capítulo 21 Ramon

1739 Palavras

Cheguei na casa do Bala com a alma arrastando no asfalto. Terno aberto, gravata solta, cara de CEO que largou o coquetel antes da sobremesa e trouxe junto o inferno inteiro no bolso. Bati na porta com força. Bala abriu rápido, sem perguntar. O olhar dele era de quem tava segurando o mundo com uma mão e o Bruno com a outra. — “Tá lá no quarto.” — disse. — “Dormiu depois que a febre caiu um pouco.” Passei por ele sem falar nada. O corredor parecia mais estreito, mais abafado. Como se a urgência tivesse entalado nas paredes. Entrei no quarto devagar. A luz baixa. Priscila sentada na beira da cama, os olhos cansados, o coque bagunçado, o rosto mais bonito que qualquer mulher daquele coquetel de merda. E ali, no colchão... Bruno. Pequeno. Suado. Mas respirando melhor. Um braço jogado pra

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