capitulo 09-BUENOS AIRES

1486 Palavras
Bruno e Rosa chegaram ao hotel e ele sorriu, sabia que sua irmã era a melhor e cuidaria de tudo com carinho. Ele pediu a ela por um hotel discreto e bonito, o lugar que estavam era cheio de flores, e tinha um ar elegante, as reservas eram caras, pois havia poucos andares para pessoas exclusivas, ele e Rosa ficariam com toda a cobertura só para eles. Ela estava encantada com tudo que via, desde o jatinho, onde tiveram os momentos de maior i********e até agora em seu casamento, até o hotel elegante, mas sem extravagâncias, ela gostou se sentia bem ali, assim como Bruno. Já era noite, ela estava empolgada com tudo que conheceria naquela cidade Bruno:- Está cansada? Rosa:-Nem um pouco, me sinto energizada-Bruno sorriu com a animação da esposa. Bruno:-Que bom, então se prepare, vamos dar uma volta-Ele não precisou falar duas vezes, ela abriu sua mala e correu para o banheiro com uma muda de roupa nas mãos. Levei minha esposa para dar uma volta nas ruas da bela Buenos Aires, a praça estava iluminada é era lindo, caminhamos um pouco e ela viu um clube de Tango, ela me olha com um sorriso tímido, que sei bem o que quer dizer. Bruno:-Só um pouco, amanhã prometo que levo você para assistir um show-Ela sorri e entramos. O lugar era bonito, a luz ambiente dava um ar de mistério, nos sentamos próximo ao palco, e pedimos algumas bebidas, eu conheço pouco sobre a dança, por isso estava atento a tudo. A luz diminuiu e o palco estava iluminado, uma música começou e os olhos da minha esposa estavam arregalados, ela nem piscava, um casal entrou e foi muito aplaudido, quando começaram a dançar, percebi que os movimentos eram muito sensuais, Rosa dançava sutilmente em sua cadeira, como se acompanhasse os movimentos do casal, eu tive dificuldade de imaginar minha esposa dançando assim com alguém, agora sei que minha intuição estava certa, isso seria um problema e eu não sabia como resolver. Bruno:-Está gostando?-Ela não me olha, mas segura minha mão em cima dá mesa. Rosa:-Estou amando, é tão lindo-Realmente era bonito de se ver, resolvi guardar o meu incomodo para mim, e apenas continuei segurando a sua mão enquanto continuava a assistir o espetáculo, Rosa aplaudiu de pé, as luzes se acenderam e os casais tomaram a pista de dança, vi um homem se aproximar dá nossa mesa pela minha visão periférica, respirei profundamente prevendo o caos. Homem:-Boa noite, sou um dos dançarinos da casa, percebi que a senhorita gosta de dançar, será que podemos?--Ele me olha e engole seco, percebendo o meu ódio. Bruno:-Ela é senhor, minha esposa-Me inclinei na direção dele, respirando pesado. Rosa:-Obrigada, talvez outra hora-Ele sorri e se afasta correndo.-Rosa vira o rosto para mim e vejo que está brava, eu posso ceder a quase tudo que ela me pedir, mais deixar outro homem alisar e encostar seu corpo nela não está nessa lista. Rosa:-O que foi isso? Precisava ser tão grosso? Bruno:-Não vou ficar aqui sentado vendo outro homem se esfregar em você Rosa:-Isso é uma dança, não tem nada de sexu@l Bruno:-Eu acabei de ver o show, e tem muito de sexu@l sim-Ela bufa com raiva e vira o roto em direção ao palco. Viro a minha cerveja e peço outra, Rosa está me deixando irritado pela primeira vez. O garçom trás a cerveja e peço uma dose de whisky, fazendo minha esposa me olhar, não consegui detectar suas emoções, ela pega a cerveja dá mesa, antes de mim e começa a beber rápido, tento retirar de suas mãos, mas ela se vira ainda bebendo e seca o copo. Bruno:-O que você esta fazendo?-Ela não é de beber, uma taça de vinho as vezes, mas nada mais que isso, ela faz uma careta quando termina o copo e limpa a boca com a mão. Rosa:-Só curtindo a noite, ou o meu marido vai me dizer que não posso beber também-Ela está querendo me irritar, mas vou tentar me controlar o máximo que eu puder. Minha linda esposa se levanta para ir ao banheiro, sigo ela com os olhos, mas vou atrás assim que a vejo conversando com o garçom, ele não dá uma segunda olhada a ela e segue para o balção me fazendo parar no meio do caminho, retornei a mesa, atento ao local onde minha esposa estava, ela retornou a mesa sem problemas. Bruno:-O que conversou com o garçom?-Antes que ela pudesse me responder ele apareceu com mais uma cerveja e uma dose de whisky, que ela pegou e virou em um gole só, me recostei na cadeira, fiquei apenas observando, seu rosto estava vermelho e os olhos semicerrados Rosa:-Beba marido, beba comigo.-Sua voz estava arrastada, o que me dizia ser o fim dá noite Bruno:-Vamos embora-Ela se levantou junto comigo, mas pegou a garrafa de cerveja. Rosa:-Quero beber e dançar, aproveitar a noite.-Segurei seu braço e joguei uma nota na mesa. Bruno:-Vamos embora agora, Rosa-Ela começa a rir o que me irrita ainda mais Rosa:-Ogro, me deixa em paz-As pessoas já estavam olhando para nos, não pensei duas vezes e joguei minha esposa em cima do meu ombro Bruno:- Eu disse que vamos embora, sai caminhando enquanto ela batia nas minhas costas. Rosa:-Bruno, me coloca no chão Bruno:-Você está calma? vai se comportar? Rosa:-Ogro-Acabei rindo dá forma mole que ela estava falando, sem pensar dou um tapa em sua bund@, ela solta um gritinho. Bruno:-Você está se comportando como uma criança mimada Rosa: Vou vomitar em você- Imaginei que podia acontecer mesmo, sua barriga estava pressionada no meu ombro e ela estar com a cabeça para baixo não ajudava. Bruno:-Já estamos perto do hotel, vou te colocar no chão, mais se comporte-A coloquei de pé, ela estava tonta e se apoiou em mim, caminhamos devagar enquanto ela respirava profundamente. Rosa:-Você me carregou como um saco de batatas, que drog@. Entramos no elevador e ele se encostou na parede olhando para mim, sua expressão com as sobrancelhas franzidas. Bruno:-Você está bem? Rosa:-Você não vai me controlar, ouviu?, Eu não quero dormir, quero dançar -Ela tentou apertar o botão para descer, mas segurei sua mão. Bruno:-Rosa, não me teste.-Quando as portas se abriram, ela não queria sair e fui obrigado a joga-lá no ombro novamente. A coloquei na cama e guardei a chave do quarto, ela estava enlouquecida, quem poderia me garantir que não tentaria voltar para rua. Rosa:-Você acha que porque é meu marido, pertenço a você?-Eu tentei ignorar as coisas que ela falava, já que estava visivelmente bêbada. Retirei minha camisa, e segui para o banheiro, precisa de um banho para esfriar a cabeça, minha linda esposa simplesmente invadiu o lugar. Bruno:-Vou tomar um banho Rosa:-Você esta querendo fugir dá conversa assim?-Liguei o chuveiro para que ela entendesse o que eu estava falando. Bruno:-Se não sair vai me ver nu. Rosa:-Eu quero conversar com você Rosa veio na minha direção, batendo no meu peito, a encostei na parede e ficamos muito perto, meu corpo pressionava o seu e ela não parava de se mexer, o que não estava ajudando, ela estava ofegante, eu segurava suas mão acima dá sua cabeça, queria conte-lá. Não resisti e a beijei, ela retribuiu meu beijo, soltei suas mãos e ela entrelaçou as pernas na minha cintura, aquilo me enlouqueceu, parecíamos dois animais em um beijo descoordenado, mordi seu pescoço e ela ofegou no meu ouvido, caminhei em direção à cama. Abri sua camisa e ela me olhou, com os olhos arregalados, seu rosto vermelho, os cabelos grudados pelo suor, tive um momento de lucidez, que merda eu estava fazendo?, ela nunca me perdoaria no dia seguinte. Bruno:-Melhor pararmos por aqui Rosa-Ela estava parada olhando para mim, me levantei passando as duas mãos pelo cabelo e pelo rosto, eu a queria, mas não assim. Entrei no banheiro e fui direto para o chuveiro, só depois percebi que ainda estava com as minhas calças e sapato, a água gelada caia no meu rosto, meu corpo estava tenso demais. Sai do banheiro tentando pensar no que diria a ela, não precisei pensar naquele momento, ela dormia na mesma posição que a deixei, peguei minha esposa no colo e ela me empurrou correndo para o banheiro, ela estava sentada ao lado do vaso sanitário, segurei seu cabelo e ela me olhou com os olhos vermelhos. Depois de algum tempo a ajudei a escovar os dentes e passar uma água no rosto, ela não quis que eu a ajudasse a tomar banho, a deixei no box ainda vestida e sai atento aos seus movimentos lá dentro. ROSA Bruno saiu do banheiro e retirei minhas roupas, me sentei embaixo do chuveiro e chorei, o que eu fiz? Nunca mais bebo de novo, aquilo não era eu, só de imaginar que se ele não tivesse parado teríamos ido até o fim, fez meu sangue gelar, mas porque não fui eu que o parei? Porque?
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