Fabrício ficou quieto por uns segundos. O sorriso escancarado deu lugar a uma expressão mais séria, quase pesada. Ele olhou pro chão, depois pro copo na mão, girando o gelo como se procurasse coragem ali dentro. — “Ô, Ramon…” Levantei o olhar, achando que vinha mais zoeira. Mas não veio. O tom dele mudou. — “Falando sério agora.” Me ajeitei no sofá, silencioso. Ele respirou fundo. — “Eu tenho orgulho de ser teu irmão, porra.” Fiquei quieto. Ele continuou. — “Mesmo tu sendo esse babaca debochado, esse Coringa de merda, esse puteiro ambulante com terno caro... mesmo assim.” Deu um gole, sem tirar os olhos de mim. — “Tu me criou. Criou o Bala. Cuidou da Priscila quando ninguém mais teve coragem. Tá criando o Bruno como se fosse teu. E ainda carrega essa p***a toda nas costas como

