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Era sexta à noite e estava confortável no sofá com meu amado namorado enquanto um filme qualquer passava na TV. Sendo sincera não estava prestando atenção, já que Gabriel brincava com meus cabelos e isso estava me dando sono. Seu peito também era um travesseiro confortável, então estava difícil me manter acordada.
—Tenho um convite para ti —disse ele, quebrando o silêncio.
—Hmm —resmunguei para ele saber que estava escutando, apesar de continuar com os olhos fechados.
—Meu irmão chega amanhã —continuou ele —Vamos fazer um almoço de comemoração para ele. Você pode ir?
O irmão mais velho de Gabriel estava estudando fora do país há quase 8 anos. Não lembro bem qual era o país. EUA ou Canadá. Era algo entre os dois. Isso significava que ele era o único m****o da família que eu não conhecia ainda, apesar de fazer 3 anos que namorava Gabriel.
—Não seria estranho eu ir? —questionei —Parece ser um momento em família.
—Você é da família, Layla —recriminou ele.
—Não, não sou.
—Não por falta de tentativa minha —resmungou ele.
Gabriel já havia me pedido em casamento algumas vezes, mas tinha o feito mudar de ideia, já que casamento é coisa séria. O que tínhamos atualmente era tão bom. Nos víamos todo final de semana, ficando juntos de sexta à noite até domingo à noite, às vezes até segunda de manhã. Saíamos juntos, até viajava com a família dele de vez em quando. Isso tudo já é suficiente. Para que complicar nossas vidas?
—Acho que seus pais vão preferi que seja só à família —continuei ignorando o que ele disse. Não queria discuti novamente sobre isso —Afinal fazem 8 anos que não veem o filho.
—Na verdade, foi a mamãe que mandou te convida —disse ele —Também convidou várias pessoas da família e amigos do meu irmão.
—Ah —foi tudo o que disse.
—Vem comigo —pediu ele —Adoraria te apresentar ao meu irmão. Ele é incrível.
Gabriel sempre falava com muita admiração de seu irmão mais velho, o que mostrava que eram bem próximos. Acho que o fato deles terem apenas um ano de diferença ajudou muito nisso, já que, apesar de demonstrar que ama, Gabriel não era tão próximo de seu irmão mais novo, Eduardo, de 18 anos ou sua irmã, Paula, de 16 anos.
—Ok, eu vou —concordei por fim. Não precisei levantar o rosto para saber que ele sorria, isso me fez sorri também. Gostava de fazê-lo feliz —O que eu devo levar?
—Só você, amor —disse ele e bati em seu peito de leve.
—Não posso chegar de mãos vazias, Gabriel —reclamei levantando a cabeça de seu peito para o encarar —É falta de educação. Quantas vezes tenho que te dizer isso?
Minha mãe quem me ensinou isso, sempre que for comer na casa de alguém levar alguma coisa, nem que seja o refrigerante ou uma sobremesa, mas nunca chegar de mãos vazias.
—Mas... —só o meu olhar o fez parar —Nos passamos na padaria e compramos alguma coisa amanhã, está bem?
—Ok —voltei a deitar minha cabeça em seu peito.
—Você e suas manias —resmungou ele.
—Você ainda não viu nada —disse fechando os olhos.
—Adoraria ver —comentou ele suas mãos alisando minhas costas —Quero conhecer todos os seus lados.
—Quer nada —suas mãos encontraram a barra da minha blusa e ele a puxou para cima —Nem eu quero ver todos os meus lados.
—Não importa quão chata você seja, eu ainda vou te amar —seus dedos encontraram o fecho do meu sutiã e ele o abriu —Até as partes que você não gosta.
—Eu estava assistindo o filme, sabia? —foi tudo o que disse enquanto ele nos virava no sofá, ficando por cima.
O ajudei a retirar por completo minha blusa e o sutiã, os soltando no chão, ficando nua da cintura para cima. Gabriel olhou para meus s***s com admiração e desejo. Não importa quantas vezes ele me visse nua, seu olhar era sempre o mesmo. Isso sempre me deixava confiante, então não tinha vergonha de ficar nua em sua frente.
—É mesmo? —questionou ele sorrindo malicioso —E sobre o que é o filme?
—É... —ele me beijou.
—É..? —incentivou ele dando leves mordidas em meus lábios.
—...sobre... —seus beijos desceram por meu queixo, pescoço.
—Sobre? —continuou descendo.
—Você está me... —seus lábios encontraram um mamilo e ele o sugou, me fazendo gemer —... distraindo.
—É mesmo? —desceu a mão por minha barrida até parar no cós de meu short —Eu devo parar?
—Não —falei mais alto do que esperava e ele riu.
—Você que manda, amor —disse ele puxando meu short para baixo junto da minha calcinha.
Depois disso, não trocamos mais nenhuma palavra. Era impossível até pensar quando Gabriel me tocava, quanto mais pronunciar frases coerentes.
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—Você acha que seu irmão vai gostar de mim? —questionei Gabriel quando estávamos dentro de seu carro.
Faltava apenas alguns minutos para conhecer seu irmão e o nervosismo finalmente bateu. O que faria se ele não fosse com a minha cara? Se pensasse que não sou boa o bastante para seu querido irmão mais novo? Sei que Gabriel não terminaria comigo por causa disso, entretanto seu irmão era muito importante para ele e seria muito complicado se não conseguisse ganhar a afeição dele. Me dava bem com os pais e os outros irmãos, não queria ter problemas justamente com o irmão preferido do meu namorado. Talvez só estivesse preocupada demais.
—Não tem motivos para ele não gostar de você —disse ele e pegou minha mão, depositando um beijo nela —Também não importa. Eu te amo e isso é o que importa.
—Eu também amo você —disse ficando mais calma.
—E todo o resto da minha família já ama você —relembrou ele e sorri.
—Quem não amaria uma pessoa maravilhosa como eu —brinquei.
—Exatamente —concordou ele —Esse é o pensamento amor.
Gabriel passou o resto do caminho me contando coisas sobre seu irmão, sobre sua infância juntos, como se metiam em encrencas e que Daniel sempre o protegia, normalmente levando a culpa pelos dois. Ele parecia ser um garoto maravilhoso pelo que Gabriel contava e já gostava dele por cuidar tão bem do menino que eu amava. Também admirava essa relação dos dois. Eu sou filha única, então não sei como é ter irmãos, nem alguém com quem você possa contar. Deve ser bom.
Não demorou muito para chegamos à sua casa e todo o nervosismo que havia passado, voltou com tudo quando olhei para a porta, onde minha sogra já estava recebendo um de seus convidados. Como Gabriel havia falado, teria muitas pessoas. A família dele gostava demais de fazer festa, então aproveitavam todas oportunidades para comemorar.
—Relaxa, amor —Gabriel falou vendo o nervosismo em meus olhos e lhe dei um sorriso hesitante.
—Certo —concordei.
Saí do carro e esperei ele dar a volta no carro para pegar sua mão, antes de me aproximar da porta. Precisava de seu apoio para não desistir de entrar e correr para casa. Ele parecia saber o que pensava, já que apertou minha mão e sorriu para mim.
—Layla —Dona Helena falou animada ao me ver.
A mãe de Gabriel tinha quase 50 anos, mas daria 30 anos fácil a ela. Estava sempre com um sorriso caloroso no rosto e todas vezes em que a vi estava de bom humor. Talvez isso ajudasse a deixa-la mais jovem. Ela sempre me tratava muito bem, mesmo que todos tenham me dito que a sogra sempre é a mais difícil de lidar ao começar a namorar.
—Dona Helena —a cumprimentei com um abraço —Como a senhora está?
—Estou bem, querida —disse ela ao retribuir meu abraço —E você? Nunca mais apareceu por aqui. Já disse ao Biel para não te manter só para ele.
—Estou bem —olhei meu namorado por cima do ombro e novamente para minha sogra —É mesmo? O Biel sempre fala que não sou bem vinda.
—Artur Gabriel! —sua mãe o repreendeu, me fazendo sorri. Ela dificilmente o chamava pelo nome completo e meu namorado me confidenciou que sempre estremecia quando isso acontecia, já que isso sempre significava que ele estava com problemas.
—É mentira dela, mãe —ele se defendeu.
—Eu trouxe uma delícia de abacaxi —falei entregando a embalagem para ela para a distrair da brincadeira.
—Já disse que não precisa trazer nada, Layla —disse ela. Apenas sorri e ela pegou a embalagem das minhas mãos —Me deixa colocar isso na geladeira e você dois podem se juntar ao pessoal no quintal.
—Você não vale nada —ele disse assim que sua mãe saiu.
—Não resisti, Biel —disse olhando para ele com uma cara inocente —Adoro como você ainda parece ter 8 anos quando está perto da sua mãe.
—Não me chame assim —reclamou ele, então se aproximou de meu ouvido —Eu prefiro que me chame da mesma forma que chama quando estou entre suas pernas.
—Gabriel! —reclamei sentido minhas bochechas esquentarem e ele sorriu, convencido.
—Não é assim que me chama não —bati em seu ombro, o que fez seu sorriso aumentar —Vem.
Me puxou em direção ao quintal de sua casa e os primeiros ao ver nossa chegada foi seus irmãos mais novos que correram para me abraçar e me encherem de perguntas sobre o porquê de não ter aparecido mais. O pai de Gabriel era mais reservado e apenas me cumprimentou com um aperto de mão, mas, da sua própria maneira, demostrava que era bem vinda em sua casa. Essa sensação era boa, me fazia sentir parte da família, tão diferente da forma que me sentia em minha própria família.
—Ah, então meu irmãozinho finalmente arrumou uma namorada —escutei a voz vindo de trás e meu coração acelerou. Essa voz...
—Daniel —escutei meu namorado gritar, mas continuei de costas.
Não seria possível, seria? Eu deveria estar enganada. Eu tenho que está enganada. Fazia quase 8 anos, como ainda poderia me lembrar da voz dele? É, é claro que estou enganada. Devo está me confundindo.
Quando escutei chamarem meu nome, me virei, meus olhos indo automaticamente para o homem ao lado do meu namorado. Ele era uns 5cm mais alto que Gabriel, seu rosto estava mais envelhecido, uma barba contornava seu queixo e seu corpo tinha ganhado mais forma, estava mais musculoso, diferente do rapaz magro que um dia eu conheci, mesmo assim, conseguia o reconhecer. Infelizmente, eu não estava enganada. Quem estava na minha frente era Guilherme, o garoto que um dia eu amei e que jurei que odiaria pelo resto da minha vida.