MT NARRANDO Cheguei em casa com o sangue fervendo. As mãos tremendo. O volante do carro parecia que ia virar pó na minha mão. Entrei derrubando a porta, nem deixei bater, só empurrei com força e ela bateu na parede com um estrondo. Tava cego. Cego de ódio. Joguei as chaves em cima da mesa e tudo voou pro chão. Porta-retrato com a foto do Cauã que a Manu tinha colocado ali, caiu e quebrou. Nem olhei. Fui direto na estante, varri os enfeites com o braço, tudo foi pro chão, tudo. Copo, controle, caixa de som, garrafa de uísque… tudo. O barulho era só um eco do que tava dentro de mim. — Caio! Caio, para com isso! — a Manu veio correndo atrás, tentando me segurar pelo braço. Soltei. Me soltei. Não queria ninguém me tocando. Meu corpo tremia igual p***a de fio desencapado. Tava querendo mata

