Fabrício Depois que o Coringa subiu gritando o terno azul que 'marca o p*u', a casa até ficou em silêncio. Mas o estrago visual ainda tá aqui: cinzeiro cheio, casaco jogado, arma em cima da estante igual enfeite de Natal. Peguei a vassoura. Sim, vassoura. Porque além de irmão, virei faxineiro da milícia. Comecei a varrer com tanta raiva que até o azulejo chiava. E enquanto eu varria, pensava. Pensava na vida que eu levo, nos rolê que eu não vivo, nos perrengues que eu resolvo sem ter idade pra isso. Porque o Ramon é isso: ele vive entre ternos de grife e corpos no porta-malas. E eu? Eu fico aqui, apagando rastro, segurando a casa, sendo o "irmão do Coringa". Nunca só Fabrício. Mas também... não tem dia que eu não agradeça por ser exatamente isso. Porque no fundo, o mundo dele me pro

