Um Malfoy nunca deixará de ser um Malfoy!
— O que? — Draco parecia incrédulo.
— O que está querendo insinuar? — Lucius segurou sua varinha.
— Que todos os Malfoy fazem o que lhe convém.
— Assim como a família Virgo fez por todos esses anos! Ou devo te lembrar do que aconteceu em quarenta e três? Não adianta limpar o nome de sua família Klaus, a maldade ainda corre em suas veias. — Todos fomos distraídos com Nina derrubando algumas xícaras no chão — Elfo e******o! — Malfoy levantou-se para castigá-la.
— Não! Nina venha para cá — ordenei. — Você não vai machucá-la!
— E quem você pensa que é, garota insolente?
— Sua nova senhora.
— Você não pode dar ordens ao meu elfo, ele serve apenas a família Malfoy!
— Nina, limpe a bagunça, por favor. — Sem protestos a elfa me obedeceu e desapareceu imediatamente com a bagunça.
— Já chega! — disse Draco. — Hoje é um dia especial, se não conseguem conviver juntos, sugiro que vão todos embora.
— Desculpe filho — disse Narcisa.— Mas precisamos mantê-los a salvo.
— Eles devem ir para Nova Iorque, até tudo isso acabar. — Meu pai insistiu.
— Eles não vão! — disse Lucius. — Acha que o senhor das trevas não vai procurá-los? Seria t**o se acreditasse nisso. Eles precisam estar aqui quando tudo acontecer.
— Eu aceito o voto perpétuo, desde que todos façam. — Minha mãe levantou-se e Narcisa a acompanhou — Klaus?
— Eu faço, mas se algo der errado os dois irão para Nova Iorque em primeiro momento.
— Tudo bem. — Lucius concordou, parecia convencido — Desde que eles se casem. — Malfoy revirou os olhos e me encarou balançando a cabeça negativamente.
(...)
Todos almoçamos e conversamos sobre todas as possibilidades e eles decidiram fazer o voto. Draco parecia decepcionado com todos, mas sempre sorria para mim. Estávamos na sala e minha mãe estava ajoelhada em frente ao Lucius com suas mãos direitas dadas.
— Lucius Malfoy, você aceita proteger Alhena Virgo, independente do que tenha que fazer? — Narcisa estava com sua varinha em cima das duas mãos.
— Aceito. — Uma faísca de chama atravessou as duas mãos — Genevieve Virgo, você aceita proteger Draco Malfoy como seu filho e o manterá a salvo?
— Aceito. — As chamas apareceram novamente selando o contrato. Meu pai e Narcisa repetiram o ato e tudo estava conforme o combinado.
— Nós precisamos ir, querida. — Meu pai me abraçou — Prometo que ficaremos juntos em breve. — Todos despediram-se e eles foram embora, Lucius e Narcisa subiram e Draco ficou me olhando.
— O que foi, amor?
— Me desculpa, não era para ser assim. — Suspirou.
— A culpa não é sua que eles são assim. — Me sentei em seu colo — Obrigado, de verdade.
— Só quero te ver feliz. — Draco acariciou meu cabelo e sorriu — Quer dar uma volta?
— Não estou afim de sair. — Deito minha cabeça em seu ombro.
— Uma pena, eu queria te dar isso de outra maneira. — Puxou uma caixinha vermelha do bolso e abriu revelando um anel — Você aceita passar todos os dias de sua vida comigo? — Sorri o encarando, senti meus olhos marejados.
— Sim, claro que eu aceito. — Draco colocou a aliança em meu dedo e a beijou, coloquei a outra aliança em sua mão.
— É irônico como tudo isso é bom e r**m ao mesmo tempo.
— Se fosse fácil não teria graça.
— Mas seria melhor. — Draco me beijou e sorriu.
Ficamos conversando por horas sentados no sofá, até Draco decidir que íamos dar uma volta de vassoura, mas fomos interrompidos por Narcisa.
— Draco, suba com a senhorita Virgo, sua tia está chegando. — Apenas a obedecemos e subimos as escadas enquanto Draco reclamava.
— Ela tem que nos atrapalhar. — Jogou-se na cama e sorriu — Deita aqui?
— Eu vou me trocar, imagina se eles decidem entrar aqui? — Tiro meu salto e pego um jeans escuro e um casaco preto.
— Eu posso te ajudar. — Levantou-se e veio até meu encontro, abriu meu vestido e o tirou.
— Draco. — Ele beijava meu pescoço alisando meu corpo.
— Ninguém vai aparecer. — Me apertava contra a parede e apertava nossos corpos. Paramos quando ouvimos batidas na porta — Merda, quem é?
— Senhor Malfoy, sua mãe pediu para descerem o mais rápido possível. — Draco revirou os olhos.
— Avisa que eu estou descendo. — Os passos foram ficando cada vez mais baixos —Vamos terminar isso depois. — Vesti minha roupa rápido e descemos, estava uma gritaria no salão da casa.
— O que será que está acontecendo? — Entramos no salão, Bellatrix estava rindo, enquanto três homens seguravam um homem deformado.
— Draco, querido! Precisamos da sua ajuda.
— Para de rodeios Narcisa! — Bellatrix gritou — Draco, este é Harry Potter? — Draco me encarou e olhou para o homem que segurava uma espada, olhei direito e reparei em seus olhos, era impossível não ser Harry, um homem ruivo um pouco mais alto estava ao seu lado. Draco aproximou-se e encarou o homem — Então?
— Não. — Me assustei com sua resposta e a mulher no canto também, sabia muito bem quem era ela.
— Rabicho! Leve os dois para as masmorras, preciso ter uma conversa de mulher para mulher.
(...)
Os gritos da garota tomavam o salão inteiro, enquanto Bellatrix brincava com a varinha tentando descobrir algo. Até que um elfo apareceu ao lado de Harry e Rony.