capítulo 07-LUA DE MEL IMPROVISADA

1425 Palavras
BRUNO Bruno:-Obrigado pelo jantar Rosa:- Eu só esquentei, estava tudo pronto Bruno:- Não pela comida, mas por conversar comigo como antigamente-Ela suspira, e não quero deixa-lá desconfortável, afinal teremos mais um embate na hora de dormir. Me levanto e ela me ajuda com os pratos, coloco tudo na lava-louças, antes de retornarmos ao quarto. Rosa entra em nosso quarto, o que me dá um pouco de alívio, ela se troca no closet, e escova os dentes, faço o mesmo, quando saio do banheiro ela não está, e eu sei muito bem para onde ela foi, pego o edredom da cama e vou para o quarto ao lado. Rosa:-O que esta fazendo aqui? Bruno:- Eu disse que não dormiria longe de você e não vou. Rosa se senta na cama, me olha com os olhos semi cerrados. Rosa;-Teremos esse embate todas as noites?-Me deitei ao lado dela, como se nada tivesse acontecido. Bruno:- Se você não reclamar todas as noites, não teremos, bom se acostumar de que vai dormir ao meu lado. Ela estava furiosa, eu podia sentir, mas se deitou esmurrando os travesseiros, não consegui conter o sorriso, e adormeci satisfeito com o cheiro dela. Acordei na madrugada sentindo um peso no meu peito, minha esposa estava tendo um pesadelo, ela se mexia e virava na cama, algumas vezes suas pernas estavam por cima das minhas, abracei Rosa, e acariciei seus cabelos, ela foi se acalmando aos poucos, e adormeceu deitada no meu peito, o cheiro de Rosa invadiu meus sentidos, suas curvas suaves coladas ao meu corpo, sua respiração suave, Rosa tem o poder de me levar ao céu, e ao inferno em alguns segundos, nesse momento me sentia no inferno, deslizei a ponta dos dedos pelos seus braços, sentindo o calor do seu corpo, fechei os olhos, tentando absorver o máximo desse momento, não é o que quero, queria tomar essa mulher em meus braços e faze-lá de fato minha, mas sei que além de estar decepcionada comigo, ela tem seus traumas, seus medos são profundos, então terei que me contentar com esse momento, que é bem mais do que eu esperava para essa noite. ROSA Tive um pesadelo com minha família, ou melhor, com os pais que só me magoaram, me senti desesperada, eu fugia do meu pai, quando me escondi dentro do armário, senti alguém me abraçar, naquele momento me senti segura e sai do meu pesadelo como por mágica. Acordei me sentindo relaxada, mas meu corpo estava quente, senti que estava deitada sobre algo duro, minha mão percorreu aquela superfície era quente, firme e macia, foi quando me dei conta de que aquilo não podia ser os travesseiros e abri os olhos, eu estava deitada no peito de Bruno. Olhei para cima devagar, e ele estava sorrindo, me afastei puxando os lençóis até a altura do peito. Bruno:-Bom dia, esposa Rosa:- Por que não me acordou? Bruno:- Você parecia tão relaxada, que resolvi te deixar dormir Rosa:- Podia ter me empurrado Bruno:- Eu jamais faria isso com a minha pequena flor-Revirei os olhos enquanto ele ria, me levantei e fui direto ao banheiro, sentindo meu rosto queimar de vergonha. Eu podia sentir os olhos dele em mim, fechei a porta e me encostei nela levando a mão ao peito, minha respiração estava irregular e eu nem mesmo sabia o porquê. Quando saiu do quarto, ele não estava mais, a mesa do café dá manhã estava sendo posta, entrei na cozinha sentindo o cheiro de café fresco e para minha surpresa era o Bruno quem preparava o café, ele estava de cabelo molhado e apenas de calça de moletom, provavelmente tomou banho no quarto de hóspedes, entrei em transe quando ele se virou sorrindo, Deus que homem lindo, eu poderia reclamar de tudo, menos dessa visão matinal. Bruno:- O café da manha está quase pronto.- Me sentei piscando algumas vezes até recobrar a sobriedade, o que esta acontecendo comigo? Rosa:- Onde esta a Greta? Bruno:- Dei o resto dá semana de folga aos empregados. Rosa:- Não sabia que você cozinhava Bruno:- Não posso dizer que seu cozinhar, mas me viro, pelo menos meu café é bom. Bruno trouxe dois pratos com ovos, bacon, e pão, voltou ao balção e voltou com duas xícaras e uma garrafa de café, provei o café e estava realmente bom. Rosa:- O café está uma delícia Bruno:- Que bom que gostou Rosa:- Pode deixar que faço o almoço Bruno:- Eu te ajudo Rosa:- Você pode cuidar dos seus assuntos, só vai me atrapalhar na cozinha Ele dá uma gargalhada, e continua bebendo seu café. Depois que terminamos coloco a louça na máquina, Bruno, vai para o quarto e volta, vestido com calça jeans, camiseta preta e botas. Bruno:-Vou dar uma olhada lá fora e cuidar dos bichos, volto logo para te ajudar com o almoço Ele é bem teimoso, então resolvi não contestar, mas ele iria descobrir que posso ser mais teimosa que ele. BRUNO Eu estava animado, dormir ao lado da minha Rosa me fez bem, e dar folga as empregadas foi uma ótima ideia, será um tempo precioso para que possamos estar juntos, cuidei dos bichos e de uma cerca que estava quebrada, quando olhei para o relógio me dei conta que já estava tarde e precisava ajudar minha Rosa com o almoço, quando cheguei na varanda senti um cheiro delicioso, ela já deve ter começado a fazer o almoço, quando entrei ela colocava a mesa. Rosa:- Lave as mãos e pode se sentar, o almoço está pronto. Bruno:-Por que não me esperou, para te ajudar? Rosa:- Porque não era necessário. Eu não quis discutir, não era realmente necessário por um assunto tão pequeno, mas entendi que ela queria fazer um pouco de pirraça, ao contrário do que ela pensava, achei fofo, comecei a rir e ela fez um bico me olhando feio, que vontade morder sua boca, suspirei e fui para o banheiro me lavar. Voltei a mesa mesa e ela já estava sentada, ainda um pouco emburrada, eu só conseguia olhar essa mulher com adoração. Rosa:- Porque ainda está rindo? Bruno:- Não estou rindo, estou sorrindo, porque esse bico que faz quando está brava é fofo Rosa:- Eu não faço bico- Disse servindo o próprio prato, me adiantei e me servir, não quero que ela ache que isso é uma obrigação, quero que seus atos sejam por carinho ou amor, o que pretendo conquistar aos poucos. Rosa:- Você não precisa trabalhar essa semana? Bruno:- Tirei esses dias para estar com você, deveríamos estar em lua de mel.-Ela me olha, e coloca uma garfada de comida na boca.-Você gostaria de viajar para algum lugar?-Por um breve momento vi um brilho em seus olhos. Rosa:- Eu gostaria muito de conhecer a Argentina, mas precisamente Buenos Aires-Eu ouvia com atenção enquanto comia. Bruno:- Algum motivo em especial? Rosa:- Buenos Aires é a capital do tango-Franzi a testa olhando para ela Bruno:-Não sabia que você dançava tango, gostaria de te ver dançar. Rosa:- Você vai ter a oportunidade em um mês, me inscrevi em um campeonato. Alguém dentro de mim gritava que eu odiaria, mas eu não sabia o que, então resolvi ficar em silêncio sobre esse assunto por enquanto. Bruno:-Quer ir? Rosa:- Onde? Bruno:- Buenos Aires Rosa:- Você está falasério?io?- Senti que tinha acertado pela primeira vez hoje, e me senti feliz com isso, os olhinhos brilhantes dá minha pequena e seu sorriso iluminado, me traziam paz. Bruno:-Termine seu almoço, vou fazer alguns arranjos enquanto você faz suas malas. Eu sorri vendo o olhar incrédulo dela, Rosa estava paralisada, os olhos fixos em mim. Bruno:- Vamos, ou a comida vai esfriar, coma-Ela começou a comer de forma automática, terminei de comer, e coloquei minha louça na máquina- Vou ao escritório resolver a viagem. Eu estava saindo dá cozinha quando senti suas mãos delicadas segurando meu braço. Rosa:- Você esta falando serio?-Caminhei em sua direção e ela deu alguns passos para trás até que suas costas encostaram na parede, me abaixei e sussurrei em seu ouvido. Bruno:- Eu nunca brinco com coisas sérias, se isso é importante para você, é importante para mim. Me afastei e percebi seu corpo tremendo levemente, satisfeito com o efeito que causei, fui para escritório e liguei para pessoa que com certeza poderia fazer tudo acontecer em tempo recorde, minha irmã Emily, e como eu imaginava, ela me disse para fazer as malas e ligar para ela em duas horas. Subi as escadas e encontrei uma Rosa extremamente animada, arrumei minhas coisas em silêncio, não queria quebrar a emoção do momento.
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