CAPÍTULO 5

924 Palavras
Cristian (levantando-se abruptamente) - Você o que? Ficou louca mãe? O grito de Cristian ecoou na sala. Ele andava de um lado para o outro, a mandíbula travava. Cristian: - Você não vai contar nada! Se você contar agora, ela pode fugir com meu filho. Ela vai usar o Richard para os manter longe! Eu sou o pai, eu tenho direitos. Samanta: o que é seu? Cristian, ele é um ser humano, não um contrato que você assina e guarda na gaveta! A Susan não é um adversário de negócios. Cristian: - Ela me escondeu um filho por cinco anos. Samanta! Enquanto eu trabalhava dia e noite para construir o império que vocês usufruem, ela me privou de ser pai. Se a senhora abrir a boca agora, mãe eu nunc vou te perdoar, vamos agir com calma, com advogados, e não com sentimentos. Helena olhou dividida entre Cristian para Samanta, dividida entre o amor do filho e a culpa que sentia ao olhar nos olhos de Susan. Cristian estava prestes a retrucar a mãe novamente, o rosto vermelho de indignação, quando o som pesado de passos na escada de luxo, fez o silencio reinar na sala. Alberto Xavier descia devagar, com a autoridade de quem construiu o império que Cristian agora gerenciava. Ele não parecia surpreso, estivera ouvindo a discursão do escritório. Alberto: Já chega, Cristian. Sente-se. O tom de voz não permitia discursões. Cristian obedeceu, bufando. Alberto parou diante da esposa, Helena e depois olhou para Samanta. Alberto: Sua mãe está certa em um ponto, a honra de uma família não se constrói apenas com advogados e processos. Se entrarmos na justiça, agora sem um diálogo prévio, transformaremos a vida desse menino em um circo mediático. E eu não quero o nome Xavier nas páginas de fofocas por causa de uma briga de custódia. Cristian: mas, pai ela mentiu! Ela me privou de cinco anos. Alberto (olhando fixamente para o filho): - E você a abandonou por um contrato de trabalho, não foi? Sejamos justos, Cristian. Ninguém aqui é santo. Ele se voltou para helena, que sustentava o olhar do marido com esperança. Alberto: Helena, eu te dou uma semana. Sete dias. Vá até aquela cafeteria, olhe nos olhos da moça e conte quem você é. Tente fazê-la entender que o Noah precisa do pai, e que nós queremos fazer parte da vida dele de forma amigável. Convença-o admitir a verdade e a nos deixar registrar o menino. Helena (aliviada) – obrigada, Alberto. Eu vou fazer o que é certo. Alberto (interrompendo com a voz gélida) - mas se em sete dias ela não ceder, ou se ela tentar fugir com a criança... Cristian terá minha autorização total. Entraremos com o pedido de DNA. Nós não perdemos um herdeiro por causa de orgulho feminino. Samanta sentiu calafrio. Ela sabia que o prazo de sete dias era uma sentença. Se sua mãe falhasse, a guerra seria total. Naquela manhã o carro de luxo de Helena estacionou a duas quadras da cafeteria. Ela não queria que o brilho de seu status anunciasse a sua chegada antes que suas palavras a fizessem. Dentro o veículo, ela olhava o próprio reflexo no retrovisor retocando o batom com mãos que, pela primeira vez em décadas, tremiam levemente. O pensamento de Helena: Ela sabe, Samanta abriu a caixa de pandora. Agora, Susan não olha mais para mim, como a dona Helena Gentil, ela vai olhar para a mulher que pariu o homem que a quebrou. Como vou pedir perdão dela se eu mesma, no lugar dela, nunca me perdoaria? Helena recordava-se do brilho nos olhos de Noah ao ganhar o doce no dia anterior. A semelhança com Cristian era uma faca de dois gumes: trazia uma alegria imensa, mas uma culpa paralisante. Ele sabe que, se falhasse em convencer Susan na conversa, o marido e o filho transformariam a vida daquela moça em um inferno jurídico. Quando Helena empurrou a porta, o sino tocou. O som, que antes parecia um convite. Agora soava como um alarme. A cafeteria estava vazia, exceto por Susan, que polia o balcão com uma intensidade que revelava seu nervosismo. Susan não levantou o olhar de imediato. Ela sentia a presença de Helena. O silencio durou longos segundos até que Susan parou o movimento das mãos e encarou a mulher a sua frente. Susan (com voz gelada) – O café de sempre, dona Helena? Ou devo chamá-la de senhora Xavier agora? Helena sentiu o golpe. A máscara havia caído. Ela caminhou até o balcão, não com a postura de uma matrona poderosa, mas com os ombros levemente caídos. Helena: Eu não vim pelo café Susan. E eu sei que a Samanta já contou quem eu sou. Eu vim porque... Eu não consegui dormir pensando no que vi ontem. Eu vi o meu neto. Mas também vi a mulher incrível que você se tornou sem a nossa ajuda. Susan: Ajuda? Vocês não ajudaram porque seu filho escolheu um contrato em vez de uma família. E agora, depois de cinco anos vocês aparecem aqui como se fossem donos da verdade? O Noah tem um pai, Helena. O nome dele é Richard. Helena (com lágrimas nos olhos): - Eu sei, e eu não quero tirar isso dele. Mas meu marido deu um prazo ao Cristian. Se eu não conseguir uma ponte entre nós e você, eles vão trazer advogados. Eles vão pedir o DNA. Eu estou aqui para impedir uma guerra, Susan por favor, me escuta. Deve estar havendo apenas um m*l-entendido. Susan: Como assim?
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