capítulo 22 Ramon

1196 Palavras

Matheus veio atrás. A porta m*l tinha batido e ele já tava na cola, os passos acelerados, coração na boca, orgulho na garganta. — “Ramon…” Parei com a mão ainda na maçaneta, sem me virar. — “Ramon não tá aqui.” O silêncio engoliu a frase. Virei devagar, o olhar afundado na sombra, o peso da raiva filtrado pela calma c***l que só o Coringa tem. — “Pra tu? É Coringa.” Matheus franziu a testa, confuso, quase indignado. — “Que p***a é essa, mano?” — “É a p***a da verdade.” — avancei um passo, firme. — “Porque só quem é de verdade me chama de Ramon.” Ele recuou meio passo. Não por medo. Mas porque a verdade às vezes empurra mais que tapa. — “Tu quer me cobrar algo que nem cê sustenta. Quer falar da Priscila como se ela fosse troféu, e não cicatriz viva. Quer medir sentimento com régu

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