O passado não avisa quando decide reaparecer. Ele não chega com barulho, nem com confronto direto. Às vezes, vem disfarçado de detalhe — uma frase fora de contexto, um rosto conhecido, um cheiro esquecido. Hana percebeu isso quando abriu o e-mail naquela manhã. O remetente não era desconhecido. Também não era alguém que ela quisesse ver ali. O nome piscava na tela como um reflexo antigo que insiste em aparecer no espelho: Seo Min-Jae. Ela não abriu imediatamente. Fechou o laptop. Respirou fundo. Olhou para o anel em seu dedo — não como amuleto, mas como lembrança de escolha. — Eu não preciso correr — murmurou. Ji-Won estava na cozinha, preparando café. Percebeu o silêncio prolongado. — Aconteceu algo? — perguntou, com cuidado. Hana ergueu o olhar. — O passado resolveu testar

