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952 Palavras

JAPONA NARRANDO Subimos em silêncio. Cada passo naquele corredor apertado da boca soava mais alto que tiro de fuzil. Era só tensão. A mente fervendo, e o clima carregado no ar. Entramos numa das salas principais da contenção aquela de parede manchada de nicotina, com a janela virada pro morro e a mesa onde os papos mais sérios sempre rolavam. Fui o primeiro a entrar.Encostei na parede, puxei o maço do bolso e acendi o cigarro. Uma tragada funda. Daquelas que queimam no peito, mas acalmam a alma. O BR veio logo atrás e já puxou a cadeira pra sentar. WL encostou na parede oposta, igual poste. E o MT ficou em pé, com o braço cruzado, olhando pra tudo com aquela cara de “não devo nada pra ninguém”. Até que o BR resolveu abrir o papo. — Seguinte, a gente precisa trocar ideia sobre o comand

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