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A OBSESSÃO DO TRAFICANTE

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Sinopse

Vitória é uma garota feliz, estudante de medicina e moradora do Leblon. No entanto, a sua vida, que deveria ser como a de uma rainha, se torna um pesadelo quando, aos 18 anos, já enterrou quatro dos seus cinco namorados.

Em uma fatídica noite, bandidos armados entram na sua casa e assassinam seus pais, sequestrando o seu irmão mais velho. Ela decide ir atrás dos sequestradores e acaba em uma favela localizada no subúrbio, local que é completamente dominado por Coringa, um dos bandidos mais cobiçados e sanguinários do rio de janeiro.

• Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

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Prólogo
Vitória — Querida. — Minha mãe entra no quarto. Sua expressão é séria, sua testa está franzida, e ela suspira, fechando a porta atrás de si. Solto os meus livros e olho a hora no celular. São onze da noite, e estou estudando para uma prova importante que ocorrerá amanhã. — O que está fazendo? — pergunta, alisando o meu cabelo. — Estudando. — A encaro. — Aconteceu alguma coisa? — Sim. — Ela suspira, alisando minhas costas e me dando um sorriso tristonho. — O que, mãe? — Franzi a testa. — O Vinícius, minha filha. — Ela me dá um sorriso triste e franze a testa. — O que aconteceu com o Vini? — Pergunto, sentindo meu coração bater com força no peito, quase saindo pela boca. — Ele reagiu a um assalto na Dutra. Foi baleado e morreu. — Ela abaixa os olhos, encarando as próprias mãos. Não. Não. Não. Outro namorado, não. Eu não podia permitir que isso acontecesse de novo comigo. Meu coração batia tão rápido e com tanta força. Eu não conseguia entender nada do que estava acontecendo. Faltava ar nos pulmões, e meus olhos pareciam se fechar e abrir lentamente. Eu sentia como se fosse desmaiar. Meu iPhone tocava alto ao meu lado, e coloquei a mão na testa, me apoiando na cadeira acolchoada do quarto. Eu não podia acreditar que isso estava acontecendo de novo. É o quarto namorado que perco desde os meus quinze anos. Levo os dedos ao telefone e o desbloqueio, torcendo para que isso seja uma brincadeira de mau gosto. Demorei tanto para aceitar alguém na minha vida. Devo ser amaldiçoada mesmo, igualzinho a Beatriz disse. "Amiga, você ficou sabendo?" — Lud. "Sim?" "Não acredito que isso aconteceu de novo." — Vitória. "Não fica assim, amiga!" "O Rio anda muito perigoso, você tem costume de namorar garoto que acha que é de ferro. Não é culpa sua." — Lud. Ludmilla era a minha melhor amiga. Estava sempre ao meu lado. Sempre éramos nós duas. Juntas! Sempre! Nós nos apoiávamos. Ela era meu alicerce, sempre foi. Agora, eu só consigo pensar em como vou chegar à faculdade. Como vou ter coragem? Meu namorado morreu. Mais um. Eles vão piorar o bullying — que antes me impediu de seguir com a minha vida. De duas, uma: ou eu sou muito azarada ou não presto para ficar com ninguém. --- — Boa noite, amor. — Minha mãe beija a minha testa e me encara por algum tempo. Há anos minha mãe não se importava em me colocar na cama, mas hoje... hoje ela fez questão. Comi minha comida favorita e conversei com a família do Vini. Eles estão super abalados, e o pai dele me garantiu que não foi culpa minha. As imagens mostraram que Vinícius parece ter tentado reagir e foi alvejado. Acho isso tão injusto. Ele era um garoto bom, trabalhador. Tinha ganhado o carro do pai de presente de aniversário há um mês. Tive que consolar a mãe dele, que chorava muito e dizia que nunca deveria ter permitido a compra do carro. Infelizmente, tudo aconteceu. Não foi culpa de ninguém. Quero dizer, foi dos malditos bandidos que tiraram a vida do meu branquinho. O Vini era maravilhoso. Eu o amava tanto, ele era um cara maneiro, fazia tudo por mim. Chegava junto em qualquer parada. E eu estou sozinha de novo, com um buraco no peito. O silêncio que vem do corredor é agonizante. Não consigo ficar encarando a porta. A sensação de que alguém está me observando é intensa. Repreendo o pensamento. Não quero saber de assombração aqui. Não mesmo. Que volte de onde veio. Ouço passos no corredor e fecho os olhos, suspirando de alívio. Deve ser o Marquinhos, meu irmão. Ele tem vinte e cinco anos e ainda mora com a gente. Isso não me incomoda. Acho que ele é o melhor irmão do mundo e um ótimo filho. Sempre fazendo as minhas vontades e me tratando como uma princesa. Marquinhos me ensinou que nunca devo aceitar menos do que mereço, e eu acredito nele. Acredito mesmo. Fecho os olhos e solto um suspiro confortável, e então o primeiro disparo. Me sento na cama com brusquidão. Meu coração bate rapidamente, chegando aos meus ouvidos. Minhas mãos tremem enquanto me arrasto para fora da cama, andando em direção à porta do quarto. Ouço passos se aproximando e paro estática no meio do quarto. — Essa não. — Ouço um resmungo. — A próxima. Eu perco o ar e ando até lá, espiando pelo buraco da fechadura. A escuridão não me permite ver nada além de vultos. — A garota deve estar na casa do namorado. — Ouço alguém resmungar, enquanto o som de uma porta sendo arrombada ecoa. Meus pais gritam, e eu tremo, me jogando no chão e me encolhendo ao lado da cômoda. Falas inaudíveis, e então mais dois disparos. Sinto que posso morrer de um ataque cardíaco aqui mesmo. Senhor, me ajude! Lágrimas escorrem pelo meu rosto, e eu tremo. — Leva esse merda. — Alguém diz, enquanto ouço os passos se afastando. Abro a porta devagar, encontrando apenas o corredor vazio. Termino de abri-la e confirmo que eles não estão mais aqui. Saio pelo corredor, engatinhando até o quarto dos meus pais e me estrangulo ao ver a cena mais horrorizante da minha vida. Meu coração bate com tanta força no peito. Eles estão mortos. Mortos. Minha mãe ainda tem os olhos abertos, o rosto virado para mim, mas ela está morta. Marquinhos! Penso, enquanto corro para o seu quarto vazio. Devem ter sequestrado ele. Sinto um arrepio no corpo, e com um misto de coragem, sigo o rastro de sangue. Desço a escada devagar, garantindo que eles não estão mais lá. Meu coração está tão acelerado, mas não consigo me acalmar sob pressão. — Por favor, esteja bem. — Fecho os olhos, sussurrando. Ao sair pela porta aberta, os vidros estão espalhados pelo chão. Sinto o sangue escorrer assim que piso na entrada e mordo com força os lábios, fechando os olhos. Suspiro por alguns segundos e solto o ar pela boca. Dou uma olhada superficial, vendo o sangue escorrendo e manchando o chão. Ouço as portas começando a se fechar e ando a passos largos até o carro. — Vamos logo, p***a. — Ele grita. — A gente tem muita coisa pra fazer ainda. — Eu sei, seu merda. — O outro resmunga, jogando meu irmão para dentro do carro. — Entra aí, seu bosta. Sinto as lágrimas retornarem. Por que estão tratando o Marquinhos assim? Ele é um menino tão bom. Eu preciso fazer alguma coisa. Preciso ajudar ele. Eu preciso. Me espremo contra a parede e me abaixo, andando até o porta-malas aberto. Puxo a lona azul que estava ali e me jogo embaixo, mantendo apenas um dos meus olhos para fora. Observo o garoto andar até mim e prendo a respiração. Ele bate a porta com força e diz qualquer coisa, antes de ouvir as portas se fecharem e o carro entrar em movimento. --- Perco a noção do tempo. Na verdade, sequer sei se foram horas. Mas, em algum momento, o carro parou de andar. Estou encarando o teto, em silêncio. Está frio aqui, mesmo com meu pijama de calça comprida e mangas longas. Meus dentes batem. Ouço o gemido do meu irmão mais uma vez e sinto vontade de correr, mas não consigo. Não consigo porque estou presa aqui. Me sinto uma i****a. Limpo uma lágrima que escorre pelo rosto, fungo, engulo em seco e lambo os lábios, fechando os olhos. O cansaço me toma por completo. Não me lembro bem, mas, em algum momento, adormeço.

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