CAPITULO 08 -JATINHO

1310 Palavras
MINHA ROSA CAPITULO - 08 JATINHO ROSA Três horas depois eu estava em um jatinho rumo a Buenos Aires, um dos meus sonhos secretos. Eu me sentia como uma criança ganhando um brinquedo novo, Bruno estava me proporcionando algo que nunca achei ser possível. Minha empolgação estava a mil e eu só conseguia pensar que precisava agradecer ao homem ao meu lado, mas não sabia como. Rosa:- Bruno-Ele me olha com um leve sorriso, e não consigo deixar de pensar serem raras às vezes que o vi sorrir para as pessoas, mas ele sempre tinha um lindo sorriso para mim. Bruno:-Precisa de alguma coisa? Rosa:- Eu queria te agradecer, sei que dizer muito obrigado é muito pouco para o tudo isso que você esta me proporcionando...-Bruno levanta a mão me fazendo calar Bruno:- Não quero que me agradeça, você é minha esposa, minha Rosa, e farei tudo para te ver feliz, é por favor antes de falar que esse casamento não é de verdade, se lembre o que te disse antes. Ele havia me dito que para ele era um casamento real, isso me faz calar, eu não sabia o que dizer. Me concentrei na paisagem lá fora, Bruno se levantou indo para parte de trás, logo retornou com um copo de suco para mim, eu não tinha o costume de viajar de jatinho, então fiquei olhando lá para trás, estava curiosa e ele percebeu. Bruno:- Venha, vou te mostrar como é lá atrás-Me senti maravilhada, atrás dá porta havia uma pequena cozinha, uma moça estava lá preparando alguns lanches, ela sorriu para mim muito simpática, Bruno segurava a minha mão, depois dá cozinha havia uma porta, e lá dento um quarto. Rosa:- Não imaginei que era assim? Bruno:- Se quiser descansar pode ficar a vontade, ali tem um banheiro, e ninguém vai entrar aqui. Eu estava um pouco cansada, com toda a excitação do dia, e seria uma viagem longa, cerca de 16 horas, me deitei, e logo adormeci. BRUNO Depois de alguns minutos retornei, queria saber se Rosa estava bem, ela dormia tranquilamente, me sentei ao lado dela, sua beleza é incomum, o tipo de menina que captura olhares por onde passa, e com o passar do tempo estava ficando cada vez mais bonita. Passei os dedos pelos lindos cabelos, macios e cheirosos dá minha esposa, bem devagar me deitei e fiquei bem próximo ao seu rosto, observei sua respiração suave e o cheiro de menta que exalava, sua pele macia com cheiro de flor, respiro profundamente, sinto ela se movimentando na cama e fecho meus olhos, sinto suas mãos suaves nos meus cabelos, e preciso me controlar para não sorrir, de tanta alegria. Suas mãos pequenas e quentes, passaram pelo meu rosto, contornaram meus lábios, queria beijar seus dedos, suas mãos, todo seu corpo. Me movimento um pouco, não aguentava mais sentir seu toque, sem poder retribuir, lela retirou as mãos e eu abri os olhos lentamente. Bruno:- Oi Rosa:- Oi- Ficamos nos olhando por alguns minutos Bruno:-Descansou um pouco? Rosa:- Sim, você também estava cansado? Bruno:- Um pouco sonolento, tem problema eu ter deitado ao seu lado? Rosa:-Você já dorme comigo todos os dias mesmo, qual o problema-Ela dá de ombros e depois volta a mesma posição, suas mãos postas embaixo do rosto, seus olhos azuis fixos em mim. Bruno:- No que esta pensando? Rosa:- Que estou feliz Bruno:- Mesmo casada comigo? Rosa:- Você tem sido bom para mim, e mesmo dormindo juntos todas as noites, nunca me forçou a nada, esta me levando para realizar meu sonho, eu tenho uma empresa, dou aula para crianças maravilhosas. Eu gostaria de ouvir que ela estava feliz por estar ao meu lado, mas já é um começo. Bruno:- Temos muito a agradecer, também estou feliz Rosa:- Pelo que?-Seus olhos brilhavam Bruno:- Sou feliz pela família maravilhosa que tenho, mas acima de tudo por ter você ao meu lado, mesmo que isso não seja totalmente do seu agrado-Para minha surpresa ela sorri, sinto o ar sumir dos meus pulmões, porque sou tão louco por essa mulher. Me levanto antes de fazer uma besteira, dou um leve sorriso para ela, que me segue com o olhar. Bruno:- Eu pedi para prepararem o jantar, você esta com fome? Rosa:- Um pouco-Sai apressado do quarto e acho que ela percebeu meu nervosismo. Verifiquei e o jantar estava pronto, fui a cabine do piloto e conversei um pouco com ele e com o segurança, antes de voltar ao quarto. Bruno:- Você gostaria de jantar aqui? Rosa:- Podemos?-Ela se levantou e parou na porta do banheiro. Bruno:- Claro que podemos, se quiser pode tomar um banho antes-Ela me olha surpresa e liga a luz olhando lá para dentro, se vira sorrindo e balançando a cabeça, como uma menininha. Rosa:-Onde estão as malas?-Abro um dos armários e retiro a mala dela colocando na cama, sai para que ela se sentisse mais a vontade. Depois de algum tempo ela saiu com os cabelos molhados, usava um vestido fresco conforme o calor que fazia. Bruno:- Já ia levar o jantar Rosa:- Eu te ajudo-Ela pega uma das bandejas e voltamos ao quarto, nos sentamos e começamos a jantar, o assunto fluia tranquilo, e vi minha esposa sorrindo totalmente descontraída. Depois que terminamos levei as bandejas, Rosa mexia no celular quando entrei, sorria para tela. Bruno:- O que esta vendo aí Rosa:-Apenas um joguinho de celular-Me sentei ao lado dela, era um jogo de perguntas e respostas e ela estava empolgada, me fez jogar, e por incrível que pareça acabei me divertindo, claro que era por estar jogando com ela. Rosa estava encostada em mim, e mesmo esses pequenos gestos mexiam comigo, ela ganhou de mim em quase todas as rodadas, minha esposa é muito inteligente. ROSA As horas que estamos passando no jatinho estão sendo agradáveis, Bruno tem sido um bom homem, e preciso ser sincera comigo mesma, gosto de estar ao lado dele, quem poderia imaginar, o homem temido dá mafia, relaxado jogando um joguinho bobo de celular, eu presto atenção nas pequenas coisas, mas ainda não sei se realmente me ama, ou se sou apenas um capricho, mas isso descobrirei com o tempo. Paramos de jogar e ficamos conversando deitados na cama, Bruno acabou adormecendo e pude olhar seus traços mais de perto, ele tem um rosto forte, traços definidos, o desenho dá sua boca é perfeito, um leve cicatriz em sua bochecha some por baixo da barba perfeita, estava quase tocando seu rosto novamente, quando parei minha mão no ar, o que estou fazendo? Me deitei ao seu lado, quase tocando seu corpo, seu cheiro tomou meus sentidos e adormeci ao seu lado, acordei de repente sentindo braços fortes ao meu redor, continuei com os olhos fechados e me permiti me aconchegar em seus braços, por um momento me senti em paz. BRUNO De uma forma inconsciente, puxei Rosa para os meus braços enquanto dormia, senti ela se aconchegar em meu peito, eu sei que ela estava acordada, mas me mantive em silêncio, eu sei cada detalhe dela, e sei bem quando está dormindo, mas se era assim que ela queria, assim que ia ser. Aproveitei ao máximo a minha pequena flor em meus braços, até que uma batida na porta atrapalhou, me movi e ela se afastou, me fazendo sentir falta do seu calor. Me levantei e fui avisado que chegaríamos em breve, não vi o tempo passar, quando me virei, Rosa estava sentada na cama. Rosa:-Estamos chegando? Foi mais rápido do que imaginei. Bruno:- O tempo passa rápido quando é agradável. Ela sorri, e ajeita a roupa, logo estávamos sentados em nossas cadeiras, aguardando o aviso do piloto. Pousamos em segurança e minha pequena Rosa olhava tudo com seus olhinhos curiosos. Rosa:-Essa cidade é linda-disse olhando pela janela do carro Bruno:-Só estamos começando minha flor-Ela sorri e volta a olhar pela janela
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