Tula A dor vinha em ondas — ardente, aguda, insuportável. O som de sua própria respiração entrecortada ecoava no galpão úmido e m*l-iluminado. Tula tentava manter os olhos abertos, mas a vista turva vacilava entre luz e escuridão. — Fala logo, sua teimosa — o homem ao seu lado rosnou enquanto puxava brutalmente sua mão. Ela sentiu a lâmina deslizar sob a unha. Um arrepio percorreu seu corpo — e então dor, pura dor, invadiu tudo. Tula gritou. Não por covardia, mas porque ninguém conseguiria suportar isso em silêncio. O homem olhou para o outro presente na sala — Edward, o pai do Robert — e sorriu com aprovação. — Ela não vai falar nada— disse o torturador, limpando as mãos. — É forte, igual ao filho. Edward estreitou os olhos. — Ela vai quebrar. Todos quebram. Ele se aproximou

