Brasília, 11 de Janeiro de 2016. Por Anne Rocha Meu pai me acordou cedo mais uma vez. Segundo ele, temos uma missão muito importante hoje. Finalmente, ele atende um Dr. Bruno muito nervoso e diz que está me levando para depor. Ainda não sei o que vou dizer, mas espero que, na hora, as palavras saiam naturalmente. Ao entrar na delegacia, sinto todos os olhares sobre nós. Alguns nos cumprimentam, outros desejam boa sorte, mas há um clima estranho no ar. Talvez seja apenas impressão minha, mas será que essas pessoas realmente acreditam que meu pai matou Kléber Trevisan? Adentramos a sala do Dr. Bruno, que tem a mesma cara de pit bull que o meu pai. Fico tensa. — Ora, ora, Sr. Rocha! O mundo desabando na minha cabeça e o senhor resolve tirar férias com a filha. Você sabe como essas coisa

