56 - Sombra

1533 Palavras

Sombra Narrando Depois de tudo que rolou naquele hospital, eu sabia que a Juliana não ia ter cabeça pra nada, muito menos pra pensar em comida. Mas grávida e daquele jeito fraca? Nem füdendo que eu ia deixar ela ficar sem comer. Peguei o celular e pedi comida num restaurante bom aqui perto da cobertura. Nada de besteira. Pedi coisa leve, comida de verdade, arroz, frango grelhado, legumes, uma sopa e suco natural. Enquanto a comida não chegava, um dos meus homens já tava levando a tia dela lá pra Zona Norte buscar as coisas. A mulher não ia voltar só com uma mochilinha, eu já sabia. Juliana tava sentada no sofá, quietinha, olhando pro nada. O rosto inchado de tanto chorar. Meu peito apertava vendo ela daquele jeito. Pouco tempo depois a campainha tocou. Fui lá, peguei as sacolas e

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR