Pré-visualização gratuita Episódio 1.
Hugo Lewis.
- Senhor Lewis certo? - Assinto para a mulher a minha frente. - Me chamo Elly Miller, sou a diretora da Escola. - Assinto, vendo ela me olhar de baixo a cima.
Se ela soubesse do tipo de mulher que eu gosto, não faria isso.
- Vou te mostrar a escola antes que conheça os alunos. - Ela continua falando enquanto caminhamos pela escola. - Então... por que seu interesse em nossa escola?
- Gosto da cidade, aqui tem... - Paro de falar ao sentir um doce perfume que faz meu fetiche mais estranho vir a tona, olho para o lado vendo uma garota sentada com seus amigos, ela rir balançando seus pés abraçada com um coelho de pelúcia estranho, seu sorriso perfeito combina com seus olhos verdes esmeralda e sua bochecha rosada. - ... Belas visões. - Completo abrindo um sorriso, tiro meu olhar do anjo de cabelos loiros antes que alguém perceba.
- Sim, a cidade é grande e cheia de paisagens lindas, a escola faz bastante excursões vai poder aproveitar bastante com os seus alunos. - Assinto.
Dou uma última olhada vendo o momento em que a pequena se levanta e quase cai, sua amiga a segura já preparada.
Estranho.
- Vamos eu vou mostrar a sala dos professores e o banheiro. - Ela sorrir insinuativa.
- Ah sim, obrigado. - Digo me fazendo de desentendido.
Ela me mostra todos os lugares da escola, inclusive os de difícil acesso, mesmo que isso tenha sido interessante para mim, não é pelos mesmos motivos dela.
Elly é bonita, tem o corpo bonito, mas ela não é meu tipo.
Se você está lendo isso creio que não preciso descrever qual o meu tipo.
- Eu vou pedir para uma aluna chamar os outros, pode esperar aqui? - Assinto me sentando na cadeira, ela sai com um sorriso largo, rodo os olhos, essas mulheres.
Na verdade vim a essa cidade para fugir um pouco dos olhares da minha família e me dedicar a procurar por uma companheira que aceite participar dos meus fetiches estranhos, é o que eu mais quero nesse momento.
Vejo garotos e garotas subirem no palco do auditório para se apresentarem apropriadamente, a garota de hoje mais cedo se ajeita meio reciosa, ela parece encomodada com algo.
- Eu vou ser breve... nós estamos recebendo o privilégio de ter um dos melhores professores do país em nossa escola, então eu estou aqui para pedir que se comportem e dêem o maximo de si. - Arquio uma sombrancelha. Elly parece emocionada demais. - Senhor Santnelle, por favor. - Ela chama por mim e eu me levanto pronto para conhecer os jovens rebeldes.
Olho para a garota loira cujo me intriga e me deixa curioso, ela é estranhamente curiosa, pisco surpreso ao ver o momento em que ela tenta se virar para trás para olhar para um de seus colegas, mas acaba pisando errado ou talvez esteja com o pé machucado. Ela cai levando consigo metade do alunos, me aproximo para ver se está tudo bem, percebendo que a turma começa a rir junto com a pequena, aparentemente não é a primeira vez que ocorre. A garota tenta se levantar mas tropeça em alguns de seus colegas o que a faz cair do palco, antes que eu pudesse perceber meu inpulsso foi tentar amenizar sua queda me levando consigo.
- Hummm... - Resmungo por ter batido a cabeça.
Sinto seu pequeno corpo em cima de mim e sorrio internamente, ela não é pesada, só é um pouco desastrada, ela me olha e fico feliz ao ver seu rosto corar, não sabia que nessa escola haviam anjinhos tão lindos.
- Ah G-zuisinhu, desculpa senhor, eu não quelia cair em cima de você. - Ela se levanta e pega em minha mão tentando me levantar, vejo sua careta quando ela pisa com o pé que torceu, parece estar doendo, ouvimos risadas dos alunos e ela abaixa a cabeça envergonhada.
Sua voz mansa e suave parece música para os meus ouvidos, além de sua fofura ao trocar o 'r' pelo 'l'.
- Nina o que significa isso? - Elly puxa seu braço com brutalidade me deixando com raiva ao ver a careta de dor da pequena loira. -Hugo, você está bem? Se machucou? — Ela solta a garota que se mantém cabisbaixa pela timidez.
- Eu estou bem senhorita. - Digo um tanto rude, não gostei do seu comportamento com a pequena, até parece que a menina caiu e se machucou de propósito.
Olho para loira que parece estar morrendo de vergonha, devo confessar que também estaria.
- Nina me espere na minha sala. - Olho para Elly que diz de um modo extremamente rude, os amigos de Nina descem para ajudá-la parecendo preocupados.
- Tenho certeza que não será necessário, creio que tenha sido um acidente. - Falo tentando amenizar o desentendimento e a arrogância da diretora. A pequena parece bem culpada mesmo não tendo culpa de nada.
- Nina peça perdão ao senhor Santnelle imediatamente. - Elly a puxa respirando fundo. Nina se aproxima recebendo meu olhar diretamente em seu pé torcido, sim está doendo com toda certeza.
- Senhor me pedoa, eu vou tenta ser mais cuidadosa, plometo não cair mais cima de você. - Meu coração se parte com sua voz embargada.
As risadas de seus amigos e a voz irritante de Elly a fariam chorar, ela deve estar se sentindo horrível
Eu não deixaria essa pequena chorar por algo assim, tão bobo, a conheço a poucos minutos e já não suporto vê-la chorar. Ela parece uma criança que está levando uma bronca coitada.
Pego em sua maozinha e a puxo para mim abraçando-a reconfortante, ela fica paralizada sem fazer nenhum movimento, pensando bem agora não foi um bom momento para ser sensível, pode causar pensamentos errados no resto dos alunos.
- Você não precisa chorar, está tudo bem, sei que foi um acidente, não foi culpa sua. - Esfrego suas costas enquanto percebo os olhares de todos em nós dois.
A separo de mim vendo seu rostinho vermelho e seus olhinhos agora maiores, ela me olha como se eu tivesse feito o maior ato de carinho do mundo.
Essa garota está bem?
- Torceu o pé? Está doendo? - Pergunto preocupado. Ela assente ainda bem surpreendida.
A pego no colo e vejo seus olhos crescerem ainda mais, ela coloca suas mãos sobre seu peito e me olha completamente vermelha.
- Vou levar ela para enfermaria, ela está com o pé torcido, pode ficar pior se ela continuar apoiando. - Digo olhando para Elly.
- Não acho que há necessidade. - Elly diz cruzando os braços.
Que tipo de diretora ela é?
- Ela está com dor, vou leva-la e já volto. - Caminho até a saida e empurro as portas com as costas, saio de lá e olho para a pequena que está de cabeça baixa. - Qual seu nome? - Ela me olha e abre sua boca mas não sai nada.
Claro que eu já sei, mas isso pode quebrar o gelo e me ajudar a não parecer louco diante de seus olhos.
- Ah... N-Nina... - Ela diz um tempo depois.
- Nina... que lindo nome, digno de um anjinho como você. — Ela abaixa o olhar corada. — Quero que saiba que aquilo foi um acidente, não se preocupe, pois eu não estou bravo. ‐ Ela assente corada.
- Me perdoa eu sou um desastle, desculpa por isso. - Seu jeito fofo de falar me deixa tão curioso sobre sua natureza.
- Você não é uma desastre! Confie em mim, você é uma ótima pessoa Nina, posso dizer isso sem dúvidas, então acredite em mim. - Paro na porta da enfermaria. - O que acha de sermos amigos a partir de agora?
- Ah... eu ficalia muito feliz... - Ela diz segurando minha blusa, um ato de conforto acredito.
Bom saber que a deixo confortável.
Entro na enfermaria a deixando sobre os cuidados da enfermeira da escola que já parecia esperar por Nina.
— Começou cedo hoje, é a primeira vez de quantas? — A enfermeira indaga sorrindo.
— Foi sem queler, vou tomar mais cuidado. — Nina fala suspirando.
O que há com ela?