Brasília, 13 de Janeiro de 2016, às 07:30 Por Anne Rocha Acordo esfregando os olhos, tentando achar meu celular, que toca irritantemente. — Estranho, quem será uma hora dessas? A chamada é desconhecida. Desligo sem atender. Só pode ser engano, penso, chateada. Agora não vou conseguir voltar a dormir. Levanto estressada, entro no banheiro para tomar uma ducha e ouço, ao longe, o telefone tocar novamente. Uma, duas, três vezes... — Mas que merda! — xingo, irritada. Termino minha higiene matinal, já planejando xingar de tudo quanto é nome a pessoa s*******o que fica ligando tão cedo. Esse é meu chip novo, e eu não passei o número para quase ninguém. Pego meu fone de ouvido, coloco uma música agitada e desço para correr um pouco pelo condomínio. O condomínio onde moro com meu pai tem

