MINHA ROSA
CAPITULO 10 MORRERIA POR VOCÊ
ROSA
Acordei com a minha cabeça latejando, não consigo me lembrar de ter vindo para cama, olhei em volta e Bruno não estava, me arrastei até o banheiro, quando olhei no espelho, fora as olheiras e a cara amassada eu estava de roupão, minha cabeça girava tentando me lembrar dos eventos da noite anterior, mas a dor latejante não deixava que eu me concentrasse.
Após fazer minha higiene e tomar um longo banho, saí do banheiro e encontrei Bruno, sentado lendo um jornal, ele tomava uma xícara de café, não levantou os olhos quando entrei, me sentei na mesa, ao seu lado.
Bruno:- Tem café preto e suco de laranja-Disse ainda sem olhar para mim, eu estava nervosa, por não saber o que aconteceu, quando ele baixou o jornal para pegar a xícara, vi um aranhão em seu pescoço, e entrei em choque
Rosa:- O que é isso no seu pescoço?- Meus olhos estavam fixos nele
Bruno me olho e passa a mão pelo pescoço como se não soubesse do que eu estava falando, ele se levanta e olha no espelho acima do aparador.
Bruno:- Não foi nada demais
Rosa:- Eu fiz isso?
Bruno:- Você fez muitas coisas, mas sem problemas, você não estava no seu estado normal.
Rosa:- O que mais eu fiz?
Bruno:- Você não se lembra de nada?-Ele me lança um sorriso malicioso, me fazendo apertar a gola do roupão
Rosa:- Você tirou minhas roupas?
Bruno:- Não, você mesma tirou, te encontrei desmaiada no chuveiro, só coloquei o roupão em você e te levei para cama.
O fato de ele ter me visto nua me fez corar, senti minhas bochechas queimarem, ele pareceu adivinhar meus pensamentos.
Bruno:- Não se preocupe, não olhei além do necessário-Mas o sorrisinho dele me fez pensar o contrário.
BRUNO
Eu não estava bravo com ela, na verdade, estava me divertindo um pouco com essa perda de memória.
Eu menti um pouco quando disse que não a olhei nua, bati na porta do banheiro e ela não respondeu a encontrei desmaiada no box, a levei para o quarto enrolada em uma toalha, sequei seus cabelos e seu corpo, fiquei hipnotizado por alguns segundos antes de pegar o roupão, sua pele de porcelana contrastando com os cabelos negros, os s***s perfeitos com m*****s rosados, as coxas bem torneadas, e a leve penugem entre elas, era uma visão tentadora, coloquei o roupão e puxei as cobertas sobre o seu corpo, me deitei ao seu lado, mas não dormi nem por um segundo, tive tempo para pensar e resolvi não falar nada sobre a nossa interação de ontem, para que Rosa não se sinta constrangida.
Ela toma seu café em silêncio, enquanto faço algumas ligações, Emilio estava cuidando dá casa, e eu precisava saber se tudo estava bem.
Ela entre no banheiro e volta arrumada, mas percebo que não me olha.
Bruno:- Tudo bem com você?
Rosa:- Sim, só estou um pouco desconfortável por não saber o que aconteceu ontem, eu até te machuquei
Bruno:- Foi apenas um arranhão, estou acostumado com ferimentos mais graves.
Ela segura minha mão e me faz sentar na cama, olho um pouco desconfiado, até que vejo um kit que primeiros socorros ao lado, o arranhão nem mesmo doía, mas deixei ela o limpar, Rosa foi cuidadosa e delicada, seu rosto bem próximo ao meu, ela tocava meu pescoço, e nossos olhos se cruzaram, ela sorria levemente, de repente seu sorriso de desfez e seus olhos se arregalaram, ela leva a mão a boca, acredito que algumas memórias nebulosas dá noite anterior ficaram mais claras.
Rosa:- Eu não fiz...eu não
Bruno:- Calma, não aconteceu nada, apenas um beijo.
Rosa:- Porque não me deteve.
Bruno:- Juro que tentei, mas você estava muito determinada e eu não quis te machucar, e preciso dizer que foi muito dificil para mim, resistir a você.
Rosa:-BRUNO-Ela parecia indignada com as minhas palavras.
Bruno:- Você está pensando muito, pronta para sair?-Ela suspirou e balançou a cabeça, enquanto pegava sua bolsa.
Passeamos por alguns dos pontos turísticos de Buenos Aires, e o humor de Rosa foi melhorando aos poucos, almoçamos em um restaurante tranquilo, com um churrasco maravilhoso.
Rosa queria conhecer a feira de San Telmo, o lugar é muito colorido, e cheiroso, estava cheio, então segurei em sua mão, ela se assustou com meu toque, eu apenas sorri, como se não fosse nada importante.
Caminhamos pela feira, as cores dos tecidos e os perfumes eram diversos, incentivei Rosa a comprar algumas coisas e ela comprou lembranças para todos da família, foi a primeira vez que ela gastou dinheiro sem culpa e nem era para ela.
Os artistas de rua foram o ponto alto, ela fica muito animada com tudo ligado a arte, voltaríamos a noite, ela queria ir a um bar de tango, isso me deixou tenso, mas eu tentaria outra vez, ela percebe minha tensão.
Rosa:- Vamos só assistir ao show, não se preocupe-Isso me deixou satisfeito, mas não despreocupado.
ROSA
Entramos no La Cumparsita Tango Bar, um lugar interessante, com fotos de seus bailarinos nas paredes, e suas cortinas pesadas, sentamos em uma mesa próxima ao palco, mas bem discreta.
Bruno:- O que gostaria de beber ?
Rosa:- Suco de laranja - Hoje eu não ia beber, não queria passar pela mesma situação dá noite passada.-Ele me olha meio de lado, com um sorriso sutil - Depois do que aconteceu ontem já estou bastante constrangida, com minha falta de memória esse arranhão que fiz no seu pescoço-Ele segura minha mão sorrindo.
Bruno:- Eu acho que você deveria me ensinar a dançar, o que acha?-Eu não consigo conter o riso, mas ele foi tão espontâneo, e ele me olha feio, seguro seu rosto entre as mãos sem pensar muito e o beijo, um beijo rápido, mas ele paralisa olhando para mim e me dou conta do que fiz.
Rosa:- Me desculpe- Agora eu que estou paralisada.
Bruno:- Por que esta se desculpando? Sou seu marido, sou seu homem, meu coração e seu, meu corpo é seu, você me tem Rosa, me tem na palma dá sua mão, e pode fazer o que quiser.-Eu fico sem palavras, Bruno segura minhas mãos e as beija.
Rosa:- Isso tudo é sincero, Bruno?.
Bruno:- Você entrou na minha vida de uma forma nada convencional, a primeira vez que te vi meu coração se agitou de uma forma que chegava a ser dolorosa, e em poucos dias você entrou nele e tomou conta de tudo, de cada cantinho, isso me assusta sabia? Me assusta saber que alguém pode ter controle de mim dessa forma, e você nem se dá conta disso.
Rosa:- Bruno-Meus olhos estavam cheios de lagrimas, meu coração doeu, e não saber o que responder doeu ainda mais.
Bruno: Não precisa me dizer nada, eu não quero que se sinta obrigada a me dizer nada, mas não quero que duvide do meu amor por você nunca, eu morreria por você Rosa.