LUCAS NARRANDO Saí do pagode com a cabeça fervendo. Muita raiva. Muita. Por mim, eu pegava a Bruna pelo cabelo e arrastava no asfalto. Juro por Deus. Aquela p***a que ela fez comigo na frente dos outros, viado… me desmoralizou. Ela não tem noção, mano. Não tem noção mesmo. Fui andando rápido, cego. Não via mais nada na minha frente. Parei perto do carro, ainda rangendo os dentes, quando uma mina veio falar comigo. A princípio, nem dei ideia, achei que era mais uma querendo arrumar confusão. Mas era outra fita. A menina veio mó educada. — Oi, boa noite. Desculpa incomodar, é que me falaram que essa lojinha aqui de baixo é do Japona… e eu tô querendo alugar pra abrir um negócio. Só que me falaram que é difícil trocar ideia com ele. Você que é filho dele? Eu respirei fundo, tentando puxar

