No Nordeste do Brasil, no estado de Pernambuco, existe uma cidade de tamanho médio chamada Porto Azul. A mesma se localiza próxima ao mar, rodeada por florestas ombrófilas mistas, com uma cultura rica e diversificada Porto Azul é exuberante e altamente atrativa.
Por uma rua de paralelepípedos vem andando um rapaz moreno com 1,25 de altura, corpo levemente definido, olhos verdes e cabelos pretos cacheados. O moreno traja uma calça Jogger preta Heavy, uma camisa Slim manga longa gola padre feita de algodão e um tênis cano alto na cor preto, o moreno aparenta ter dezenove anos de idade. O rapaz anda apressadamente pela rua, como se estivesse atrasado para algo, sua testa está molhada de suor e seu olhar percorre todos os lados a procura de algo, o moreno tira seu celular do bolso e liga a tela para ver as horas, sem parar de andar.
- Droga.... – Esbraveja ao sussurrar para si mesmo, o rapaz acelera o passo e continua andando por mais vinte minutos até chegar em uma escola de ensino médio, passa pelo gramado, entra no pátio e se direciona a uma sala no fim do corredor.
- Mais uma vez atrasado senhor Barton! – Diz um homem careca usando uma camisa verde de mangas longas.
- Me desculpe professor. É que tive um contratempo no caminho par cá! – Afirma o rapaz ao fechar a porta de madeira atrás de si, todos na sala estão olhando na direção do rapaz, isso lhe deixa desconfortável já que não gosta de ser o centro das atenções.
- Vou deixar passar por você ser um excelente aluno Joey Barton. Agora, sente-se! – Diz o homem ao apontar para uma mesa vazia no fim da sala, Joey acena com a cabeça em agradecimento e se direciona a mesa com passos rápidos para evitar os olhares. O moreno nunca gostou de chegar tão tarde nas aulas porque sempre que isso acontece as chances de chamar a atenção de todos aumenta, ter tantos olhares curiosos olhando para si causa-lhe desconforto e o deixa sem jeito.
- Por que demorou tanto? – Diz uma garota de cabelos cor de violeta, pele cor de pêssego, olhos cor de âmbar, rosto simetricamente perfeito e com um corpo de dar inveja em qualquer um. A mesma está sentada na mesa ao lado da mesa que fora indicada para o moreno se sentar, a garota está trajando um vestido médio de cor laranja escuro e com os cabelos presos em um r**o de cavalo volumoso.
- Tive que fazer hora extra hoje, o senhor Osmar adquiriu novos fornecedores, só ontem entregaram quase mil exemplares de livros! – Diz quase sussurrando ao se sentar, em seguida passa a mão na testa para limpar o suor gerado por sua caminhada. – Andréia me diz que anotou tudo direitinho... – Diz ainda sussurrando para não ser ouvido pelo professor, a última coisa que Joey quer é chamar mais atenção, Andréia pisca para o moreno com um sorriso no canto dos lábios cobertos por batom rosa.
***
Do outro lado da cidade, na rodovia trinta e sete, um homem pilota uma Triumph Sprint ST 1050 cinza em alta velocidade. Usando um capacete preto, camisa plástica na cor preto, uma calça jeans na cor cinza, luvas de couro na cor preto e um par de botas de couro tingidas de preto. O homem acelera pela pista que passa em cima de um penhasco aberto com vista para o oceano, entra em uma parte coberta por árvores de ambos lados da estrada e depois se direciona a uma estrada de terra no lado esquerdo do penhasco, no lado oposto ao mar.
O motoqueiro para sua Triumph Sprint em frente a uma cabana feita de madeira; a mesma possui aparência rustica e bem preservada com teto triangular, uma chaminé feita de pedra na parte de trás e uma varanda de três metros e meio. O homem desce da moto e segue para a varanda da casa sem tirar o capacete, o mesmo aparenta ter por volta de 1,55 de altura, corpo sarado e másculo, mesmo por debaixo das roupas; o motoqueiro abre a porta e adentra o local revelando uma sala de estar de tirar o fôlego, atravessa a mesma e entra em seu quarto do outro lado do cômodo.
O homem tira o capacete e o põe sob a cama no centro do cômodo, tira sua camisa, calça e botas, ficando somente de cueca box preta. Seu corpo possui músculos definidos e fortes, sua barriga tem um tanquinho de dar água na boca, seus braços grandes e ombros fortes lhe dão um aspecto selvagem e voraz, o homem aparenta ter vinte e cinco anos de idade; seu rosto possui traços fortes e másculos, o homem tem olhos castanhos claro, pele caucasiana, cabelos pretos, barba e bigode simetricamente bem feitos.
- Droga! – Esbraveja com sua voz máscula e grossa ao ser interrompido por seu celular tocando, o homem retorna até sua cama, tencionando seu peitoral e seus ombros fortes ao pegar o aparelho e atendê-lo. – Wanderson falando! – Fala de forma séria e sem paciência.
- OI Wan, sou eu, Emile. Pensei que poderíamos nos ver hoje, se você não estiver ocupado é claro! – Diz a voz feminina e doce pelo celular, Wanderson revira os olhos impaciente e dá um suspiro cansado ao pensar em ter que dispensar Emile mais uma vez, irritado pela insistência de alguém foi só uma transa.
- Não vai dar, tenho compromisso! – Diz com sua voz grossa antes de desligar o celular e joga-lo novamente sob a cama, sem ao menos esperar uma resposta da mulher, Wanderson caminha até o banheiro, entra no box, liga o chuveiro, fecha os olhos e joga a cabeça para trás; o homem se sente vazio, sente a água percorrer seus músculos se perguntando o que está faltando em sua vida, sua cueca começa a ficar transparente por causa da água, destacando seu belo dote repousando ali dentro.
Meia hora depois o homem sai do banheiro, veste uma cueca boxer branca, vai até a sala e se joga no enorme sofá cor de cinza escuro no formato da letra “U”. Wanderson olha para o teto alto de sua casa, passa a mão em seus cabelos molhados ao fechar os olhos; deitado com as pernas abertas, o volume em sua cueca produz uma visão sexy e tentadora.
Por Joey
- Muito obrigado! Eu não acredito que só vim perceber que esqueci minha mochila quando cheguei na escola. – Digo, me sentindo um i****a, Andréia me olha com cara de quem está segurando o riso, não a culpo, esses dias minha vida está uma loucura.
- Sem problemas Jô! Vem, vamos embora. – Diz ao entrelaçar nossos braços, sorrio e partimos para fora do prédio lotado, refaço o caminho que percorri mais cedo em companhia de Andréia. Agora que paro para pensar noto que somos amigos desde nossos dez anos, quando Andréia se mudou para Porto Azul com sua família, na época passávamos o dia inteiro no arquipélago vendo o pai de Andréia pescar, era muito divertido. – Agora é melhor eu deixar você descaçar, se não vai se atrasar de novo! – Diz ao pararmos de andar, Andréia se aproxima e dá um beijo em minha bochecha esquerda, eu retribuo e seguimos em direções diferentes.
- Enfim, lar doce estresse! – Digo para mim mesmo ao subir o pequeno lance de escadas que dá na varanda do térreo, me aproximo da porta e abro a mesma, entro e subo as escadas, indo direto pro meu quarto. Fecho a porta atrás de mim e tiro toda a minha roupa, ficando completamente pelado, me direciono ao banheiro para tomar banho. – Humpf! – Digo sorrindo ao ver meu reflexo no espelho, meu corpo definido e minha b***a suculenta me deixam orgulhoso de conseguir manter a forma em meio a tanta correria, ligo a torneira da banheira e deixo a mesma encher de água, me sento no chão, encostado na banheira. – Vai começar... – Sussurro ao sentir minha garganta secar e meu peito apertar, lágrimas começam a escorrer por minha face, quentes e molhadas; qual o problema comigo!? Porque vivo me sentindo vazio!? Penso um segundo antes de ouvir meus parentes começarem a discutir no andar de baixo, todo dia esse inferno, m*l posso esperar pra conseguir o dinheiro de ter minha própria casa...