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1434 Palavras

LC NARRANDO Saí daquela casa puto. Puto. Puto pra c*****o. Nem consegui respirar direito. Tava com o sangue quente, o peito estufado, a cara ardendo ainda do tapa que levei logo cedo. Tapa não… aquilo ali foi uma porrada de guerra. Nem a civil quando invade o morro mete a mão com tanta força. E por quê? Por causa de uma mensagem. UMA p***a DE UMA MENSAGEM DE UMA DESGRAÇADA QUE EU NEM CONHEÇO! Desci as escadas do sobrado igual animal. Chinelo arrastando, celular na mão, camisa meio torta, cabelo pra cima. A vizinha me viu com o olho arregalado no portão. Tava com a mangueira molhando a calçada. Ficou me olhando igual tivesse vendo o Datena ao vivo. — QUE FOI, MARIA? QUER FILMAR, FILMA LOGO! Ela nem respondeu. Se escondeu atrás do portão dela. Fiz sinal de arminha com a mão e segui anda

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