MT NARRANDO — c*****o… olha isso, olha essa p***a toda aqui na minha frente… — falei, passando a mão suada pelo rosto, sem acreditar no que meus olhos viam. Era tanta mala, tanto bolo de dinheiro, que parecia cena de filme. A gente tinha descarregado as mochilas ali no galpão do alto do Salgueiro. Cada uma pesando como se tivesse tijolo dentro — mas era papel. Papel de verdade. Dinheiro vivo. Grana roubada, suada no desespero, no sangue, na bala. O Piloto jogou a dele no chão e já foi rasgando o zíper. — Tira as p***a das notas de 100 primeiro que é as mais lindas de ver, ele disse, rindo igual criança em loja de doce. O LC veio logo atrás, arrastando o fôlego, com suor escorrendo até da alma. — É milhão, irmão… isso aqui tem é milhão, p***a… Sentamos no chão mesmo, os três cerca

