Ji-Won nunca gostou de holofotes. Preferia agir nos bastidores, resolver antes que virasse espetáculo. Mas, ao assistir à entrevista de Yoon-Hee pela terceira vez, algo dentro dele mudou. Não era raiva. Era limite. Ele desligou a televisão e ficou alguns segundos em silêncio. Depois pegou o celular. — Preparem uma declaração — disse ao assessor. — Oficial. Clara. Sem ataques pessoais. Só fatos. — O senhor tem certeza? — a voz do outro lado hesitou. — Isso vai te colocar no centro da narrativa. Ji-Won olhou para Hana, sentada no sofá, exausta, mas firme. — Eu tenho certeza. A declaração saiu no início da noite. Curta. Direta. Irreversível. “Tenho acompanhado em silêncio as recentes manifestações públicas. Permaneci calado por respeito ao processo e, principalmente, à pessoa

