— O meu pai vai me matar — comentou Gabriel quando entrava no seu carro. — Vou ajudar ele — resmunguei enquanto abria a porta do passageiro. Antes de entrar, os meus olhos foram para a casa ao lado por um segundo, mas me obriguei a desviar o olhar. Ele já deveria ter saído faz tempo. Acomodei-me no banco do passageiro e coloquei o cinto, antes de olhar na direção de Gabriel, que também terminava de colocar o cinto. Ele iria me deixar no trabalho, já que faltava apenas 20 minutos para dar a hora de entrada e tinha apenas 5 minutos de tolerância. Esperava que desse tempo. Se perdesse uma manhã, teria um dia inteiro descontado e isso fazia falta no fim do mês. — Mas eu vou morrer feliz — ele respondeu por fim. Sorriu sacana para mim e acabei por sorrir também. — Você não presta. — M

