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1366 Palavras

MT NARRANDO Fiquei ali parado, de frente pro meu pai, sentindo meu sangue ferver. Cada palavra dele batia na minha cara como tapa. Mas eu não era mais moleque. Não era mais aquele pivete que ele criava no grito. Já tinha tempo que eu virei homem. Já tinha tempo que eu carregava arma e resolvia problema que nem ele queria encostar. Ele me olhou, esperando eu baixar a cabeça. Mas eu levantei foi o queixo. — Tu acha justo? — soltei a pergunta seco, olhando no olho dele. — Eu tô nessa p***a aqui desde moleque, cresci no meio do movimento. Tu acha justo me tirar da boca por causa daquela p***a da droga? Eu errei, beleza. Mas eu assumi o erro. Te paguei. Fiz o que tinha que fazer. Tu já fez merda mil vezes maior que essa. Já perdeu carregamento inteiro e nem por isso te tiraram do trono. E ag

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