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969 Palavras

BRUNA NARRANDO Trabalhei o dia inteiro com o coração amarrado. Com ódio. Com vontade de quebrar tudo. Cada cliente que entrava no Bronze, eu queria gritar, mandar sair, fechar a p***a toda. Não tinha paciência nem pra montar biquíni, nem pra escolher fita, nem pra misturar tinta. Nada. Fiquei só ali, no canto da sala, disfarçando. Dava uma desculpa pras meninas, falava que tava com cólica, que tava com dor na lombar, qualquer merda. Mas era mentira. Era dor na alma. Era raiva entalada no peito. Chorei escondida umas três vezes. E nem foi choro de tristeza, não. Foi choro de nojo, de decepção. Porque aquele arrombado do Lucas… me deixou igual uma i****a. Deu motivo pra eu desconfiar, pra eu surtar, pra eu bater. E agora? Agora ele deve tá por aí com aquela vagabunda que eu vi na p***a do

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