capítulo 23

1121 Palavras

Cheguei com eles em casa — nossa casa, no morro. A que eu divido com o Fabrício. Onde o mundo lá fora não entra sem pagar pedágio de respeito. Abri o portão com o ombro, carregando o Bruno como se fosse meu sangue. Priscila entrou atrás, quieta. Mas o olhar dela rodava o ambiente com aquele misto de receio e gratidão. Subi os dois lances de escada. Fabrício não tava — mandei mensagem no meio do caminho, seco: > “Volta pro morro. Agora.” Ele só respondeu: > “Tô indo.” Empurrei a porta com o pé. A casa cheirava a café amanhecido e a sossego que não dura. Fui direto pro quarto de hóspedes. Deitei o Bruno com cuidado na cama limpa, puxei o lençol até o peito dele, e fiquei olhando um segundo a mais do que devia. A p***a daquele moleque me desmontava só de respirar. Saí do quarto

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR