Hana acordou com o celular vibrando sem parar. Mensagens. Chamadas. Notificações empilhadas como ondas. Por um instante, pensou em desligar tudo. Mas respirou fundo e sentou-se na cama. — O dia seguinte sempre chega — murmurou. Abriu a primeira notícia. “Hana Lee rompe o silêncio e muda narrativa.” A segunda: “Coragem ou estratégia? Público reage à coletiva de Hana Lee.” A terceira doeu: “Exposição necessária ou vitimização calculada?” Hana fechou os olhos por um segundo. O mundo tinha ouvido. E, como sempre, estava dividido. Ji-Won entrou no quarto com duas xícaras de café. — Está pesado lá fora — disse, oferecendo uma delas. — Eu esperava — Hana respondeu, sincera. — Verdade não vem com aplausos garantidos. Ela tomou um gole e abriu as redes sociais. Havia mensagens q

