Exatos seis meses depois, Marina olhava para o salão com certa curiosidade. Deveria ter se retirado para o campo, de certo que sim, assim evitaria dores de cabeça homéricas, conversas tediosas e crises de consciência tardia. Não podia evitar, era sempre o mesmo diálogo: notícias do duque, vossa graça? E Marina emoldurava um sorriso no rosto para responder que seu marido mandava cartas toda a semana, contando que cada recanto francês o fazia lembrar dela, em seguida ouvia suspiros apaixonados das damas. Os cavalheiros por outro lado, questionavam que tipo de negócio o Duque de Kahn tinha a resolver em terras distantes, Marina respondia algo como o cuidado das relações exteriores e de seu próprio patrimônio e fazia uma piada sobre a França ser a um braço de distância da Inglaterra. As matr

