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990 Palavras

LUCAS NARRANDO Pô… fiquei maluco com a quantidade de dinheiro. Maluco, real. Era nota que não acabava mais. As mala tudo entupida, fofa, transbordando de grana. Eu tentava disfarçar, mas meu pai me olhava de r**o de olho, daquele jeito seco dele, desconfiado. Filho ou não, ele não confia em ninguém. Mas quer saber? Tô nem aí. Nem dei confiança pra esse n**o. Que se f**a. Entrei no meu carro com o peito estufado, liguei o som alto e fui voado pra casa. No caminho, fiquei pensando… “Pô, podia falar com a Bruna, né? Podia mostrar pra ela esse dinheiro, fazer ela ver quem é o vagabundo agora…” Mas aí me deu um gosto amargo na boca. Lembrei daquela noite. Ela me deu na cara, p***a. Como se eu fosse um bosta qualquer. Nem quis ouvir o que eu tinha pra dizer, nem perguntou p***a nenhuma. Só

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