MANU NARRANDO Desde a hora que ele me puxou pela mão naquela recepção, eu já sabia. Conheço o Caio demais pra não sacar o olhar atravessado, a respiração pesada, o jeito que ele ajeitou a arma na cintura. Ele tava com ciúme. Tentando segurar, mas tava. Ele pode até não admitir, mas eu vejo. A gente saiu andando juntos, ele na frente meio calado, com o maxilar travado, e eu atrás, olhando pra mão dele me puxando, e pro jeito como o peito dele ainda subia e descia rápido. — Tá com ciúme, né? — perguntei, provocando só de leve, com um sorrisinho no canto da boca. Ele nem me olhou. Só jogou: — Nem vou falar nada contigo… vamo ali que eu tenho um bagulho muito maneiro pra te mostrar. Eu franzi a testa, mas fui seguindo. O jeito que ele falou não era brincadeira. Ele tava eufórico, meio el

