A casa estava silenciosa naquela noite. Não o silêncio tenso dos dias de ataque. Nem o silêncio carregado de expectativa. Era outro tipo — um silêncio que vinha depois do barulho, quando o corpo finalmente entende que não precisa mais se proteger. Hana tirou os sapatos na entrada e ficou alguns segundos parada, sentindo o chão frio sob os pés. Respirou fundo. O ar parecia mais leve. — É estranho… — murmurou. Ji-Won fechou a porta atrás deles. — O quê? — O mundo continuar — ela respondeu. — Mesmo depois de tudo. Ele se aproximou devagar. — Ele sempre continua. — disse. — A diferença é como a gente continua dentro dele. Hana assentiu. Eles não ligaram a televisão. Não abriram celulares. Não comentaram manchetes. Pela primeira vez em muito tempo, não havia nada que precisasse ser ac

