CAPÍTULO 2

1056 Palavras
Samanta (evitando o olhar, nervosa) – Cristian pare com essa obsessão. A Susan seguiu a vida dela, o Richard é um bom homem, ele é o pai que o Noah conhece. Cristian: Pai que ele conhece? Não é a mesma coisa que pai biológico. Você é a melhor amiga dela, Samanta, você estava lá quando eu fui embora, você sabia que ela estava grávida? Samanta (com voz firme, mas as mãos tremendas) - Eu jurei lealdade a minha amiga, não a um irmão que sumiu cinco anos por causa de um contrato de trabalho. Se houver uma verdade, ela pertence a Susan, não a você. Alerta de Samanta... Samanta entra na cafeteria de Susan, o lugar está calmo, mas o clima entre as duas está tenso. Susan está atrás do balcão, limpando uma xícara. Samanta (baixando a voz) – Susan, para um pouco, preciso te falar algo, o Cristian me encurralou hoje cedo. Ele não perguntou só de você... ele perguntou do Noah, direto, sem rodeios. Susan (para de limpar a xícara, as mãos tremendo) – E o que você disse? Samanta por favor, me diz que você não confirmou nada. Samanta: - Eu mantive o pacto, Susan fiquei muda como uma pedra. Mas eu conheço o sangue que corre nas veias do meu irmão. Ele tem aquele brilho nos olhos quando está prestes a ganhar uma causa no tribunal. Ele não vai descansar até descobrir se o Noah é um legítimo herdeiro da família. Ele está fazendo conta dos meses, Susan. Susan: Richard ficou chateado comigo, eu não vou nem comentar o que você está me falando. No escritório da mansão Xavier, o pai de Cristian, um homem austero e observador, chama o filho para uma conversa séria. Ele notou a distração de Cristian desde que voltou para a cidade. SR. Xavier (sentado atrás de uma mesa de carvalho) – Cristian sente-se, eu não te chamei de volta para gerir os negócios da família, para te ver vagando pela cidade como um fantasma, o que está acontecendo? Cristian: - Apenas resolvendo pendências do passado, pai. Coisas que ficaram em aberto quando eu saí daqui a cinco anos. Sr. Xavier: _ Pendências tem nome. E o nome dessa pendência parece ser Susan. Eu vi como você olhou para ela no evento. Mas tem algo mais, não tem? Eu vi você observando aquele menino, o filho dela. Cristian (fica tenso, mas tenta disfarçar): - Ele é apenas uma criança pai. O filho do namorado dela. Sr. Xavier (olha fixamente para o filho) – Não minta para mim. Eu conheço o olhar de um homem que descobriu um tesouro ou uma arma carregada, se existe um herdeiro meu lá fora, eu quero saber. Se aquele menino tem o nosso sangue, ele não pertence à família de um namorado, ele pertence a nós, o que você pretende fazer? Cristian (se levanta) - Eu vou resolver isso pai, vou ver a mãe. No jardim da mansão... O sol estava refletindo sobre o jardim, Helena mãe de Cristian está cuidando de suas roseiras, quando Cristian se aproxima, visivelmente perturbado, após a conversa com o pai. Cristian: O pai está fazendo planos mãe. Ele sente cheiro de um herdeiro a quilômetros. Helena (sem parar de podar) – Seu pai sempre foi um homem de negócios Cristian. Mas negócios não criam crianças. Me diga a verdade... você olhou para aquele menino e o que você viu. Cristian (a voz falha por um segundo) – Eu vi a mim mesmo, mãe. Cada detalhe. Mas a Susan... ela n**a, ela diz que é do Richard. Ela me odeia por ter ido embora. Helena (larga a tesoura e segura o rosto do filho) - O ódio é apenas o avesso do amor, meu querido. Se aquele menino for meu neto, ele não vai crescer longe de nós. Mas você é impetuoso demais, vai assustá-la, deixe que eu cuido disso. Cristian: O que a senhora vai fazer? Helena: Susan tem uma cafeteria, não tem? Eu sempre gostei de um bom café a tarde. Vou conhecer essa moça que só ouvia você falar, ela não sabe quem eu sou... e vou conhecer o pequeno Noah sem advogados, sem escândalos. Apenas como uma senhora interessada em amizade. Dona Helena decide visitar o café... No dia seguinte... Ela não chega como a poderosa matriarca, mas como uma cliente elegante e gentil. Ela entra no café, elogia a decoração e começa a frequentar o lugar todos os dias no mesmo horário, Helena espera o momento em que Susan vai buscar Noah na escola e o trás para o café, ela oferece um doce ao menino. Susan sem saber quem ela é, pois nunca havia conhecido a mãe de Cristian formalmente, começa a baixar a guarda. Samanta chega até o café e encontra a própria mãe brincando com Noah. Samanta entra no café apressada ele vê, em uma mesa de canto, o pequeno Noah rindo enquanto Dona Helena mostra algo no celular, Susan está nos fundos, organizando o estoque. Samanta (o coração dispara) – Mãe? O que você... Helena (Interrompe com um gesto elegante, mas firme, ela faz um sinal de silêncio com o dedo nos lábios, e lança um olhar de comando à filha. Ela volta a sorrir para o menino – Veja só Noah, que foto linda desse cachorrinho, você gosta de animais? Noah – Eu gosto. O tio Richard disse que vai me dá um no meu aniversário. Helena sorri de forma enigmática, mas uma mistura de ternura e posse. Samanta fica paralisada sentindo o suor frio descer pelas costas. O confronto do lado de fora. Helen sai do café calmamente. Samanta a segue e a puxa pelo braço assim que dobram a esquina. Samanta: Você enlouqueceu, mãe? O que você estava fazendo lá dentro? Aquela criança não é um brinquedo, a Susan não merece esse fogo de espionagem. Helena (ajeitando o casaco, mantendo a postura impecável) - Eu não estou brincando, Samanta. Seu irmão está definhando por causa dessa dúvida. Eu precisava ver com meus próprios olhos E agora eu vi... não tenho mais dúvidas. Aquele menino tem o seu queixo e os olhos claros do Cristian. Samanta: - Você não pode simplesmente entrar na vida das pessoas assim. A Susan é minha melhor amiga, mãe! Eu sei tudo o que ela passou quando o Cristian a largou.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR