CAPÍTULO 05

1462 Palavras
CAPÍTULO 05 CHARLOTTE BECKER Começo a arrumar minhas coisas em meu quarto, que para a minha surpresa, é bem maior que a sala da minha casa, as cores são neutras para poder decorar da forma que quiser. Já tinha colocado minhas roupas do closet e só faltava organizar meus livros. Sou apaixonada por romances, um que amo é Amores Verdadeiros da autora Taylor Jenkins Reid. Saio dos meus devaneios com batidas na porta, digo que pode entrar e uma moça com o uniforme dos demais empregados entra. Ela é jovem, n***a, olhos pretos, cabelo enrolado e cumprido, um ar de simpatia incrível. — Desculpe se estou incomodando, é que a Duquesa me pediu para vir te ajudar com a mudança e com o que mais precisar, ela terá que voltar para Augustenborg. — Não precisa se preocupar, eu já arrumei tudo, só falta meus livros. — Nossa, você gosta mesmo de livros, dever ter dezenas aqui.— balanço a cabeça com um sorriso no rosto. — Os livros me ajudam a fugir um pouco da realidade, alguns usam drogas, eu uso a literatura.— ela ri. — Cada um com a sua fuga. A propósito me chamo Hela Larsen, sou encarregada de supervisionar os jardins, as flores e assim por diante. — Me chamo Charlotte Becker. Você trabalha aqui a muito tempo? — Minha família trabalha pra família real a gerações, minha mãe é a governanta e meu pai é o chefe da guarda real, meu irmão me ajuda com as tarefas, nós somos gémeos. — Uau, isso é ótimo, e vocês gostam de trabalhar aqui? — Somos felizes aqui, o pai da Vossa Majestade pagou meus estudos e os de meu irmão.— fico bem surpresa por essa revelação? — Sério?! — Sim, eu e meu irmão nos formamos em Bôtanica. — Se me permite perguntar, porque o antigo rei fez isso? — Ele fez isso com todos os filhos dos funcionários, alguns que se formaram optaram por continuar aqui e outros explorar o mundo a fora e exercer suas formações em outro lugar.— ela conseguiu me deixar ainda mais surpresa. — Nossa! Isso é maravilhoso, se todos os países tivessem reis assim, o mundo poderia ser menos pior.— ela balança a cabeça em concordância. — Ai bem que o rei Claus herdou essa bondade do pai, em tão pouco tempo no trono ele já fez muito pela população.— um sorriso bobo surge em meus lábios. — Sim, ele é incrível mesmo, graças a ele meu irmão conseguiu entrar em uma lista de esperar para uma cirurgia importante que pode faze-lo voltar a andar. Armin foi atropelado a um tempo e perdeu os movimentos da perna, mas os custos da cirurgia e fisioterapia eram demais. Todo o dinheiro que tinhamos usamos para pagar o tratamento de cancêr do meu pai, porém não funcionou. — Eu sinto muito, deve ser uma situação bem complicada.— ela se acomoda em uma poltrona no canto do quarto. — Eu devo muito a Sua Majestade, ele me estendeu a mão quando mais precisei. — Posso perguntar uma coisa? Mas se não quiser responder, vou entender. — Claro. — O seu problema no pé, eu vi que manca um pouco, isso é de nascença? — Sim, os médicos disseram que as chances de fazer uma cirurgia e meu pé ficar normal eram mínimas, talvez a cirurgia poderia agravar meu caso, então decidimos por não fazer.— falar sobre a minha deficiência não me incomoda, o que me chateia são os olhares de pena e os insultos que ouço muitas das vezes. — Isso não perece te incomodar e isso é bom, aprendeu a conviver com isso. — O lado bom disso é que nunca vou precisar usar um salto.— ela tampa a boca para não ri. — Isso foi pesado.— começo a ri e a mesma não consegue se segurar. — Tento ver sempre o lado bom de tudo, então vá se acostumando. — Pode deixar. **** Termino de esfregar a última parte do chão do escritório da Sua Majestade, Hela me disse que eu poderia começar quando eu quisesse e como ainda era de dia não via m*l algum em começar logo hoje. Só que eu acabei me empolgando, comecei a tirar pó de tudo, depois aspirando pó no chão e por fim esfregar o chão de laminação. Antes de começar a fazer isso, tive que perguntar a melhor forma de limpar esse tipo de piso, e é praticamente igual a forma como faço com o que á lá em casa, detergente neutro, água e a única diferença é o pano de chão que tem que ser de microfibra. A limpeza sempre foi algo que gostei de fazer, ouvindo música é melhor ainda, entretanto, esqueci meus fones de ouvido na casa da minha mãe. Poderia só ter posto no celular, mas fiquei com medo de alguém ouvir e achar r**m. Ouvir seria bem complicado já que todos os cómodos são enormes e bem longes um do outro, em especial o escritório de Vossa Majestade. Bom, então acho que não haveria problema. Caminho até o meu celular e escolho Angels Like You da Miley Cyrus e começo a cantarolar. Eu sei que você é errado para mim Vou desejar que a gente nunca tivesse se conhecido no dia que eu partir Eu te coloquei de joelhos Porque dizem que o sofrimento adora companhia Não é sua culpa eu estragar tudo Não é sua culpa que eu não sou o que você precisa Amor, anjos como você não podem voar para o inferno comigo Eu sou tudo o que eles disseram que eu seria La, la, la Eu sou tudo o que eles disseram que eu seria Gostou das músicas dela, além da voz da Miley ser um espetáculo a parte. Continuo com meu trabalho cantado cada palavra com vontade sem medo de alguém ouvir. Até a letra da música finalizar, eu limpo o chão com animo e alegria, pensando nas possibilidades que vou ter. Vou poder da tudo a minha mãe e Armin o que o papai nos dava, na falta dele, eu por se a mais velha, devo cuidar deles e agora com esse emprego que vai me pagar muito bem, posso de repente voltar as minhas aulas de música. — Nunca vi uma pessoa tão feliz em limpar um chão.— me assunto com uma voz rouca, olho para a direção de onde ela reverberou e vejo Claus encostados na porta me observando e p**a que pariu, o homem ta sem camisa. Isso é demais, é demais mesmo. — Vo...Vossa...Ma...— p***a! É díficil demais falar olhando para esse peitoral gostoso. Porque ele tinha que ser tão lindo?! — Já passa das oito da noite e Hela me falou que não saiu daqui.— pisco meus olhos várias vezes em surpresa. Oito horas da noite?! Uau, nem vi a hora passar, antes de vir pra cá eu só comi algo. — Eu gosto de finalizar o que começo.— finalmente digo algo sem gaguejar. — Devo reconhecer, está tudo bem limpo, fez um bom trabalho, mas acho que está na hora de ir comer algo e descansar.— ele começa a se aproximar. Colo o pano dentro do balde e deixo no canto junto com o detergente, me levanto do chão e vou até meu celular, desligo a música e ainda com vergonha por ter sido pega em um momento tão distraído, olho para ele. Olhando de mais perto, posso ter a nítida visão de como seu peitoral é largo, definido e com alguns cabelos, mas nada exagerado, são bem ralos e dão um charme, também pude perceber uma tatuagem no ombro e no braço, algo que me deixa um pouco surpresa, a sociedade é um pouco chata, ainda mais a realeza. Mas tudo isso só colaborou para deixa-lo mais lindo. Porra! — A Hela é uma moça muito boa, gostei bastante dela.— tento mudar de assunto para distrair a minha mente, mas é difícil com ele chegando mais perto. — A família dela é fiel a família real a anos, e meu pai tinha admiração por ela e seu irmão por serem tão focados em seus objetivos e amar o que fazem.— balanço a cabeça em concordância, sem saber o que exatamente devo dizer.— Minha tia voltou para Augustenborg e fiquei sem companhia para o jantar.— ele estende sua mão para mim e eu me sinto a moça mais sortuda do mundo de ter toda essa atenção de um rei.— Me daria a honra de jantar comigo, Srta Becker?— arregalo meus olhos. Jantar com o rei?! Definitivamente é algo que se alguém tivesse me dito que ia acontecer, eu diria para internarem.
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