Dormi tanto tempo, mas minhas pálpebras ainda estão pesadas. Os meus olhos se fecham e me deito na cama. Embora ainda me sinta fraca, não tenho aquela dormência que congelou os meus mem*bros e me congelou por dentro. E eu também quero chorar. O médico disse que era bom que as lágrimas não pudessem ser contidas. Eu nem tento, apenas adormeço em lágrimas. Acordo porque braços fortes e esculpidos estão em volta de mim e pressionados contra um corpo musculoso dolorosamente familiar. — Damião? Tento me virar, mas ele aperta mais os braços. — Durma, querida. Essa é a terceira vez que você acorda, grita e me chama. Se você correr de um lado para outro, nem você nem eu dormiremos o suficiente. Então, vamos dormir. Eu me inclino no seu ombro com alívio. Damião enterra o rosto no cabelo e, em um

