MANU NARRANDO O MT tem dessas. Sempre com um pé na rua, outro dentro de casa, mas a cabeça dele… a cabeça dele vive no amanhã. Já faz tempo que ele vive como se fosse morrer a qualquer momento. E hoje, mais cedo, ele me chamou no closet, com aquela cara séria dele que já me deixa com frio na espinha. — Vem cá, deixa eu te mostrar um bagulho. — Ah, lá vem tu com essas ideias de novo, Caio… — Não, sério, Manu. Presta atenção. Ele empurrou a parte de baixo do armário, tirou uma tábua falsa com todo cuidado e puxou uma maleta preta, pesada, estufada. Quando abriu, eu quase caí pra trás. Era dinheiro. MUITO dinheiro. Pacotes e pacotes, amarrados, organizados por cor, como se fosse uma lojinha de luxo do crime. Além do que ele já tinha roubado hoje que ainda tava dentro do saco no canto da

