Capítulo 19

1346 Palavras
Alhena Meus pais estavam ali, eu não podia acreditar, faz um bom tempo que vi eles, a maioria dos dias eles estavam em Nova Iorque, ou estavam ocupados com o trabalho. — Mãe, pai, esse é o Draco. — Draco estendeu a mão e os cumprimentou. — É um prazer te conhecer Draco e obrigado pelo convite — disse minha mãe apertando sua mão. — Ora, ora, se não é Genevieve Virgo. — Lucius tentou sorrir, mas seu rosto parecia travar — É um prazer vê-la novamente. — Lucius! Você continua o mesmo sem sal. — Minha mãe deu risada, Draco os encarava e parecia não entender nada assim como eu. — Narcisa — disse meu pai sorrindo e cumprimentando. — Olá Klaus, Genevieve. Por favor, entrem. — Todos adentraram na sala, onde estava mais quente porque a lareira estava acesa. — Obrigado pelo convite. — Meu pai agradeceu, sentando-se ao lado de minha mãe. Draco me puxou para perto e sentamos juntos — Como estão as coisas por aqui? — Na mesma — respondeu Narcisa. — Mas dessa vez precisamos tomar mais cuidados, afinal de contas, nossos filhos estão no meio disso tudo. — Minha mãe nos encarou. — É pior do que parece? — Narcisa assentiu e apertou os ombros do seu marido. — É importante mantê-los seguros. — Eles podem ficar conosco em Nova Iorque — sugeriu meu pai, interrompendo as duas. — De maneira alguma! — Lucius protestou. — Tem outra ideia Malfoy? Ou vai pedir permissão ao seu mestre? — Meu pai o encarou. — Não ouse! Todos sabemos que Voldemort tem um interesse a mais em sua filha, o porquê disso nós não sabemos. — Draco apertou minha mão com força — Mas ele não vai deixá-la em paz só porque foi para outro país. Eles estão juntos, todos somos alvos e precisamos ficar aqui. — E o que sugere, Lucius? — perguntou minha mãe, ignorando totalmente nossa presença. — Como no mundo trouxa, nenhum cônjuge pode depor contra o outro. Claro que sabem muito bem disso — disse Narcisa caminhando. — Eles não vão se casar! São novos demais para isso! — protestou meu pai.— Podemos tentar outra coisa. — Klaus, eles se amam, o que mudaria se casarem agora ou daqui dois ou três anos? Eles precisam estar seguros — explicou minha mãe, tentando o acalmar. — Que façamos um voto perpétuo então! Um Malfoy nunca deixará de ser um Malfoy! — O que? — Draco parecia incrédulo. — O que está querendo insinuar? — Lucius segurou sua varinha. — Que todos os Malfoy fazem o que lhe convém. — Assim como a família Virgo fez por todos esses anos! Ou devo te lembrar do que aconteceu em quarenta e três? Não adianta limpar o nome de sua família Klaus, a maldade ainda corre em suas veias. — Todos fomos distraídos com Nina derrubando algumas xícaras no chão — Elfo e******o! — Malfoy levantou-se para castigá-la. — Não! Nina venha para cá — ordenei. — Você não vai machucá-la! — E quem você pensa que é, garota insolente? — Sua nova senhora. — Você não pode dar ordens ao meu elfo, ele serve apenas a família Malfoy! — Nina, limpe a bagunça, por favor. — Sem protestos a elfa me obedeceu e desapareceu imediatamente com a bagunça. — Já chega! — disse Draco. — Hoje é um dia especial, se não conseguem conviver juntos, sugiro que vão todos embora. — Desculpe filho — disse Narcisa.— Mas precisamos mantê-los a salvo. — Eles devem ir para Nova Iorque, até tudo isso acabar. — Meu pai insistiu. — Eles não vão! — disse Lucius. — Acha que o senhor das trevas não vai procurá-los? Seria t**o se acreditasse nisso. Eles precisam estar aqui quando tudo acontecer. — Eu aceito o voto perpétuo, desde que todos façam. — Minha mãe levantou-se e Narcisa a acompanhou — Klaus? — Eu faço, mas se algo der errado os dois irão para Nova Iorque em primeiro momento. — Tudo bem. — Lucius concordou, parecia convencido — Desde que eles se casem. — Malfoy revirou os olhos e me encarou balançando a cabeça negativamente. (...) Todos almoçamos e conversamos sobre todas as possibilidades e eles decidiram fazer o voto. Draco parecia decepcionado com todos, mas sempre sorria para mim. Estávamos na sala e minha mãe estava ajoelhada em frente ao Lucius com suas mãos direitas dadas. — Lucius Malfoy, você aceita proteger Alhena Virgo, independente do que tenha que fazer? — Narcisa estava com sua varinha em cima das duas mãos. — Aceito. — Uma faísca de chama atravessou as duas mãos — Genevieve Virgo, você aceita proteger Draco Malfoy como seu filho e o manterá a salvo? — Aceito. — As chamas apareceram novamente selando o contrato. Meu pai e Narcisa repetiram o ato e tudo estava conforme o combinado. — Nós precisamos ir, querida. — Meu pai me abraçou — Prometo que ficaremos juntos em breve. — Todos despediram-se e eles foram embora, Lucius e Narcisa subiram e Draco ficou me olhando. — O que foi, amor? — Me desculpa, não era para ser assim. — Suspirou. — A culpa não é sua que eles são assim. — Me sentei em seu colo — Obrigado, de verdade. — Só quero te ver feliz. — Draco acariciou meu cabelo e sorriu — Quer dar uma volta? — Não estou afim de sair. — Deito minha cabeça em seu ombro. — Uma pena, eu queria te dar isso de outra maneira. — Puxou uma caixinha vermelha do bolso e abriu revelando um anel — Você aceita passar todos os dias de sua vida comigo? — Sorri o encarando, senti meus olhos marejados. — Sim, claro que eu aceito. — Draco colocou a aliança em meu dedo e a beijou, coloquei a outra aliança em sua mão. — É irônico como tudo isso é bom e r**m ao mesmo tempo. — Se fosse fácil não teria graça. — Mas seria melhor. — Draco me beijou e sorriu. Ficamos conversando por horas sentados no sofá, até Draco decidir que íamos dar uma volta de vassoura, mas fomos interrompidos por Narcisa. — Draco, suba com a senhorita Virgo, sua tia está chegando. — Apenas a obedecemos e subimos as escadas enquanto Draco reclamava. — Ela tem que nos atrapalhar. — Jogou-se na cama e sorriu — Deita aqui? — Eu vou me trocar, imagina se eles decidem entrar aqui? — Tiro meu salto e pego um jeans escuro e um casaco preto. — Eu posso te ajudar. — Levantou-se e veio até meu encontro, abriu meu vestido e o tirou. — Draco. — Ele beijava meu pescoço alisando meu corpo. — Ninguém vai aparecer. — Me apertava contra a parede e apertava nossos corpos. Paramos quando ouvimos batidas na porta — Merda, quem é? — Senhor Malfoy, sua mãe pediu para descerem o mais rápido possível. — Draco revirou os olhos. — Avisa que eu estou descendo. — Os passos foram ficando cada vez mais baixos —Vamos terminar isso depois. — Vesti minha roupa rápido e descemos, estava uma gritaria no salão da casa. — O que será que está acontecendo? — Entramos no salão, Bellatrix estava rindo, enquanto três homens seguravam um homem deformado. — Draco, querido! Precisamos da sua ajuda. — Para de rodeios Narcisa! — Bellatrix gritou — Draco, este é Harry Potter? — Draco me encarou e olhou para o homem que segurava uma espada, olhei direito e reparei em seus olhos, era impossível não ser Harry, um homem ruivo um pouco mais alto estava ao seu lado. Draco aproximou-se e encarou o homem — Então? — Não. — Me assustei com sua resposta e a mulher no canto também, sabia muito bem quem era ela. — Rabicho! Leve os dois para as masmorras, preciso ter uma conversa de mulher para mulher. (...) Os gritos da garota tomavam o salão inteiro, enquanto Bellatrix brincava com a varinha tentando descobrir algo. Até que um elfo apareceu ao lado de Harry e Rony.
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