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1153 Palavras

BRUNA NARRANDO Já era quase 10h da manhã, e o Lucas tava ali, esparramado na minha cama, roncando e eu não sei como aguento esse ronco tantos anos no meu ouvido. De cueca, lençol amassado. E eu ali, do lado dele, toda agarrada nele, passando os dedos nas tatuagens dele. Mas da vozinha do capeta que começou a cochichar no meu ouvido assim que eu abri o olho. — Pega o celular dele, Bruna… — sussurrava o capirotinho imaginário, com a voz igualzinha da minha prima fofoqueira. — Cê acha mesmo que LC anda quietinho? Bandido, bonitão, com aquele sorrisinho torto de safado… tá dando mole por aí, tu só que não vê. Revirei os olhos, tentei ignorar. Juro por Deus que tentei. Mas aí ele virou de lado, e o celular dele apareceu na cama, deslizando pra beiradinha do colchão. Foi um sinal. Ou um teste

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