Um ano depois, Marina tinha ainda menos notícias do seu marido. Não era como se Gabriel tivesse sumido do mapa, ele apenas não mandava cartas nem recados. Se acreditasse em misticismos teria passados noites em claro pensando em um feitiço, em algo que de algum jeito o trouxesse de volta, gostaria de ter capitado sua alma. Perdeu as contas do quando se sentiu culpada, do quanto imaginou se uma atitude diferente teria mudado sua situação atual. Concluiu que não, hoje ela tinha certeza que não. A dor é um processo interessante, as feridas saram de um jeito interessante. Nos primeiros 6 meses havia sido uma tortura, negou, chorou, se culpou, achou que estava melhor e de repente piorou... Céus, o amor era uma praga! Mas logo concluiu que não há nada que tempo e vontade não curem, e tudo que Ma

